Primeiro Espectrógrafo Brasileiro é Concluído


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada hoje (04/12) no site do “Jornal da Ciência” da SBPC destacando a conclusão do primeiro espectrógrafo brasileiro inteiramente desenvolvido no Brasil através de uma parceria entre o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) e as Universidades de São Paulo (USP) e Federal de Santa Catarina (UFSC).

Duda Falcão

Primeiro Espectrógrafo Brasileiro é Concluído

04/12/2009

Instrumento, utilizado em observações astronômicas com grandes telescópios, será utilizado em laboratório chileno, onde a visibilidade é maior

Recentemente, o Brasil concluiu a construção de seu primeiro espectrógrafo, o SIFS. O aparelho, utilizado em observações astronômicas de grande porte, será instalado no Chile, onde a visibilidade do céu é maior. O instrumento parte do Brasil na primeira semana de dezembro.

O SIFS é resultado de uma parceria entre o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), as Universidades de São Paulo (USP) e Federal de Santa Catarina (UFSC). Ele é o primeiro equipamento desse tipo inteiramente desenvolvido no país.

"Durante as ultimas semanas foram realizados os testes de aceitação, que incluem os testes da estrutura mecânica, da óptica e do controle eletrônico", diz Bruno Castilho de Souza, Coordenador de Apoio Cientifico do LNA. "Agora será transportado até os Andes chilenos".

SIFS é a sigla em inglês para Espectrógrafo de Campo Integral do Soar, telescópio chileno com espelho principal de 4,2 metros de diâmetro.

O SIFS consiste em uma bancada que usa fibras óticas para obter simultaneamente 1.300 espectros, ou seja, nuances de "cores" e raios emitidos por objetos celestes. Com ele, será possível observar melhor corpos extensos como galáxias, mesmo que emitam apenas raios infravermelhos.

Já o telescópio Soar é um consórcio formado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia com os norte-americanos Observatório Nacional de Astronomia Ótica (NOAO), a Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill (UNC) e a Universidade Estadual de Michigan (MSU). O equipamento é um dos melhores do mundo devido à sua localização e tecnologia.

(Com informações da Assessoria do LNA)


Fonte: Site do Jornal da Ciência da SBPC

Comentário: Mais uma prova da qualificação atingida atualmente pela Astronomia brasileira que nos enche de orgulho. Pena que o PEB não siga o mesmo exemplo, pois tanto a Astronomia como a Astrofísica e a Astrobiologia são ciências que se completam com a tecnologia espacial atualmente em desenvolvimento no mundo e não seria diferente no Brasil se realmente tivéssemos um Programa Espacial de verdade. Parabéns as pesquisadores do LNA, da USP e da UFSC pela competência demonstrada com esse excelente resultado.

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