domingo, 31 de maio de 2015

Brasil e França Estreitam Parceria Técnico-Gerencial na Área Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (27/05) no site do Ministério da Defesa (MD) destacando que Brasil e França estreitam parceria técnico-gerencial na Área Espacial.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Brasil e França Estreitam Parceria
Técnico-Gerencial na Área Espacial

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa
61 3312-4071

Brasília, 27/05/2015 – Militares brasileiros apresentaram ficha de cooperação para apoio técnico-gerencial da França no Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (Pese). O documento estabelece a parceria entre o Ministério da Defesa (MD) e a Direção Geral de Armamento (DGA) – órgão da nação europeia. O material será objeto de estudo da comitiva francesa.

A iniciativa aconteceu durante a reunião do Grupo de Trabalho Conjunto Brasil-França, realizada em Paris, na semana passada. Na ocasião, a equipe brasileira foi coordenada pelo vice-chefe de Assuntos Estratégicos do MD, almirante José Carlos Mathias, que enfatizou a já longínqua parceria entre os dois países.

Foto: Comitiva brasileira
Reunião Brasil-França debateu sobre programa espacial, criado para
atender necessidades das Forças Armadas e da sociedade brasileira.

“Dividimos ideias e progresso tecnológico há muito tempo. Não por acaso, Alberto Santos Dumont, pai da aviação e inventor do avião, triunfantemente subiu aos céus no Campo de Bagatelle, nessa bela ‘Cidade-Luz’. Hoje, passados mais de cem anos deste feito, vemos Brasil e França a desenvolver parcerias, agora, na conquista do espaço”, disse Mathias.

A delegação francesa ficou a cargo do subdiretor da Europa Central e Oriental e América do Sul da DGA, general Hubert L’ebraly. De acordo com ele, o principal objetivo do grupo de trabalho foi definir o futuro da cooperação franco-brasileira em defesa. O general mencionou que o Brasil ocupa um lugar de destaque, dentre vários países com os quais a França atua.

Programa Espacial 

O Pese foi criado para atender necessidades estratégicas das Forças Armadas e da sociedade brasileira. A responsabilidade pelo projeto é da Defesa, por meio da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE).

Uma das missões do programa é prover infraestrutura espacial para ser usada no Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SISGAAZ), no Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), no Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA), no Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM), entre outros.

Reunião

Durante o encontro, foram debatidos, também, assuntos como a elaboração de acordo entre os dois governos no âmbito de pesquisa e tecnologia em defesa, que tramita via diplomática. Sobre isso, houve o desenvolvimento de roteiro para cooperação dos institutos e centros de pesquisa e tecnologia brasileiros e franceses.

Foto: Comitiva brasileira
General francês lembrou que o Brasil é
destaque em parcerias com seu país.

Ainda fez parte da pauta a intenção da nação europeia de realizar treinamentos de enlace com as estações terrestres do Syracuse (equipamento de telecomunicações militares da França), utilizando o Sistema Brasileiro de Comunicação Militar por Satélite (SISCOMIS). A equipe do Brasil disse estar disponível e vai aguardar a confirmação do estabelecimento dessas estações na Guiana Francesa e posterior solicitação para conduzir o teste.

Outro tema levantado foi a possível aquisição do blindado Guarani, no modelo 4x4, já em processo licitatório conduzido pela Diretoria de Material do Exército Brasileiro. A França participa do certame com a versão do Sherpa, da Renault Trucks Defense.

Estiveram presentes na reunião, o encarregado de Negócios da embaixada do Brasil na França, ministro Achiles Zaluar Neto, e oficiais das três Forças Armadas que integram subcomissões de cooperação de defesa, naval, terrestre e aeronáutica.


Fonte: Site do Ministério da Defesa (MD)

Comentário: Bom leitor, todo e qualquer acordo tecnológico entre nações para ser realmente benéfico tem de partir de alguns princípios básicos. São eles:

* Ser motivado por questões de interesse tecnológico e não de interesse político de governos.

* Ser estabelecido em pé de igualdade entre os partes integrantes do acordo.

* Ser discutido, elaborado, assinado e estabelecido por profissionais do setor mediante as necessidades de cada nação e não por políticos e seus servidores de merda geralmente motivados por interesses políticos ou outros de cunho não tão nobres.

Partindo destes princípios básicos pode-se sim ser estabelecido acordos entre nações que venham realmente beneficiar as partes envolvidas, beneficiando ambas em pé de igualdade e não como ocorreu com o acordo que gerou a ACS, este um tremendo desatino motivado unicamente por questões políticas de interesse do PT/PSB, e que só beneficiava a Ucrânia.

Quanto à notícia acima da possível cooperação para apoio técnico-gerencial da França no Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), devo dizer que se for conduzido com competência dentro dos princípios básicos aqui apresentados e obtendo os recursos necessários dentro dos prazos que venham ser estabelecidos para as atividades ligadas ao Programa, este acordo poderá realmente trazer benefícios, mas o problema é que dificilmente isto acontecerá sob a influência dos PETRALHAS ou de qualquer outra corrente política que venha assumir o governo nos próximos anos. Não há interesse para isto, há não ser que os militares deixem de lado as suas atitudes passivas, omissas e coniventes. Só assim haverá a possibilidade de uma mudança de mentalidade, de atitude governamental e do nosso vergonhoso Congresso perante as atividades espaciais do país.

Vale lembrar que o estabelecimento do PESE é uma clara tentativa de integrantes ligados as Forças Armadas de criar uma alternativa ao Programa Espacial Civil/Militar em curso há anos sem apresentar resultados significativos. Creio que na realidade apesar da boa intenção desses militares, esta iniciativa fragmenta ainda mais as possibilidades de êxito de um dia realmente fazermos parte do fechadíssimo clube das nações que dominam o ciclo completo das atividades espaciais. Afinal, apesar da iniciativa, até o momento não houve uma real cobrança desses grupos militares em prol do PESE junto ao desgoverno da “Ogra”, permanecendo a mesma mentalidade de submissão e omissão em relação aos desmandos desta debiloide. Em outras palavras, se antes tínhamos um PEB que não andava, hoje para completar temos também um PESE. Enfim... nada promissor.

Um comentário:

  1. Toda hora aparece uma notícia de algum acordo internacional. Mas não aparece nenhum compromisso real que envolva recursos financeiros. Fiquei sabendo que a Telebras ainda não repassou à Visiona os recursos necessários para pagar o contrato com a Talles. O que eles esperam que aconteça ? Empurrar com a barriga dizendo que não há recursos ? Isso vai acabar em multa contratual isso sim. Esse governo é um desastre total...

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