quarta-feira, 13 de julho de 2016

AEB Recebe Servidores Efetivos Após 22 Anos de Criação

Olá leitor!

Trago agora para você uma pequena nota postada na página do Editorial da edição de junho/julho do “Jornal do SindCT”, tendo como destaque os servidores efetivos que a nossa Agencia Espacial recebeu após 22 anos de criação.

Duda Falcão

EDITORIAL

AEB Recebe Servidores Efetivos
Após 22 Anos de Criação

Jornal do SindCT
Edição nº 48
Junho/ Julho de 2016

Após 22 anos de criação, a Agência Espacial Brasileira (AEB) preencheu os primeiros cargos efetivos da instituição. Em 2 de junho, foi assinada a Portaria no 57, que nomeou os primeiros 43 profissionais próprios da instituição, aprovados no concurso iniciado há dois anos. Até esse momento, a AEB utilizava somente profissionais emprestados de outros órgãos para desenvolver seus projetos, voltados sobretudo à implementação da Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNAE).

O resultado do primeiro processo seletivo público para servidores da AEB foi homologado em março de 2015, para o preenchimento de 66 vagas. O número é parte das 142 vagas que foram solicitadas, à época, ao antigo MCTI. Marco Antônio Rezende, diretor de Transporte Espacial e Licenciamento, afirma que os concursados vêm preencher uma lacuna que é percebida há anos. “Por termos um quadro pequeno, estamos trabalhando com alto índice de estresse”, diz.

Ivanil Elisiário Barbosa, presidente do SindCT, considera “um absurdo” o fato de a instituição responsável pela coordenação do Programa Espacial Brasileiro não possuir, até então, um quadro próprio de servidores. E considera insuficiente a dotação inicial de servidores. “A AEB é um órgão sem prestígio, sem propostas, sem articulação e, mesmo com estas poucas contratações, sem pessoal suficiente para conduzir a sua missão”.


Fonte: Jornal do SindCT - Edição 48ª – Junho/Julho de 2016

Comentário: Bom leitor, apesar do grande atraso em ter seus próprios servidores (22 anos, muito provavelmente sem exemplo sequer semelhante na história da Astronáutica mundial) o que parece finalmente ser uma boa notícia para esta caricatura de Agencia Espacial, a verdade não é bem essa. Segundo informações fidedignas recebidas pelo BLOG, na realidade o concurso realizado não conseguiu selecionar profissionais realmente capacitados para realizar um trabalho de excelência dentro da Agência. Segundo minha fonte, esses profissionais selecionados só estão preocupados em concluir às 8 horas diárias de expediente e retornarem para suas casas. Ainda segundo minha fonte, para que o leitor tenha uma boa ideia, existem vários tecnologistas (pessoas que deveriam ser formadas nas áreas de ciências exatas e engenharias) que deveriam estar pensando em novos projetos ou acompanhando os projetos em andamento (os que seriam os especialistas mesmo na área de tecnologia) que estão trabalhando na área de informática na AEB, passando cabo de lá pra cá, fazendo site, etc. Por que isto leitor? Segundo minha fonte porque nenhum deles faz a menor ideia do que seja um satélite, foguete, etc.. A minha fonte informa ainda que os recém contratados não receberam nenhum tipo de treinamento. Receberam apenas um papel com os motivos pelos quais eles podem faltar (atestado médico, doação de sangue, etc) e só. Eles não tiveram nenhuma reunião para explicar as intenções da AEB com relação ao PEB. Quais as diretrizes que eles deveriam seguir, nenhuma orientação sobre o funcionamento da Agência, ou seja, nada foi passado para eles sobre o pensamento estratégico de atuação e das iniciativas prioritárias da Agencia. Confesso que estas notícias não me surpreende, pois há tempos venho dizendo que este órgão inócuo esta sob a direção de um tremendo banana, portanto não é de se estranhar esta falta de comando. Minha fonte informa também que os salários pagos a estes profissionais são muito baixos e compara, por exemplo, o salario pago pela ANVISA a um servidor de nível médio (técnico) que é mais alto do que o pago pela AEB a um servidor de nível superior. A minha fonte finaliza dizendo que apesar de ter nome de Agência, a AEB não é classificada pela administração pública como tal, e sim como uma autarquia. Diante disto, segundo ele a AEB não tem um contrato de gestão com o MCTIC, com metas definidas, indicadores de desempenho, etc. Para ser ter uma ideia o Relatório de Prestação do Contas da AEB ao TCU e CGU é uma vergonha, e ambos órgãos vivem falando que a AEB não tem indicadores suficientes e metas bem definidas para os seus projetos. Como eu venho dizendo, se o capitão do barco é um vendedor de ilusões (veja o que o Sr. Braga Coelho disse na palestra ministrada por ele durante a recente reunião da SBPC postada ontem no Blog) nada mais além de sua especialidade ele poderá oferecer. Triste.

4 comentários:

  1. Olá Duda, tudo bem? Gostaria de deixar o comentário de que algo importante a ser feito pela Agência é, logo de início, propiciar aos novos (e bem-vindos) servidores um contato real com os órgãos executores do PEB, INPE e DCTA. Sob pena de, num futuro próximo, termos servidores de carreira definindo as políticas espaciais do país, mas sem experiência alguma com a realidade - Brasília é pródiga em exemplos desse tipo. E, para conhecer essa realidade, é necessário que sejam feitas visitas aos laboratórios e reuniões com os profissionais das áreas. Que não pensem que meia-dúzia de apresentações em Powerpoint serão suficientes. Imagino que, na atual crise, executar algo assim para tal número de pessoas não seja trivial, mas é algo que precisa ser feito. Desejo sorte tanto aos que iniciam a carreira como aos diretores da AEB que tem por responsabilidade dar a formação adequada a eles!

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    1. Brazilian Space23 de agosto de 2016 16:17
      Caro Fabrício!

      Primeiramente perdoe-me por demorar em responder, mas foi por puro esquecimento devido a diversas atividades que faço ao mesmo tempo. Bom, eu lhe pergunto Fabrício, você leu com atenção o meu comentário???

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  2. Olá Duda, tudo bem? Por favor, não se desculpe. Sim, eu havia lido seu comentário, e já havia ouvido de outras partes informação similar. Se a situação for essa mesmo (não duvido), é realmente desanimador. Mas o fato é que há, nesse momento, mão-de-obra qualificada (o suficiente para superarem em concurso os "realmente capacitados", como você colocou, sejam lá quais tenham sido os critérios da prova), contratada da melhor forma possível no serviço público (em que pesem os salários iniciais baixos da carreira). Não é o mundo ideal, longe disso, mas é uma oportunidade de melhora se compararmos à uma AEB dependente exclusivamente de DAS e bolsas.

    Passa-se a impressão de que houve muito esforço para conseguir as vagas, mas não se pensou num plano de transição. Afinal, muitos dos que hoje estão na Agência sob diferentes formas de contratação serão substituidos no médio prazo pelos concursados, e essa não é uma situação fácil de se gerenciar.

    Suas críticas procedem, mas reitero minha sugestão de que a Agência precisa propiciar treinamento e contato dos novos servidores com os executores do PEB; que venham ver os (ou sejam apresentados aos) laboratórios, realizações e problemas do mundo real, para que não criemos uma primeira geração de servidores da AEB que viva num mundo "de papel" e defina os rumos do Programa com base nisso. Como servidor do INPE, posso afirmar que os demais órgãos do PEB passariam esse conhecimento de bom grado. Um abraço!

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    1. Olá Fabrício!

      Vou torcer para que você esteja certo amigo, porém como ficou evidente em meu comentário não há a menor competência na AEB e muito menos visão para que as coisas aconteçam como você sugere e deseja. Enfim... espero esta enganado.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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