INNOSPACE Encerrou Antecipadamente o Primeiro Voo de Teste do Foguete Suborbital Multipropósito ‘SEBIT’

 Prezados amantes das atividades espaciais!

Fonte: FAB

Pois então, em nota oficial publicada hoje (20/08) em seu website, a empresa sul-coreana INNOSPACE anunciou que realizou às 16h30 de 19 de agosto (BRT, UTC-3), do Centro Espacial de Alcântara (CEA), no Brasil, o primeiro voo de teste do Foguete Suborbital Multipropósito SEBIT, mas foi obrigada a encerra-lo antecipadamente. Leia abaixo na íntegra  a nota divulgada, desde já agradecendo ao nosso jovem apoiador Raul Carlos pelo envio dessa nota:

INNOSPACE Encerra Antecipadamente o Primeiro Voo de Teste do Foguete Suborbital Multipropósito ‘SEBIT’

A INNOSPACE anunciou hoje que realizou o primeiro voo de teste do SEBIT no Centro Espacial de Alcântara, no Brasil, às 16h30 de 19 de agosto (BRT, UTC-3), encerrando o voo antecipadamente.

● Realizou seu primeiro voo de teste no Brasil; após uma decolagem normal, uma anomalia de trajetória foi detectada durante o voo

● A Força Aérea Brasileira (FAB) acionou o Sistema de Terminação de Voo (FTS) para interromper a trajetória de voo do foguete, de acordo com os regulamentos de segurança do Centro de Lançamento

● Dados de voo foram obtidos, incluindo orientação, navegação e controle (GNC) e rastreamento; altitude, distância e tempo de voo, bem como a causa exata, estão atualmente sob análise

A INNOSPACE anunciou hoje que realizou o primeiro voo de teste de seu foguete suborbital multipropósito ‘SEBIT’ no Centro Espacial de Alcântara, no Brasil, às 16h30 de 19 de agosto (BRT, UTC-3), e encerrou o voo antecipadamente.

O voo de teste foi realizado para verificar de forma abrangente o desempenho de voo e a estabilidade operacional do SEBIT e acumular os dados de voo e a experiência operacional necessários para futuros serviços de teste e verificação suborbitais baseados em confiabilidade e estabilidade.

O SEBIT, um foguete de estágio único equipado com um motor de foguete híbrido da classe de três toneladas, foi acionado na própria plataforma de lançamento da INNOSPACE e decolou normalmente. Durante o voo subsequente, foi detectado um movimento que se desviava da trajetória planejada e, de acordo com os regulamentos de segurança do Centro de Lançamento, a Força Aérea Brasileira (FAB) acionou o Sistema de Terminação de Voo (FTS) para interromper o voo. O foguete caiu dentro de uma zona marítima de segurança designada ao largo da costa do Brasil, e não houve feridos nem danos materiais.

Durante este primeiro voo de teste, a INNOSPACE obteve dados de voo de sistemas essenciais, incluindo a plataforma de lançamento, o sistema de propulsão, orientação, navegação e controle (GNC) e rastreamento. Com base nos dados coletados, a empresa está atualmente analisando os resultados detalhados do voo, incluindo a altitude, a distância e o tempo precisos do voo, juntamente com a causa da interrupção antecipada. Assim que a causa exata e os resultados detalhados do voo forem confirmados, a INNOSPACE planeja incorporar as melhorias necessárias e realizar voos de teste subsequentes para verificar continuamente o desempenho de voo e a estabilidade operacional do SEBIT.

“Os dados e a experiência operacional obtidos por meio deste primeiro voo de teste serão um ativo importante para o avanço dos serviços de teste e verificação suborbitais do SEBIT”, afirmou Soojong Kim, fundador e CEO da INNOSPACE. “Por meio de voos repetidos, continuaremos elevando a confiabilidade dos serviços e transformaremos o SEBIT em uma plataforma de transporte espacial suborbital voltada para missões, na qual os clientes possam confiar.”

Diferentemente dos veículos de lançamento que colocam satélites em órbita terrestre, o SEBIT é um foguete suborbital multipropósito desenvolvido para transportar cargas úteis de clientes a altitudes de até 100 km ou inferiores e realizar testes e verificações tecnológicas e missões de pesquisa científica em ambientes de alta altitude e microgravidade. Com base nos dados obtidos durante este primeiro voo de teste, a INNOSPACE planeja avançar ainda mais sua tecnologia, definir sua estrutura operacional de serviços e fortalecer continuamente a confiabilidade e a estabilidade operacional por meio de lançamentos repetidos.

A responsabilidade pela instalação é da Força Aérea Brasileira (FAB). Pela primeira vez, o acordo comercial para o uso do Centro Espacial de Alcântara foi viabilizado pela ALADA – Empresa Brasileira de Projetos Aeroespaciais, que foi criada em 2025 para impulsionar e expandir as atividades comerciais envolvendo a infraestrutura aeroespacial estatal do Brasil.

[Foto] SEBIT decolando do Centro Espacial de Alcântara, no Brasil (19 de agosto, BRT) (captura de imagens de drone).

Pois então, compatriotas, embora reconheçamos que falhas em lançamentos não sejam algo tão incomum na indústria espacial, não há como negar que a empresa sul-coreana ainda tem muito a provar para demonstrar que possui, de fato, competência para se destacar em um mercado de lançamentos comerciais altamente competitivo.

E essa não é uma questão apenas para o Brasil, mas sobretudo para o próprio mercado e, especialmente, para seus investidores. Afinal, dos três voos de teste já realizados pela empresa em território brasileiro — o HABIT-TLV (suborbital), o HABIT-Nano (orbital) e, agora, o SEBIT (suborbital) —, o primeiro levanta suspeitas de não ter funcionado conforme o esperado; o segundo terminou em uma explosão durante o voo; e o terceiro apresentou uma anomalia catastrófica de trajetória, como alias os nossos entusiastas podem observar no vídeo abaixo, enviado ao BS por uma de nossas fontes.


Ainda este ano, o CEA deverá ser palco de mais um lançamento de um foguete orbital da mesma empresa sul-coreana. Trata-se do segundo voo de teste do Foguete HANBIT-Nano, que deverá levar a bordo o CubeSat 3U InnoSat-0, desenvolvido pela própria empresa, além de possivelmente outras cargas úteis, brasileiras ou estrangeiras. Até o momento, porém, a relação completa das cargas que serão embarcadas ainda não foi divulgada oficialmente.

Ocorre que, diante de mais esse revés, aumentam os questionamentos sobre a capacidade da empresa de se consolidar em um mercado de lançamentos comerciais altamente competitivo. A sucessão de resultados negativos tende a ampliar a pressão sobre a companhia e, naturalmente, sobre seus engenheiros.

Entretanto, compatriotas, é importante deixar absolutamente claro para a Sociedade Brasileira que nem o Brasil nem os profissionais envolvidos com as atividades do CEA podem ser responsabilizados pelos sucessivos fracassos da empresa sul-coreana. Trata-se de uma operação conduzida pela própria empresa, dentro de suas responsabilidades técnicas e operacionais.

O BS continuará torcendo para que os sul-coreanos tenham melhor sorte no segundo voo de teste do HANBIT-Nano e que, desta vez, a missão seja concluída com sucesso.

E esperamos também que, na próxima tentativa, a empresa não volte a solicitar à FAB a restrição à presença da imprensa no local. Afinal, como o próprio governo atual costuma afirmar, vivemos em uma DEMOCRACIA — e, em uma democracia, a IMPRENSA É LIVRE. Não é verdade, FAB?

Fonte: FAB

Vale destacar ainda que, apesar das dificuldades já mencionadas, impostas pela FAB a pedido da INNOSPACE, a equipe do Brazilian Space mobilizou-se às pressas para tentar realizar a transmissão ao vivo do lançamento diretamente da Praça do Pescador, na orla marítima de São Luís (MA).

Mesmo diante das limitações e do curto espaço de tempo para a organização, nossa equipe se empenhou para levar aos leitores e espectadores a cobertura do lançamento, como pode ser observado nas imagens abaixo:


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