quarta-feira, 20 de julho de 2016

Minissatélite Inovador e Mais Barato, Que Reduz Lixo Espacial, é Apresentado no Regional Leaders

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante matéria postada ontem (19/07) no site do “defesanet,com”  destacando que um minisatélite inovador foi apresentado durante a realização do "8th Regional Leaders’ Summit", em Munique na Alemanha.

Duda Falcão

TECNOLOGIA

Minissatélite Inovador e Mais Barato,
Que Reduz Lixo Espacial, é Apresentado
no Regional Leaders

Vice-governador Márcio França sugere parceria entre a Universidade de Würzburg
e o INPE para incentivar a inovação que incluirá regiões menos desenvolvidas.

Defesanet.com
19 de Julho, 2016 - 09:10 ( Brasília )

Foto: Investe São Paulo
“É uma revolução que pode estar a serviço de empresas e
países a um custo muito menor”, apontou Márcio França.

Um minissatélite com um quilo e 300 gramas e menor que uma caixa de sapato, desenvolvido pela Universidade de Würzburg, na Alemanha, vai revolucionar sistemas de pesquisas e transmissão de dados em todo o planeta Terra. Por ser muito mais barato poderá ser utilizado tanto por empresas como países.

A inovação foi apresentada pelo professor Klaus Shilling durante o 8th Regional Leaders’ Summit, em Munique (Alemanha), às delegações de São Paulo (Brasil); Baviera (Alemanha); Alta Áustria (Áustria); Georgia (EUA); Shandong (China); Cabo Ocidental (África do Sul) e Quebec (Canadá).

O minissatélite orbita a uma distância de 600 km da Terra, ao contrário dos convencionais, que ficam a 35 km de altura. Pelo tamanho reduzido, o lançamento do satélite tem um custo muito mais barato e, quando retorna a Terra, reduz o lixo espacial e o risco de acidentes, explicou o professor José Sérgio Almeida, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) de São José dos Campos, que já testa tecnologia similar e tem interesse em participar do projeto.

O programa prevê o lançamento de sete minissatélites, ao custo de 1 milhão de euros, que cumprirão a tarefa  de transmitir informações para todos os  continentes, permitindo que regiões menos desenvolvidas tenham acesso a este tipo de tecnologia.

A inovação empolgou os participantes do evento, entre eles, o vice-governador de São Paulo e secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Márcio França: “A inovação tem também o mérito de envolver estudantes de Ensino Médio de vários países, como os jovens brasileiros Mariana Fonseca da Silva e Lucas Felipe Santos Kroeff”, observou.

Márcio França, que representou o governador Geraldo Alckmin no evento, manuseou o minissatélite, capaz de dar uma volta ao redor do planeta em uma hora e quarenta minutos. “É uma revolução que pode estar a serviço de empresas e países a um custo muito menor”, apontou.

Enquanto um satélite convencional permanece em órbita por dezenas e até centenas de anos após perder a utilidade – e são mais de 4 mil nesta situação – o minissatélite volta ao planeta em menos de 25 anos. Por ter componentes mais baratos, que seguem a tendência mundial de miniaturização, o minissatélite pode ser produzido até em ambientes acadêmicos. "Isso permite testar e qualificar novas tecnologias a um custo muito mais baixo", disse o professor Sergio Almeida, lembrando que o INPE opera um do gênero em uma pesquisa de avaliação de um fenômeno chamado anomalia magnética do Atlântico Sul, que interfere nas comunicações dos voos comerciais.

Outra vantagem é poder ser utilizado para diversas finalidades, já que é muito versátil quanto a adaptação às chamadas cargas úteis, explicou o professor do INPE, animado pela possibilidade de testar a inovação nos laboratórios do instituto. Para tanto, pleiteará apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

O professor Klaus Shilling, da Universidade de Wüzburg, veio ao encontro para pedir ajuda dos estados subnacionais ali representados e à iniciativa privada para que seja ampliado o financiamento ao projeto. O professor José Sérgio de Almeida, do INPE, destacou que já foi colocado em órbita um minissatélite experimental com a missão de investigar um fenômeno de turbulência que afeta a aviação no Hemisfério Sul. “Hoje, o minissatélite tem capacidade de ficar de dois a três anos ao redor da Terra. Mas, com as pesquisas, este tempo pode ser ampliado. E seu uso pode ser o mais diverso possível”, afirmou.

Ao final da apresentação, Márcio França conclamou os estados participantes a apoiarem a inovação e conheceu o grupo de 20 estudantes dos países presentes ao encontro que estão envolvidos no projeto.

O tema da oitava edição da Regional Leaders’, que terminou nesta sexta-feira, 15 de julho, é “Digitalização e Inovação”.

Atração de Investimentos

Na abertura do evento, Márcio França assinou protocolo de intenções por meio da Investe São Paulo, agência de atração de investimentos a serviço da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, e a Invest in Bavaria, congênere alemã.

O objetivo é estreitar as relações econômicas entre os estados de São Paulo e da Baviera, a fim de atrair investimentos e gerar empregos, beneficiando os dois povos.

O presidente da Investe São Paulo, Juan Quirós, também signatário do documento, destacou que Baviera e São Paulo têm enorme campo para estabelecer futuras parcerias nas áreas de inovação e nos setores automotivos, de saúde, meio ambiente, entre outros.



Comentário: Já disse por diversas vezes aqui no BLOG que qualquer acordo entre países, seja ele espacial ou não, é muito bem vindo, desde que haja pontos em comum entre os participantes e que seja elaborado por gente séria que entenda do assunto. Meter político nesta história (especialmente brasileiro) é começar muito mal qualquer acordo. A participação politica em casos como este só deve existir para corrigir eventuais erros no acordo que venham ferir a soberania do país e na ratificação do mesmo, ponto. Dito isto vamos a notícia em si. Bom, primeiramente leitor é óbvio que o autor desta matéria cometeu um erro grave de identificação, afinal o que o vice-governador de São Paulo, Márcio França, segura na foto acima está bem longe de ser um minisatélite, ou seja, na realidade é um cubesat. Entretanto parece-me que realmente existe interesse do INPE no projeto desta universidade Alemã, e quem sabe daí possa surgir algo realmente interessante para o Brasil. Sr. Marcio Braga, se limite a trabalhar (quando chegar a hora) em prol da ratificação política do projeto, e deixe quem entende do assunto elaborar o acordo, assim o senhor estará fazendo a sua parte. Aproveitamos para agradecer ao nosso leitor Pe. Paulo Giovanni Pereira, pelo envio desta interessante matéria.

2 comentários:

  1. Existe algumas inconsistências nesta matéria.
    1) 35km não é considerado espaço, logo não existe satélite nesta órbita.
    2)qualquer satélite é obrigado a reentrar após 25 anos , se o país for signatário da ONU.
    3)o decaimento do satélite ou cubesat está relacionado com sua área e massa. Neste caso , pode ser que um satélite de alguns kg reentrar antes que um cubesat de poucos kg.

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    1. Hummmm!

      Felizmente alguém notou, Parabéns Cleber.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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