Delegações chinesas Visitaram o INPE Para Avançar Projeto do Satélite Geoestacionário CBERS 05

Caros entusiastas das atividades espaciais!
 
Pois então, no dia de ontem (28/05), o portal do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) noticiou que este instituto recebeu recentemente delegações chinesas para discutir o desenvolvimento do Satélite CBERS 05. Segundo a nota, a missão marcará a entrada do Brasil no desenvolvimento de satélites geoestacionários e ampliará a capacidade de previsões de tempo e clima e monitoramento ambiental do país.
 
Fotos: INPE
Equipes das delegações chinesas e do INPE, discutem satélite geoestacionário CBERS 05.
 
De acordo com a nota do portal, o INPE recebeu, entre os dias 11 e 20 de maio, delegações chinesas para reuniões técnicas relacionadas ao desenvolvimento do CBERS 05, o primeiro satélite geoestacionário da parceria espacial entre Brasil e China. O projeto representa um avanço estratégico para o Programa CBERS e para o setor espacial brasileiro, ao ampliar a capacidade nacional no desenvolvimento de satélites meteorológicos e ambientais de alta complexidade.
 
As atividades envolveram representantes da China Academy of Space Technology (CAST), parceira histórica do Brasil no Programa CBERS, e da Shanghai Academy of Spaceflight Technology (SAST), instituição chinesa especializada em satélites meteorológicos. Também participaram integrantes da China Aerospace Science and Technology Corporation (CASC) e das agências espaciais do Brasil (AEB) e da China (CNSA).
 

Durante as reuniões realizadas no INPE, em São José dos Campos (SP), foram apresentadas duas propostas de plataformas de serviços que poderão servir de base para o desenvolvimento da GeoMMP, uma Plataforma Multi-Missão Geoestacionária, que terá como primeira missão o satélite meteorológico e ambiental, o CBERS 05. Pelo acordo firmado entre Brasil e China, o Brasil será responsável pela plataforma do satélite, enquanto a China ficará encarregada da carga útil meteorológica e ambiental.
 
Segundo o Coordenador-Geral de Engenharia, Tecnologia e Ciência Espaciais do INPE, Adenilson Roberto da Silva, o projeto representa não apenas o desenvolvimento de uma missão meteorológica e ambiental, mas também um salto tecnológico para o país. “O CBERS 05 permitirá ao Brasil avançar do domínio de satélites de baixa órbita para a área de satélites geoestacionários, ampliando significativamente nossas capacidades tecnológicas e estratégicas no setor espacial”, destacou.
 

Adenilson explicou que o Brasil tem a possibilidade de utilizar plataformas chinesas já validadas em órbita como base para o desenvolvimento da plataforma brasileira, envolvendo, pela primeira vez, novos processos de transferência de tecnologia (KHTT). “Estamos avaliando as opções disponíveis para identificar a solução que melhor atenda aos requisitos da missão e aos interesses estratégicos do Brasil”, afirmou.
 
Além das reuniões técnicas, integrantes da delegação da SAST realizaram visitas ao Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE, conhecendo as capacidades brasileiras nas áreas de integração e testes de satélites.


A visita das delegações marca mais uma etapa no avanço do desenvolvimento do CBERS 05 e reforça a cooperação de décadas entre Brasil e China no setor espacial, responsável pelo desenvolvimento, lançamento e operação de seis satélites da série CBERS. Dentre os projetos atuais, encontram-se, em diferentes estágios, o desenvolvimento dos satélites CBERS 05 e CBERS 06.
 
Sobre o CBERS 05
 
O CBERS 05, fruto da bem-sucedida cooperação Brasil-China em satélites de observação da Terra, marcará a entrada do Brasil no seleto grupo de países com capacidade de atuar no desenvolvimento e operação de satélites geoestacionários, garantindo maior autonomia na área da meteorologia e em aplicações que requeiram a utilização de satélites geoestacionários.
 

Assinado em junho de 2024, o acordo para o desenvolvimento do CBERS 05 prevê um satélite com capacidade de monitoramento contínuo do território brasileiro, fornecendo dados em tempo real para aprimorar a previsão de tempestades, secas, enchentes e outros fenômenos ambientais críticos. O satélite tem previsão inicial de lançamento para 2030.
 
O projeto está alinhado com as prioridades do governo federal de fortalecer a infraestrutura de monitoramento ambiental e responder aos desafios impostos pelas mudanças climáticas, como eventos extremos cada vez mais frequentes.
 

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