Visiona Conclui Com Sucesso Teste Crítico de Desenvolvimento do Satélite SatVHR
Caros amantes das atividades espaciais!
Fonte: Poder Aéreo
“O objetivo aqui é simples: ter certeza de que o satélite vai resistir ao momento mais crítico da missão, a decolagem, sem sofrer danos ou deformações que comprometam seu funcionamento. É um teste muito duro em que submetemos o satélite a cargas ainda mais severas do que as que ele enfrentará no lançamento.”, afirma Himilcon Carvalho, Diretor de Tecnologia Espacial da Visiona.
"Durante os primeiros anos do BS, confesso que notícias como essa ainda despertavam certo entusiasmo em minha pessoa — e, em algumas ocasiões, eu mesmo acabava embarcando na conversa fiada dessa gente. Não era algo frequente, mas acontecia. Afinal, o desejo de ver o Brasil ocupar uma posição de destaque no setor espacial, por vezes, falava mais alto.
Entretanto, este não é o caso. Como já destacamos anteriormente aqui no BS — e voltaremos a abordar na edição da noite desta quarta-feira (14/05) —, esse projeto está longe de empolgar. As razões são claras: além de ser conduzido por uma empresa que já fracassou no desenvolvimento de um satélite significativamente mais simples, o VCUB, a iniciativa optou por concentrar recursos elevados em um único satélite, em vez de investir em uma constelação de pequenos satélites, alternativa considerada mais prática, resiliente e eficiente para esse tipo de missão.
Resta torcer para que, caso o projeto não alcance os resultados prometidos, a Visiona tenha a decência e a responsabilidade de comunicar a verdade à sociedade brasileira, evitando repetir o que ocorreu no episódio do VCUB. Por fim, agradecemos ao nosso jovem amigo Raul Carlos pelo envio desta notícia."
Pois então, de acordo com a notícia do portal, com resultados alcançados, a estrutura demonstrou ser robusta e capaz de suportar aos esforços do lançamento com uma boa margem de segurança. Isso é essencial porque mesmo pequenas deformações podem afetar componentes altamente sensíveis, como os sensores de orientação e o sistema óptico da câmera. Se esses sistemas saem do alinhamento, o funcionamento do satélite fica comprometido.
“O satélite SatVHR requer extrema precisão para funcionar. O sucesso neste teste tão crítico nos dá confiança de que estamos na direção certa”, afirmou João Paulo Rodrigues Campos, presidente e CEO da Visiona.
Assinado em 2023 pela Finep, o SatVHR é um projeto de inovação financiado com recursos não reembolsáveis de subvenção econômica do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O projeto figura como a maior iniciativa de subvenção da história da Finep, com previsão de aporte de R$ 219 milhões.
Fonte: Pode Aéreo
Pensado para gerar imagens detalhadas de grandes áreas, o SatVHR será o primeiro satélite óptico de observação da Terra de altíssima resolução projetado no Brasil. Na prática, isso representa mais autonomia para o país compreender melhor seu território e tomar decisões com base em dados mais precisos, seja na área de defesa, no ordenamento territorial, na proteção ambiental ou no desenvolvimento da agricultura.
O projeto é liderado pela Visiona, em parceria com as empresas Equatorial Sistemas, Fibraforte, Kryptus, OPTO Space & Defense e Orbital Engenharia, além de contar com a participação de diversas empresas e Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) brasileiras, incluindo AEL Sistemas, Cenic Engenharia, Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Instituto SENAI de Inovação, Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Recentemente, a Visiona recebeu, no Palácio do Itamaraty, em Brasília, o Prêmio Finep de Inovação 2025, etapa nacional, na categoria Tecnologias de Interesse para a Soberania e a Defesa Nacionais, pelo projeto do satélite SatVHR. O prêmio, entregue pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, e pelo presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, tem como objetivo reconhecer projetos de destaque que contribuem para transformar o Brasil por meio da ciência, da tecnologia e da inovação.
Trata-se de um esforço conjunto que reúne ampla participação da indústria e de ICTs nacionais, resultando no satélite com o maior grau de conteúdo nacional já desenvolvido no país. Dessa forma, espera-se que o SatVHR se consolide como um vetor de fortalecimento e renovação da indústria espacial brasileira.
Sobre a Visiona
Criada em 2012, a Visiona Tecnologia Espacial é uma joint-venture entre a Embraer Defesa & Segurança e a Telebras. Voltada para a integração de sistemas espaciais e à prestação de serviços baseados em satélites, a companhia atende aos objetivos do Programa Espacial Brasileiro e a demandas de mercado.
A Visiona foi a responsável pelo Programa do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, o SGDC1, lançado em 2017. Em 2023, a empresa lançou o VCUB1, o primeiro nanossatélite de observação da terra e coleta de dados projetado por uma empresa no Brasil. Atualmente a Visiona lidera o projeto do satélite SatVHR de observação da Terra de altíssima resolução, apoiado pela FINEP e com ampla participação de empresas e ICTs brasileiras.
A Visiona também fornece produtos e serviços de Sensoriamento Remoto e Telecomunicações por satélite sempre buscando a vanguarda tecnológica. Nesse mercado, a Visiona já realizou mais de 100 projetos em diversos setores como o de agricultura, óleo e gás, serviços financeiros, utilidades, meio ambiente e defesa.
Sobre a Telebras
A Telecomunicações Brasileiras S. A. – Telebras é uma sociedade anônima aberta, de economia mista, constituída em 09 de novembro de 1972, nos termos da autorização inscrita na Lei n° 5.792, de 11 de julho de 1972, vinculada ao Ministério das Comunicações. O sistema Telebras foi privatizado em 1998, mas a empresa reativada em 2010 com o desafio de contribuir para a universalização da banda larga no Brasil: implementar a rede privativa de comunicação da administração pública federal, apoiar e suportar políticas públicas em banda larga, além de prover infraestrutura e redes de suporte a serviços de telecomunicações prestados por empresas privadas, Estados, Distrito Federal e municípios.
A reativação da Telebras, agora como operadora de telecomunicações com a missão de levar banda larga de qualidade e a preços baixos aos municípios mais distantes do País, foi estratégica. A sua rede de fibra óptica chega aos locais mais remotos, reduzindo o custo de conexão para os provedores regionais, além de promover inovação tecnológica, com a criação de uma rede moderna com tecnologia de ponta.
A Telebras cumpre o seu papel de empresa pública ao conectar os principais organismos da administração pública federal. E também a sua missão social de atuar para a universalização da banda larga no País.■
Brazilian Space
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