De Blumenau à Lua: Empresa Brasileira Integra Cadeia de Fornecedores da NASA na "Missão Artemis II"
Caros entusiastas da atividades espaciais!
Quem disse que o Brasil não participou da Missão Artemis II? Segundo reportagem publicada em 1º de maio pelo portal NSC Total, a Metalúrgica Altona, sediada em Blumenau (SC) e especializada em aço fundido, forneceu componentes utilizados pela NASA na plataforma de lançamento do foguete Space Launch System (SLS), empregado no Programa Artemis.
De acordo com a publicação, a participação da empresa brasileira foi viabilizada a partir de um projeto desenvolvido anteriormente nos Estados Unidos, que abriu portas para sua inserção na cadeia de fornecedores da agência espacial estadunidense. Quer entender melhor toda essa curiosa história? Confira a matéria completa abaixo:
“Agora a Nasa vem”: Como a Agência Espacial Americana Descobriu e Contratou Empresa de SC
Outro projeto desenvolvido nos Estados Unidos acabou abrindo portas para a metalúrgica Altona, de Blumenau
(Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)
Por Pedro Machado
pedro.machado@nsc.com.br
01/05/2026
Quando quatro astronautas da NASA viajaram ao espaço no início de abril para a Missão Artemis II, uma empresa catarinense celebrou junto. A metalúrgica Altona, de Blumenau, fez parte da histórica jornada rumo à Lua que foi estudar a viabilidade de novas missões espaciais tripuladas – inclusive, quem sabe, para Marte.
Saíram da centenária fábrica no bairro Itoupava Seca, especialista em aço fundido, componentes essenciais para a Mobile Launcher 2, a plataforma de base do lançamento do foguete Space Launch System. A tecnologia foi empregada na infraestrutura do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.
Como é a Fábrica da Altona Por Dentro
(Fotos: Patrick Rodrigues, NSC Total)
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| Fábrica da Altona tem 35 mil metros quadrados de área construída. |
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| Empresa é especialista em fundição e usinagem. |
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| Produção atende diversos segmentos industriais. |
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| Empresa soma 1,5 mil funcionários em Blumenau. |
Pelo altíssimo nível de sigilo exigido pela NASA, os detalhes do que foi fabricado não foram divulgados. Mas a tecnologia e o nível de entrega da Altona pesaram para que a agência espacial americana requisitasse os serviços da metalúrgica blumenauense.
Foi graças a um outro projeto de grande porte desenvolvido nos Estados Unidos, também com participação da Altona, que a NASA descobriu e decidiu contratar a empresa. Eleito nesta semana o novo presidente da metalúrgica, Eduardo Vetter contou essa história em uma entrevista exclusiva à coluna. A íntegra da conversa vai ao ar neste fim de semana.
(Fotos: Redes socais, Reprodução)
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| Publicação da Altona sobre contribuição para programa da NASA. |
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| Publicação da Altona sobre contribuição para programa da NASA. |
(Foto: Pedro Machado, NSC)
“Esfera” Foi Cartão de Visitas
Inaugurada em 2023, a The Sphere, maior esfera do mundo, que abriga uma arena de entretenimento em Las Vegas, serviu como um “cartão de visitas” para a Altona. A metalúrgica catarinense já tinha, de trabalhos anteriores, contato com a empresa que projetou a estrutura esférica.
Esta mesma companhia já trabalhou em obras de aeroportos, ginásios, hospitais e outros projetos nos Estados Unidos, Canadá e Europa, diz Vetter. Como já conheciam a Altona, chamaram a companhia para fornecer peças fundidas e usinadas.
— Quando a NASA foi projetar a estrutura de lançamento do foguete do projeto Artemis II, viu que a base de lançamento, bem maior que a anterior, exigia cargas e resistências muito maiores. E eles acabaram indo na mesma linha do projeto da esfera. Aí surgiu a oportunidade para a Altona — conta Vetter.
Apesar da indicação, o trabalho não foi simples. Por ser uma empresa que pertence ao governo americano, a NASA exige uma série de regulamentações e preconiza o uso de conteúdo nacional em seus projetos.
— A gente teve que ser, no mínimo, tão bom quanto e mais barato que um americano para poder ser aceito como conteúdo não nacional, conteúdo importado.
Vídeo Mostra Lançamento do Foguete da NASA
Relação com Blumenau
A delegação da NASA esteve três vezes na Altona ao longo do projeto, uma delas em 2023, como contou a coluna. Além de vistoriarem a produção, fizeram questão de reunir os colaboradores da empresa que participaram do processo para explicar o projeto da missão. Eles também deram palestras para alunos de escolas da cidade.
Vetter revela que almoçou com o engenheiro-chefe da missão, que tinha outros 312 engenheiros sob sua responsabilidade. O executivo ouviu dele que nenhum dos 19 mil parafusos usados para conectar a estrutura da The Sphere precisaram ser trocados.
— Então eles entenderam que o nosso grau de precisão era muito grande, era o que eles queriam. Ouvir isso de uma empresa como a NASA é muito gratificante, e agora ver o sucesso da missão é a cereja do bolo.
Para o executivo, o case chamou a atenção e ajuda a abrir portas para a capacidade da Altona.
— Mesmo um americano admite que não é fácil fornecer para a NASA
Brazilian Space
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