terça-feira, 12 de julho de 2016

Em Encontro com Empresários, Ministro Defende 2% do PIB para Ciência e Tecnologia

Olá leitor!

Segue agora uma nota postada hoje (11/07) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) destacando que em encontro com empresários, Ministro Kassab defende 2% do PIB para Ciência e Tecnologia.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Em Encontro com Empresários, Ministro
Defende 2% do PIB para Ciência e Tecnologia

Líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação apresentaram ao
presidente em exercício Michel Temer e ao ministro Gilberto Kassab
propostas para construção de um ambiente favorável à inovação no país.

Por Ascom do MCTIC
Publicação: 11/07/2016 | 14:03
Última modificação: 11/07/2016 | 14:05

Crédito: Ascom/MCTIC
Reunião da Mobilização Empresarial pela Inovação teve a
participação do presidente em exercício Michel Temer e
do ministro Gilberto Kassab.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, reforçou nesta sexta-feira (8) que a meta de investimento em inovação para alavancar o desenvolvimento do Brasil deve ser de 2% do Produto Interno Bruto (PIB). A afirmação foi feita durante reunião do Comitê de Líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) da qual também participou o presidente em exercício Michel Temer, em Brasília. No encontro, o setor produtivo apresentou uma série de propostas para a construção de um ambiente favorável à inovação no país, entre elas a proibição de contingenciamento de recursos do MCTIC assegurando à pasta e às entidades vinculadas planos de aplicações de médio e longo prazo.

"Hoje 1,2 % do PIB é investido em inovação, mas a nossa meta deve ser de 2%. Temos que atingir esse percentual. E é fundamental que cada real público investido tenha resultado e justifique sua aplicação", afirmou o ministro para cerca de 100 empresários, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Kassab disse ainda que o governo federal e a iniciativa privada devem formar parcerias para o país avançar. "A participação do presidente Michel Temer aqui hoje é emblemática. Comprova o reconhecimento do setor e reforça a necessidade do trabalho em parceria entre o poder público e o capital privado com participação fundamental da academia. Esse tripé irá cumprir o que é fundamental para o país nos investimentos em inovação para termos o desenvolvimento que todos nós desejamos para os brasileiros", disse.

Nesse sentido, a presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos Marques, comunicou que o banco investiu R$ 6 bilhões em inovação nos últimos dois anos. E defendeu o diálogo do governo federal com o setor privado. "Inovação é uma das prioridades do BNDES. Produtividade e competitividade são fundamentais para a retomada do crescimento sustentável."

Demandas

No documento "A Nova agenda da MEI para ampliar a inovação empresarial – 2016", divulgado no encontro, o grupo de empresários apresenta um conjunto de propostas para impulsionar a inovação industrial, entre elas, a ampliação e monitoramento dos investimentos em ciência, tecnologia e inovação; a reorganização dos Comitês Gestores dos Fundos Setoriais; a garantia de destinação integral dos recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) para atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I); assegurar que o orçamento do programa Ciência sem Fronteiras e as bolsas regulares do CNPq deixem de serem cobertos com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT); o aprimoramento da Lei do Bem; o impedimento a novas burocracias que desestimulem a pesquisa, a utilização, a comercialização, o registro, o patenteamento e o licenciamento de nanotecnologias; o aperfeiçoamento da Lei de Biossegurança e revisão das Resoluções Normativas da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBIO); e a ampliação e fortalecimento dos recursos do Programa Inova Empresa.

Segundo o presidente da CNI, Robson Andrade, a reunião serviu para que a entidade apresentasse ao presidente em exercício os "entraves" para que as empresas possam investir em inovação.

"O presidente se comprometeu, junto com seus ministros, a trabalhar muito para que a indústria brasileira tenha o apoio necessário para continuar inovando e se desenvolvendo. Discutimos o Marco Regulatório da Inovação, financiamento, a questão do INPI [Instituto Nacional de Propriedade Intelectual], porque hoje o Brasil gasta 11 anos para aprovar uma patente, enquanto a média no mundo não chega a três anos. Então, mostramos essas dificuldades para o presidente, e ele se propôs a trabalhar para que sejam resolvidas", afirmou.


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

Comentário: Na realidade o ministro está estabelecendo uma meta que deveria ter sido atingida na década passada, hoje o ideal para sermos competitivos com as grandes economias do mundo seria algo em torno de 2.5%. Porém o setor de C&T padece de outros problemas graves, como o sistema alfandegário, a lei 8666, a falta de uma política que incentive pequenas e médias empresas e principalmente Starups que atendam o desenvolvimento de tecnologias críticas, a efetiva cobrança por resultados por parte do governo, e principalmente seriedade e compromisso, tanto por parte do Governo como por parte de institutos de pesquisas e empresas. No que diz respeito ao nosso PEB, só para que o leitor possa entender, recentemente foi informado de que a Avibras foi escolhida para fazer os envelopes-motores bobinados em fibra de carbono do 1ᵒ e 2ᵒ estágios do VLM, o que é uma boa notícia, pois bem ou mal, demonstra que o projeto está avançando. Acontece leitor que para fabricar quatro desses envelopes vazios, dois deles com resina apenas e dois com propelentes, a Avibrás  exigiu a quantia absurda de R$ 110 milhões. Leitor, como pode um lançador de satélite ser minimamente viável comercialmente desta forma? Vale lembrar que os motores do 1ᵒ e 2ᵒ estágios são as partes mais baratas do veiculo. Afinal ainda tem o sistema de controle (TVC) nas tubeiras, tem o upper stage (que normalmente é mais caro que todo o resto do veiculo), tem o computador de voo, o sistema de controle de atitute, etc... Note neste exemplo leitor (caso seja verdadeiro, vou ainda averiguar) de que pode estar existindo também o mal uso do recursos públicos através de superfaturamento. Diante disto tudo leitor, fica muito difícil conduzir com competitividade o setor de Ciência e Tecnologia enquanto essas dificuldades e falta de comprometimento, seriedade e brasilidade persistirem tanto na classe politica, quanto na classe empresarial deste país. É aquela coisa, os opostos se atraem e fazem negociatas, isto precisa acabar. Sinceramente espero que esta notícia não tenha fundamento. Vou averiguar.

2 comentários:

  1. Alguem sabe dizer porque nao foi a Cenic que ganhou o contrato para fabricar os envelopes bobinados com fibra de carbono?

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    1. Olá Eduardo!

      Esta é uma boa pergunta, mas como eu disse estou ainda averiguando se a informação esta correta. Vamos aguardar.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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