● Realizou seu primeiro voo de teste no Brasil; após uma decolagem normal, uma anomalia de trajetória foi detectada durante o voo
● A Força Aérea Brasileira (FAB) acionou o Sistema de Terminação de Voo (FTS) para interromper a trajetória de voo do foguete, de acordo com os regulamentos de segurança do Centro de Lançamento
● Dados de voo foram obtidos, incluindo orientação, navegação e controle (GNC) e rastreamento; altitude, distância e tempo de voo, bem como a causa exata, estão atualmente sob análise
A INNOSPACE anunciou hoje que realizou o primeiro voo de teste de seu foguete suborbital multipropósito ‘SEBIT’ no Centro Espacial de Alcântara, no Brasil, às 16h30 de 19 de agosto (BRT, UTC-3), e encerrou o voo antecipadamente.
O voo de teste foi realizado para verificar de forma abrangente o desempenho de voo e a estabilidade operacional do SEBIT e acumular os dados de voo e a experiência operacional necessários para futuros serviços de teste e verificação suborbitais baseados em confiabilidade e estabilidade.
O SEBIT, um foguete de estágio único equipado com um motor de foguete híbrido da classe de três toneladas, foi acionado na própria plataforma de lançamento da INNOSPACE e decolou normalmente. Durante o voo subsequente, foi detectado um movimento que se desviava da trajetória planejada e, de acordo com os regulamentos de segurança do Centro de Lançamento, a Força Aérea Brasileira (FAB) acionou o Sistema de Terminação de Voo (FTS) para interromper o voo. O foguete caiu dentro de uma zona marítima de segurança designada ao largo da costa do Brasil, e não houve feridos nem danos materiais.
Durante este primeiro voo de teste, a INNOSPACE obteve dados de voo de sistemas essenciais, incluindo a plataforma de lançamento, o sistema de propulsão, orientação, navegação e controle (GNC) e rastreamento. Com base nos dados coletados, a empresa está atualmente analisando os resultados detalhados do voo, incluindo a altitude, a distância e o tempo precisos do voo, juntamente com a causa da interrupção antecipada. Assim que a causa exata e os resultados detalhados do voo forem confirmados, a INNOSPACE planeja incorporar as melhorias necessárias e realizar voos de teste subsequentes para verificar continuamente o desempenho de voo e a estabilidade operacional do SEBIT.
“Os dados e a experiência operacional obtidos por meio deste primeiro voo de teste serão um ativo importante para o avanço dos serviços de teste e verificação suborbitais do SEBIT”, afirmou Soojong Kim, fundador e CEO da INNOSPACE. “Por meio de voos repetidos, continuaremos elevando a confiabilidade dos serviços e transformaremos o SEBIT em uma plataforma de transporte espacial suborbital voltada para missões, na qual os clientes possam confiar.”
Diferentemente dos veículos de lançamento que colocam satélites em órbita terrestre, o SEBIT é um foguete suborbital multipropósito desenvolvido para transportar cargas úteis de clientes a altitudes de até 100 km ou inferiores e realizar testes e verificações tecnológicas e missões de pesquisa científica em ambientes de alta altitude e microgravidade. Com base nos dados obtidos durante este primeiro voo de teste, a INNOSPACE planeja avançar ainda mais sua tecnologia, definir sua estrutura operacional de serviços e fortalecer continuamente a confiabilidade e a estabilidade operacional por meio de lançamentos repetidos.
A responsabilidade pela instalação é da Força Aérea Brasileira (FAB). Pela primeira vez, o acordo comercial para o uso do Centro Espacial de Alcântara foi viabilizado pela ALADA – Empresa Brasileira de Projetos Aeroespaciais, que foi criada em 2025 para impulsionar e expandir as atividades comerciais envolvendo a infraestrutura aeroespacial estatal do Brasil.
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| [Foto] SEBIT decolando do Centro Espacial de Alcântara, no Brasil (19 de agosto, BRT) (captura de imagens de drone). |
Pois então, compatriotas, embora reconheçamos que falhas em lançamentos não sejam algo tão incomum na indústria espacial, não há como negar que a empresa sul-coreana ainda tem muito a provar para demonstrar que possui, de fato, competência para se destacar em um mercado de lançamentos comerciais altamente competitivo.
E essa não é uma questão apenas para o Brasil, mas sobretudo para o próprio mercado e, especialmente, para seus investidores. Afinal, dos três voos de teste já realizados pela empresa em território brasileiro — o HABIT-TLV (suborbital), o HABIT-Nano (orbital) e, agora, o SEBIT (suborbital) —, o primeiro levanta suspeitas de não ter funcionado conforme o esperado; o segundo terminou em uma explosão durante o voo; e o terceiro apresentou uma anomalia catastrófica de trajetória, como alias os nossos entusiastas podem observar no vídeo abaixo, enviado ao BS por uma de nossas fontes.
Ainda este ano, o CEA deverá ser palco de mais um lançamento de um foguete orbital da mesma empresa sul-coreana. Trata-se do segundo voo de teste do Foguete HANBIT-Nano, que deverá levar a bordo o CubeSat 3U InnoSat-0, desenvolvido pela própria empresa, além de possivelmente outras cargas úteis, brasileiras ou estrangeiras. Até o momento, porém, a relação completa das cargas que serão embarcadas ainda não foi divulgada oficialmente.
Ocorre que, diante de mais esse revés, aumentam os questionamentos sobre a capacidade da empresa de se consolidar em um mercado de lançamentos comerciais altamente competitivo. A sucessão de resultados negativos tende a ampliar a pressão sobre a companhia e, naturalmente, sobre seus engenheiros.
Entretanto, compatriotas, é importante deixar absolutamente claro para a Sociedade Brasileira que nem o Brasil nem os profissionais envolvidos com as atividades do CEA podem ser responsabilizados pelos sucessivos fracassos da empresa sul-coreana. Trata-se de uma operação conduzida pela própria empresa, dentro de suas responsabilidades técnicas e operacionais.
O BS continuará torcendo para que os sul-coreanos tenham melhor sorte no segundo voo de teste do HANBIT-Nano e que, desta vez, a missão seja concluída com sucesso.
E esperamos também que, na próxima tentativa, a empresa não volte a solicitar à FAB a restrição à presença da imprensa no local. Afinal, como o próprio governo atual costuma afirmar, vivemos em uma DEMOCRACIA — e, em uma democracia, a IMPRENSA É LIVRE. Não é verdade, FAB?
Fonte: FAB
Vale destacar ainda que, apesar das dificuldades já mencionadas, impostas pela FAB a pedido da INNOSPACE, a equipe do Brazilian Space mobilizou-se às pressas para tentar realizar a transmissão ao vivo do lançamento diretamente da Praça do Pescador, na orla marítima de São Luís (MA).
Mesmo diante das limitações e do curto espaço de tempo para a organização, nossa equipe se empenhou para levar aos leitores e espectadores a cobertura do lançamento, como pode ser observado nas imagens abaixo:
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