O Desatino ALADA Assume Protagonismo no Setor Espacial e Reacende Críticas ao Cada Vez Mais Apequenado "Programa Espacial Brasileiro"

Caros entusiastas das atividades espaciais!
 
Pois então, compatriotas, duas notícias relacionadas ao Desatino ALADA movimentaram fortemente as redes sociais nesta semana e ampliaram ainda mais as críticas sobre os rumos do nosso Patinho Feio Governamental (PEB).
 
A primeira delas foi divulgada nas próprias redes sociais da empresa: infelizmente, o Ministério da Defesa habilitou oficialmente o Desatino ALADA como "Empresa Estratégica de Defesa (EED)".
 
Com isso, a empresa passa a integrar o grupo de organizações aptas a participar de projetos estratégicos de interesse nacional. Segundo a nota divulgada, o reconhecimento reforça o compromisso da companhia com a inovação, a excelência técnica e o desenvolvimento de soluções alinhadas às demandas do Estado brasileiro.
 
Entretanto, o cenário é justamente o oposto. Na verdade a medida apenas aprofunda os problemas estruturais do Programa Espacial Brasileiro, ampliando o distanciamento do país em relação ao que há de mais moderno e eficiente no setor espacial internacional.
 
A nota institucional termina com uma “pérola”, ao afirmar que a conquista reafirma o compromisso da empresa com o desenvolvimento tecnológico nacional, a geração de valor público e a construção de soluções voltadas aos desafios estratégicos do futuro. Mas na verdade essa narrativa soa completamente incompatível com a realidade do setor. Lamentável!
 

Mas não parou por aí.
 
A segunda notícia acabou confirmando o forte “zun-zun-zun” dos bastidores. Também por meio de suas redes sociais, o Desatino ALADA anunciou que a Força Aérea Brasileira (FAB), através do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), havia firmado contrato com a empresa para estabelecer um novo modelo institucional de operação comercial contínua das bases espaciais nacionais.
 
A narrativa sustenta que o acordo representa um movimento estratégico voltado ao fortalecimento da soberania nacional, da capacidade tecnológica brasileira e da presença do Brasil no mercado espacial global.
 
Contudo, trata-se de um duro golpe para o setor espacial brasileiro. Na prática, o acordo transfere para o Desatino ALADA a operação tanto do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) quanto do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) durante as operações comerciais que venham a ser realizadas nos dois centros espaciais.
 
E aí fica a pergunta: como acreditar em um Programa Espacial que, ano após ano, acumula decisões consideradas desastrosas e escolhas vistas como completamente desconectadas dos exemplos bem-sucedidos existentes ao redor do mundo?
 
Para muitos observadores do setor, o Brasil está sendo conduzido por decisões estapafúrdias que comprometem qualquer possibilidade concreta de o país se tornar uma voz ativa nas grandes decisões estratégicas espaciais e tecnológicas globais.
 
As consequências, alertam, serão graves — e talvez irreversíveis, pois o país está sendo cada vez mais apequenado diante do cenário espacial internacional. Lamentável!
 
As caras dos patetas irresponsáveis para registro histórico.

Brazilian Space
 
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