FAB e INPE Firmam Acordo de Cooperação Técnica (ACT) Para Ampliar Segurança das Operações Espaciais Brasileiras

Caros entusiastas das atividades espaciais!
 
No dia 14/05, o site oficial da outrora gloriosa Força Aérea Brasileira (FAB) noticiou que o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) haviam firmado um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o objetivo de ampliar a segurança das operações espaciais brasileiras.
 
Pois é, acreditamos que essa notícia tenha algo a ver com outra nota publicada também no website da FAB em 1º de maio, e repostada pelo BS em 03/05 (reveja aqui), informando que esse órgão militar estaria monitorando satélites com tecnologia brasileira, conquistando, assim, destaque na comunidade internacional. Será mesmo? Pois bem, voltaremos a debater esse assunto na coluna "Espaço Semanal" da próxima semana. Fiquem atentos!
 
Foto: COMAE
Parceria entre o COMAE e o INPE amplia a capacidade brasileira de monitoramento espacial e prevenção de colisões em órbita.

Pois então, segundo o site em citado, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) firmaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para fortalecer a segurança das operações espaciais brasileiras. A parceria prevê a realização de análises de aproximação entre satélites e outros objetos em órbita da Terra, com o objetivo de prevenir possíveis colisões no espaço.
 
 
O serviço será executado pelo Centro de Operações Espaciais (COPE) do COMAE, responsável pelas atividades de Consciência Situacional Espacial da FAB. O trabalho inclui o monitoramento diário das órbitas dos satélites operados pelo INPE, como o projeto Amazônia 1, permitindo identificar situações de risco com antecedência.
 
As análises utilizarão diferentes fontes de dados orbitais, incluindo informações públicas, dados compartilhados por parceiros internacionais e informações obtidas pelos sensores do COPE e de instituições parceiras.
 
Os alertas serão classificados de acordo com o nível de risco estimado. Em situações mais críticas, as análises poderão apoiar decisões para a realização de manobras anticolisão, contribuindo para a proteção dos satélites brasileiros em operação.
 
Com vigência inicial de cinco anos, o Acordo reforça a integração entre a FAB e o INPE, amplia a capacidade técnica nacional no monitoramento espacial e fortalece a atuação do Brasil em atividades estratégicas ligadas ao domínio espacial.
 
Corte da edição 221ª da coluna Espaço Semanal, veiculada em 21 de maio de 2026. 
 
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