A Índia Planeja o Lançamento do Primeiro Módulo de Sua 'Estação Espacial Bharatiya Antariksh Station (BAS)' em 2028

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Crédito: Imagem criada por IA.

A Índia dará mais um passo importante em seu programa espacial tripulado com o lançamento, previsto para 2028, do primeiro módulo de sua futura estação espacial nacional, a Bharatiya Antariksh Station (BAS). O projeto, que prevê uma estação composta por cinco módulos, deverá entrar em operação completa até 2035.

A informação foi divulgada pelo portal TV BRICS em 31 de julho, com base em dados do governo indiano e informações da IANS, agência parceira da publicação.

O primeiro módulo da estação, denominado BAS-01, já concluiu as fases iniciais de concepção e engenharia de sistemas. De acordo com as informações divulgadas, especialistas elaboraram 31 documentos técnicos de projeto, iniciaram o desenvolvimento das estruturas dos subsistemas e trabalham simultaneamente na produção de protótipos de equipamentos destinados às futuras missões tripuladas.

O desenvolvimento da estação faz parte do Programa Espacial Tripulado Gaganyaan, uma das principais iniciativas da Índia no setor espacial. Dentro desse programa, o país já desenvolveu o Veículo Lançador Tripulado HLVM3, o módulo orbital e o sistema de escape de emergência da tripulação.

Além disso, a Índia construiu a infraestrutura terrestre necessária para apoiar as missões, incluindo redes de controle de voo e comunicação, e realizou testes de operações de busca e resgate após o pouso das cápsulas espaciais.

Até o momento, o Programa Gaganyaan realizou três testes preparatórios — TV-D1, IADT-01 e IADT-02 — todos concluídos com sucesso. Atualmente, os trabalhos estão concentrados na preparação do primeiro voo não tripulado, denominado G1, que se encontra em fase final de desenvolvimento.

Paralelamente, os engenheiros indianos avançam na criação de tecnologias essenciais para operações espaciais de longa duração, incluindo sistemas de acoplamento com interfaces elétricas e mecânicas, além de um modelo conceitual de mecanismo para reabastecimento em órbita.

Foto: 3DSculptor / iStock
Concepção artística da Bharatiya Antariksh Station (BAS).

Outro desafio envolve o desenvolvimento de equipamentos fundamentais para missões tripuladas, como trajes espaciais para voos em grandes altitudes, janelas para naves espaciais e assentos destinados aos astronautas. Atualmente, alguns desses componentes são obtidos de fornecedores externos para o Programa Gaganyaan, mas o governo indiano aprovou uma iniciativa para desenvolver essas tecnologias internamente, com participação da indústria nacional.

Segundo o Ministro da Energia Atômica e do Espaço da Índia, Jitendra Singh, essas iniciativas criarão a base tecnológica necessária para o desenvolvimento independente dos quatro módulos restantes da estação espacial. De acordo com o ministro, o projeto contribuirá para ampliar a autonomia da Índia em tecnologias espaciais tripuladas, além de estimular a inovação e a produção de equipamentos de alta tecnologia no país.

Além da construção de sua futura estação espacial, a Índia continua avançando em seu programa de exploração lunar. Durante a Cúpula BRICS CCI WE 2026, o país apresentou a Missão ShakthiSAT (a mesma que a agora denominada "SHAMAL Aerospace & Defense" faz parte), uma iniciativa lunar internacional composta exclusivamente por meninas.

O programa prevê o treinamento de 12 mil meninas de 108 países, com idades entre 14 e 18 anos, reforçando a estratégia indiana de ampliar a participação de jovens talentos na ciência, tecnologia, engenharia e exploração espacial.

Brazilian Space

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