O 'Observatório Neil Gehrels Swift' da NASA Retoma as Observações Científicas
Prezados entusiastas das atividades espaciais!
No dia 28/08, o portal da NASA noticiou que o Observatório Neil Gehrels Swift da agência retoma as Observações Científicas.
De acordo com a nota do portal, o Observatório Neil Gehrels Swift, da NASA, retomou a operação de dois de seus três instrumentos científicos, após a redução de uma missão comercial que teria elevado o Swift para uma altitude orbital mais alta. Essa missão agora está concentrada na demonstração de tecnologias de rendezvous para manutenção em órbita.
A equipe do Swift ligou os telescópios Ultravioleta/Óptico e de Raios X da missão na quarta-feira, 26 de agosto. Eles foram desligados em fevereiro para ajudar a minimizar o arrasto e prolongar o tempo do satélite em órbita, a fim de apoiar o esforço de elevação.
O uso do terceiro instrumento, o Burst Alert Telescope, foi interrompido em abril para reduzir o consumo de energia, permitindo que os painéis solares do Swift fossem posicionados de modo a reduzir ainda mais o arrasto. A equipe está trabalhando para que ele retorne à coleta de dados nas próximas semanas.
Crédito: NASA/Swift
Ao longo dos últimos 21 anos, o Swift tem sido a ferramenta multifuncional da NASA para estudar o cosmos. Ele observa uma ampla gama de luz, aponta rapidamente para explosões de curta duração e envia alertas para outras instalações no espaço e em terra, ajudando a coordenar observações de acompanhamento.
A atmosfera do nosso planeta cria arrasto sobre todas as espaçonaves em órbita baixa da Terra, reduzindo gradualmente suas altitudes se, como o Swift, elas não tiverem sistemas de propulsão para neutralizar esse efeito.
A atividade solar recente ampliou o arrasto da atmosfera sobre o Swift, fazendo com que ele começasse a perder altitude mais rapidamente do que o previsto.
Em setembro de 2025, a NASA contratou a Katalyst Space para tentar elevar o observatório. A empresa tinha um ano para projetar, construir, testar e lançar sua espaçonave LINK e, então, encontrar, capturar e elevar o Swift.
A LINK foi lançada em julho a bordo de um foguete Pegasus da Northrop Grumman. Mais tarde naquele mês, a LINK apresentou problemas com sua capacidade de controlar sua orientação. A NASA e a Katalyst anunciaram em 19 de agosto que a LINK não prosseguiria com a captura e elevação do Swift. A Katalyst ainda tentará realizar um rendezvous com o Swift e conduzir operações de proximidade para testar e demonstrar capacidades de manutenção de satélites em órbita para o futuro da exploração espacial.
As previsões da NASA haviam mostrado que a mudança para operações de baixo arrasto teria prolongado o tempo do Swift acima de 185 milhas (300 quilômetros) até outubro. Abaixo desse ponto, operar o telescópio torna-se difícil, e a taxa de descida da espaçonave aumenta rapidamente. Com a retomada das observações científicas, a equipe prevê que o Swift atingirá esse marco em algum momento nos próximos um a dois meses.
Brazilian Space
Brazilian Space
Espaço que inspira, informação que conecta!

Comentários
Postar um comentário