A Força Espacial dos EUA Está Se Preparando Para Testar Tecnologias de Reabastecimento de Satélites em Órbita

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Crédito: Orbit Fab
Ilustração do reabastecimento de satélites no espaço.

No dia de ontem (31/03), o portal SpaceNews noticiou que a Força Espacial dos EUA (USSF) está se preparando para uma série de experimentos para testar tecnologias de reabastecimento de satélites em órbita, posicionando competidores comerciais na vanguarda de um setor emergente da indústria espacial.
 
As demonstrações planejadas, conhecidas como Tetra-5 e Tetra-6, irão avaliar o hardware de reabastecimento das empresas Astroscale, Northrop Grumman e Orbit Fab — companhias que disputam a liderança no nascente mercado de reabastecimento orbital.
 
Esses experimentos são vistos como passos críticos para estabelecer uma arquitetura comercial sustentável de reabastecimento no espaço. "O Tetra-5 validará a interface e uma arquitetura comercial escalável de reabastecimento", disse um porta-voz do Comando de Sistemas Espaciais em uma declaração à SpaceNews.
 
Inicialmente concebido em 2022 como um único experimento de 44,5 milhões de dólares, agendado para 2025, o programa foi posteriormente dividido em duas missões separadas: Tetra-5, que será lançada em 2026, e Tetra-6, em 2027.
 
Tetra-5: Testando Interfaces Comerciais
 
A missão Tetra-5 lançará dois pequenos satélites equipados com a Interface de Transferência de Fluido Rapidamente Acoplável (RAFTI, na sigla em inglês) da Orbit Fab, uma válvula especializada projetada para permitir transferências de propulsor em órbita.
 
Um dos satélites tentará se acoplar com um depósito de propulsor da Orbit Fab, desenvolvido com financiamento do Pentágono por meio da Defense Innovation Unit. O segundo satélite testará a compatibilidade com um propulsor shuttle da Astroscale, desenvolvido em parceria com o escritório de Serviços, Mobilidade e Logística do Comando de Sistemas Espaciais.
 
Tetra-6: A Solução da Northrop Grumman
 
No ano seguinte, o Tetra-6 testará o Módulo de Reabastecimento Passivo (PRM, na sigla em inglês) da Northrop Grumman, também desenvolvido com apoio da Defense Innovation Unit. Esta missão lançará um único satélite equipado com a interface PRM, que tentará se acoplar com o satélite tanque ROOSTER-5 (Anel de Avaliação Rápida de Tecnologia Espacial em Órbita) da Northrop Grumman.
 
Essa demonstração apoia o desenvolvimento de um tanque de combustível orbital chamado Geosynchronous Auxiliary Support Tanker (GAS-T), que seria construído com a plataforma de satélite em forma de anel ESPAStar D da empresa.
 
O Comando de Sistemas Espaciais informou que aprovou tanto os sistemas de reabastecimento RAFTI quanto PRM como "soluções comerciais aceitáveis para reabastecimento".
 
Avaliação da Tecnologia
 
Além dos fornecedores de hardware de reabastecimento, as missões Tetra envolvem vários outros contratados. A Arcfield atua como integradora de satélites, enquanto a Redwire fornecerá as plataformas de satélites. O Comando de Sistemas Espaciais será responsável pelas operações de ambas as missões.
 
Para a Força Espacial, esses experimentos fornecerão dados cruciais para avaliar a viabilidade da emergente indústria de logística no espaço. O serviço também deseja obter informações sobre se os provedores comerciais poderão estabelecer modelos de negócios sustentáveis sem subsídios governamentais contínuos.
 
Embora oficiais da Força Espacial tenham expressado interesse em aproveitar os serviços comerciais de reabastecimento, eles primeiro exigem provas concretas de que a tecnologia funciona de maneira confiável no ambiente hostil do espaço.
 
A capacidade de reabastecimento em órbita, de acordo com as empresas do setor, poderia transformar as operações espaciais, estendendo a vida útil dos satélites, permitindo maior flexibilidade operacional e reduzindo os custos associados à substituição de satélites envelhecidos.
 
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