segunda-feira, 11 de julho de 2016

Cientistas Brasileiros Pelo Mundo

Olá leitor!

Trago abaixo para você um interessante gráfico de um estudo sobre os países que receberam mais cientistas brasileiros (de todas as áreas da ciência) no ano de 2015.


Veja bem leitor, enviar pesquisadores para exterior a fim de melhorar suas formações através de novos conhecimentos e de novas experiências não tem nada de mais, e isto é feito em todo ou mundo. Porém, fica a pergunta, quantos desses pesquisadores estarão retornando efetivamente para dar retorno ao investimento feito neles pela Sociedade Brasileira? Eu conheço alguns que retornaram, como o Emmerson Nascimento (UFABC), Cleber Toss Hoffmann (ITA), Lucas Fonseca (USP São Carlos), o professor e astrônomo do IAG/USP Joao Evangelista Steiner, este o mais conhecido de todos, só para citar alguns exemplos.

Atualmente ainda tem o Oswaldo Loureda (um abraço Oswaldo), este cursando no momento pós-doutorado no Technion (Israel Institute of Technology), em Haifa, Israel. Porém, o Oswaldo irá retornar sim, e pelo que me disse com grandes planos para sua Acrux Aerospace Technologies, mas e os outros? Quantos deles realmente tem a consciência de que o Brasil precisa deles? Sinceramente não sei, mas não creio que sejam muitos, infelizmente.

Duda Falcão

3 comentários:

  1. Fala Duda! Concordo com seu texto, o envio de pesquisadores para se aprimorarem é algo muito importante para o crescimento do nosso pais (e não digo isso como filosofia barata), C&T é um dos alicerces fundamentais da nação. O que ocorre, é que nossos pesquisadores no geral, são muito bem preparados, tanto em embasamento acadêmico (principalmente aqueles que vem de IES públicas) quanto em flexibilidade e criatividade para adptar e resolver problemas, que tipicamente outros alunos travam. O resultado é que boa parte recebe convite para extender seus programas ou mesmo se estabelecer por definitivo nesses paises. Ai entra a outra componente da equação, quantos tem realmente amor a pátria? Infelizmente poucos enchergam que quem pagou a sua graduação, mestrado, doutorado foi o povo, sendo assim, por mais que prefira outros paises, esses pesquisadores tem sim uma dívida com a sociedade. Desde meu ensino básico até agora, sempre dependi de instituições públicas, assim espero poder continuar retribuindo a sociedade, pelas oportunidades que tive.

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    1. Ola Oswaldo!

      Pois é amigo, esta falta de brasilidade e de consciência de cidadania é em minha opinião o grande problema da Sociedade Brasileira. É um problema cultural muito sério e de difícil solução. Ou se resolve isto ou continuaremos formando gente sem compromisso com o país e resultando com isto governos desastrosos e cada vez mais corruptos. Uma pena e um grande desperdício diante do potencial de nosso país. Se houvesse esta compreensão por parte da Sociedade Brasileira poderíamos hoje todos nós estarmos colhendo os louros de uma grande nação, mas optamos por ser um Território de Piratas, fazer o que???

      Abs e sucesso Oswaldo.

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    2. Infelizmente a decisão não é tao simples como parece. Há muito mais variáveis em jogo do que simplesmente paixão. É injusto julgar a decisão de não voltar ao Brasil apenas com tais argumentos. Fazer ciência não é algo que depende simplesmente de paixão, mas de condições para que a pesquisa seja desenvolvida.
      Sinceramente gostaria que a situação atual fosse diferente. E sou obrigado a discordar de dívida com a sociedade. O Brasil forma excelentes pesquisadores e estes merecem a dignidade de realizar seu trabalho, onde quer que seja.
      A paixão deve ser nutrida pela ciência e não apenas por um país.
      Afinal, independente de onde estivermos, estamos contribuindo para algo maior do que apenas a nossa comunidade delimitada pela fronteira local. Estamos desenvolvendo ciência para a humanidade.

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