INPE e UNICAMP Assinam Protocolo Para Estudos em Política e Inovação no Setor Aeroespacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada hoje (12/11) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o instituto e a UNICAMP assinaram protocolo para estudos em Política e Inovação no Setor Aeroespacial.

Duda Falcão

INPE e UNICAMP Assinam Protocolo
Para Estudos em Política e
Inovação no Setor Aeroespacial

Quarta-feira, 12 de Novembro de 2014

Atividades de pesquisa, orientação conjunta de pós-graduandos e o intercâmbio de estudantes, pesquisadores e docentes estão entre os objetivos do protocolo de intenções firmado entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

O documento, com vigência de cinco anos, destaca ainda a disseminação de resultados de pesquisas por meio de publicação na área de política e gestão de ciência, tecnologia e inovação da indústria aeroespacial.

Assinado na segunda-feira (10/11) pelo diretor do INPE, Leonel Perondi, e o reitor da UNICAMP, José Tadeu Jorge, o acordo irá facilitar estudos conjuntos de política industrial e de análise de capacitação do setor aeroespacial.

“O INPE é um instituto de pesquisa bastante tradicional, consolidado, que tem prestado grandes contribuições em várias áreas que também são tratadas pela UNICAMP. Estabelecer esse tipo de parceria faz com que as duas instituições possam se complementar e contribuir ainda mais nas áreas em que atuam”, disse Tadeu Jorge.

Perondi lembrou que o INPE e a UNICAMP – através do Departamento de Política Científica Tecnológica (DPCT) – já realizam estudos em parceria. “Ao longo dos anos foram diversos estudos sobre esses arranjos de política industrial. Este protocolo expressa uma formalização que vai além dos trabalhos acadêmicos esporádicos, visando uma relação mais contínua, com trabalhos em novo formato e tempos de duração”, declarou o diretor do INPE.

André Furtado, professor do DPCT/UNICAMP, explicou que o protocolo de intenções é voltado à área da política e gestão da inovação aplicada ao setor aeroespacial brasileiro. “Está se criando uma plataforma para que se desenvolvam cooperações entre UNICAMP e INPE, uma instituição com atuação multifacetada, focando o campo científico, tecnológico e da inovação, e promovendo atrás de si uma indústria de fornecedores para a indústria espacial. Isso envolve tanto política científica como política industrial, interface na qual o DPCT vem atuando bastante”.

Palestra

Após a assinatura do protocolo, Leonel Perondi ministrou na UNICAMP uma palestra sobre os preparativos para o lançamento do CBERS-4 (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres), programado para dezembro.

“Estamos lançando o quinto satélite desta cooperação com a China: tivemos o CBERS-1 em 1999, o CBERS-2 em 2003 e o CBERS-2B em 2007, sendo que todos operaram em órbita cumprindo a sua missão de gerar imagens do território nacional com grande número de aplicações. Tentamos lançar o CBERS-3 em dezembro passado, mas perdemos o satélite devido a problemas com o lançador. Agora, a expectativa é muito grande para o lançamento do CBERS-4 em dezembro de 2014”, disse Perondi.

O diretor do INPE esteve na UNICAMP acompanhado de José Ângelo Neri e Milton de Freitas Chagas Junior, pesquisadores do Instituto. Também participaram do encontro no Gabinete do Reitor da UNICAMP os professores Roberto Perez Xavier, diretor do Instituto de Geociências (IG); Leda Maria Gitahy, chefe do DPCT; André Tosi Furtado, também do DPCT, e André Luiz Sica de Campos, da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA).

O reitor da UNICAMP e o diretor do INPE
firmam protocolo de intenções.
Cerimônia de assinatura do documento na Reitoria da UNICAMP.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentários

  1. Como um comentário meu num outro post provocou um certo mal estar entre os colegas aqui no blog, vou aproveitar esse para tentar demonstrar o meu ponto de vista.

    Não resta dúvida que esse como de resto TODOS os protocolos e acordos assinados por aquela instituição devem ser importantes, se não, qual o motivo de assinarem não é mesmo?

    Mas o fato permanece: estamos falando de uma instituição que tem "PESQUISA ESPACIAL" no nome, portanto, é lógico supor, que a grande maioria das notícias publicadas no seu site fossem relativas à sua atividade fim. Mas não é isso que ocorre.

    Basta dar uma passadinha rápida no site do INPE e fazer rolar a lista de notícias para constatar: estão lá citados inúmeros eventos do tipo desse aqui: protocolos assinados, participação em eventos, comemoração de datas, cursos, resultados de concursos e um amplo universo de notícias que dão a impressão de estarem lá apenas para "encher linguiça".

    Será que uma instituição com esse nome, com essa história e com essa responsabilidade, não deveria divulgar com muito mais regularidade suas realizações na área de PESQUISA ESPACIAL?

    Afinal de contas, TODAS essas instituições são sustentadas com o dinheiro dos nossos impostos, e como contribuinte, eu sinceramente não consigo ver retorno nesse investimento. A mim, como "contribuinte investidor", não interessa saber desses acordos, que apesar de importantes são simplesmente parte do processo. O que me interessa saber é o que eles estão fazendo na área de pesquisa espacial e quais resultados eles vão obtendo em cada projeto.

    Será que ninguém mais tem interesse em saber? Afinal, são muitos cientistas por lá, então é de se supor que existam alguns projetos de pesquisa espacial em andamento, mas deles se sabe muito pouco, ou muito pouco é divulgado. Qual será o motivo?

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  2. Meu caro
    Entre no site do INPE e certamente lá, encontrará todas as noticias e informações (pesquisas em andamento, produtos, serviços, etc) que tem interesse.

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  3. Projeto do Veículo Hipersônico Aeroespacial 14-X para Voo Atmosférico a 30km de Altitude com velocidade Correspondente a Número de Mach 10

    http://static-wd.autodesk.net/content/dam/au/Brasil-2014/documents/materialapoio/AUBR23_FELIPE%20JEAN-Aeronautica.pdf

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  4. Pois é, continuam insistindo em tentar se desvencilhar do FATO que a maioria das notícias não é sobre as atividades fim das instituições...

    Estou me referindo simplesmente às noticias relevantes publicadas:

    Eis o que consta no site do INPE no tópico NOTÍCIAS:

    Notícias INPE.

    Comparem com este !!!

    Notícias ESA.

    Vejam se no site de notícias da ESA, constam os eventos, cursos, comemorações, convênios, visitas e coisas desse tipo, que são apenas atividades meio. Lá eles só publicam notícias sobre PESQUISAS ESPACIAIS, que é a atividade fim.

    É disso que estou falando. Se nem assim ficar claro, não há muito o que fazer.

    Só não vê quem não quer...

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    1. Entendi
      Pelo seu raciocínio, a ESA não fez nada em Agosto, Setembro e Outubro/2014, pois não publicou nenhuma noticia nesses meses.

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  5. Olá a todos,

    Sou servidor do INPE, leitor e colaborador do blog, e infelizmente tenho que concordar com o Marcos Ricardo em sua crítica quanto à divulgação realizada pelo Instituto.

    O INPE efetivamente desenvolve pesquisa e engenharia espacial, produtos e serviços de alta qualidade e grande relevância para o país.

    Entretanto, é verdade que existe um "gap" entre as equipes de pesquisa e desenvolvimento e o pessoal de divulgação. Eu mesmo, sempre preocupado em entregar meus resultados à Engenharia do INPE, nunca havia notado o fato a que o Marcos chamou a atenção: as notícias postadas passam uma imagem errada do Instituto. O blog Brazilian Space acaba sendo muito mais efetivo que o próprio Instituto na divulgação de seus resultados (e é por esse motivo que sou colaborador).

    É muito provável que isso esteja ocorrendo em função da redução dos quadros administrativos, gerada pela aposentadoria de seus servidores, sem reposição de pessoal. Com mais pessoal disponível, a equipe de divulgação poderia ser mais proativa e buscar, dentro do INPE, as notícias a serem divulgadas - que é certamente o que ocorre com NASA e ESA.

    Para finalizar, gostaria de sugerir ao Marcos e também ao Duda que encaminhem seus comentários quanto ao tipo de notícias que encontram, e o que gostariam de ver, à equipe de Comunicação Institucional do INPE, se possível enfatizando a questão da imagem equivocada do Instituto que elas podem estar transmitindo.

    Até mais,

    Fabrício Kucinskis.

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    Respostas
    1. Olá Fabrício!

      Obrigado pela sua colaboração, mas apesar de achar que o Marcos tem alguma razão, e que talvez as suas colocações acima possa explicar um pouco o que é defendido pelo Marcos, temos de ter cuidado na hora de analisar as coisas.

      Na realidade o Programa Espacial Europeu e Americano são extremamente maiores do que o pífio Programa Espacial Brasileiro, e isto exige dessas agências um portal com um número enorme de páginas onde em cada uma delas existe uma página de notícias específica, fora os sites das instituições (institutos de pesquisas próprios e associados e acadêmicos) que compõem essas argências. Já a AEB tem um site simples, onde aglutina todas as notícias em uma única página. Isto também Vale para as páginas do IAE, do DCTA, da FAB, do CLA do CLBI, enfim... Já o site do INPE tem um perfil de Portal e concordo contigo que poderia ter uma postura diferente, mas como você mesmo disse está ocorrendo uma redução dos quadros administrativos, gerada pela aposentadoria de seus servidores, o que torna as coisas mais difíceis. Mas enfim...

      Abs e obrigado pela sua colaboração.

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    2. Minhas desculpas ao Sr. Fabrício Kucinskis pela demora no retorno. Agradeço sua compreensão, faço um "mea culpa" pelos excessos eventualmente cometidos, mas realmente a criticidade da situação do PEB as vezes nos tira MUITO do sério. E essa questão das notícias é apenas um pequeno detalhe. Uma gota num oceano de descasos.

      Passo a considerá-lo como uma das pessoas de dentro do PEB com as quais podemos contar para tentar forçar uma mudança de rumo, se é que há algum rumo definido hoje em dia.

      Mudanças radicais precisam ser feitas e no meu modo de ver, elas deveriam partir de dentro para fora. Os atuais integrantes do PEB deveriam se unir de forma independente, independente de serem civis ou militares, estarem ligados a esse ou aquele instituto, a esse ou aquele ministério, e demonstrar claramente a TODOS que o PEB PRECISA ser um programa de estado unificado.

      Tenho ciência que isso é bastante difícil mas não considero impossível se houver boa vontade entre as partes. Esperar que uma iniciativa lúcida venha de cima, é, no meu ponto de vista ser muito otimista.

      Então cabe a todos nós, contribuintes e cidadãos interessados, e aqueles que integram o PEB atualmente AGIR para tentar mudar o caos que se instalou.

      Grande Abraço.

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