Estudantes Brasileiros da USP Ficam em Segundo Lugar na "RoboCup 2026" Comprovando a Força da Robótica Nacional

Caros entusiastas das atividades espaciais!

No dia de ontem (28/07), o respeitabilissimo portal BRASIL PARALELO trouxe para a Sociedade de Robótica Brasileira uma grande notícia. Segundo eles Estudantes Brasileiros vencem americanos e japoneses na maior competição de robótica e IA do mundo, a RoboCup 2026, um verdadeiro feito histórico, onde a equipe brasileira conseguiu terminar em segundo lugar no torneio. Parabéns aos jovens brasileiros.

Fonte: Brasil Paralelo

Pois é, caros compatriotas, lembram-se de quando o Professor Rui Botelho defendeu, há algum tempo, que o Brasil já estava preparado para conduzir uma missão robótica com um rover em algum ambiente extraterrestre, caso deixasse de lado a conversa fiada e o jogo de cena e partisse para a ação?

Lembram também que um dos dirigentes da “Farsa Institucional Espacial Brasileira (AEB)', afirmou, tempos atrás, que o Brasil já vislumbrava uma missão desse tipo?

Pois bem, observem o que essa equipe da USP realizou. O feito desses jovens está longe de ser algo pequeno. Ele demonstra que, se o país tivesse construído, ao longo das últimas décadas, uma verdadeira cultura voltada às atividades espaciais, com planejamento, seriedade e continuidade, o Brasil certamente estaria hoje em outro patamar após mais de 60 anos de esforços na área.

Infelizmente, gestão incompetente, decisões estúpidas, falta de visão estratégica e interesses oportunistas contribuíram para transformar o programa espacial brasileiro no que ele é atualmente: um anão espacial.

Pois então, de acordo com a nota do portal, neste ano, os brasileiros tiveram destaque e conquistaram o segundo lugar do torneio, que aconteceu em Incheon, na Coreia do Sul.

O resultado foi alcançado pela equipe Warthog Robotics, formada por alunos da Universidade de São Paulo (USP), no campus de São Carlos.

O grupo é um projeto de extensão criado em 2011 e reúne estudantes do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) e da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). 

Eles competiram na divisão B da Small Size League (SSL), categoria em que pequenos robôs autônomos disputam partidas de futebol utilizando sistemas de visão computacional, inteligência artificial, estratégia e controle em tempo real.

Mais do que controlar robôs durante uma partida, os estudantes são responsáveis por projetar e desenvolver toda a tecnologia utilizada pela equipe. 

Isso inclui tanto a parte física das máquinas quanto os algoritmos que permitem que elas tomem decisões sozinhas durante o jogo.

Uma Vitória Impressionante

A campanha da equipe brasileira foi consistente desde a fase de grupos. O Warthog integrou o Grupo 3, ao lado da japonesa Traps e da norte-americana The A-Team. 

A estreia terminou empatada em 0 a 0 contra os japoneses, mas a classificação veio com uma goleada de 10 a 0 sobre a equipe dos Estados Unidos.

Na fase seguinte, a equipe venceu a japonesa GreenTea por 3 a 0, aplicou mais um 10 a 0 sobre a norte-americana RoboJackets.

Além disso, derrotou a brasileira ITAndroids por 4 a 0, em um confronto entre duas equipes nacionais.

Com esses resultados, o Warthog Robotics garantiu a vice-liderança da competição. O título ficou com a equipe japonesa Traps, adversária que já havia enfrentado na fase de grupos. 

O pódio ainda contou com outra equipe brasileira: a ITAndroids terminou na terceira colocação.

Resultado é Fruto de Anos de Evolução

O segundo lugar representa a consolidação de um projeto que vem crescendo ano após ano.

Na edição anterior da RoboCup, realizada em Salvador, em 2025, a equipe já havia alcançado o melhor resultado de sua história ao conquistar a terceira colocação. 

Apenas um ano depois, conseguiu subir mais um degrau e terminou como vice-campeã mundial.

Depois da conquista na Coreia do Sul, a equipe já iniciou a preparação para a próxima competição.

O Warthog Robotics participará da Competição Brasileira de Robótica, que será realizada em João Pessoa, no fim deste ano. 

Além da equipe principal, o projeto também levará um segundo time formado por estudantes do primeiro e do segundo ano, que desenvolveram seus próprios robôs durante o período de treinamento.

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