A Espaçonave New Horizons da NASA Desperta da Hibernação em Perfeitas Condições

Prezados amantes das atividades espaciais!
 
No dia 07/07, o portal da NASA informou que após seu mais longo período de hibernação já realizado, de quase um ano, a espaçonave New Horizons, da agência, despertou em perfeitas condições e está pronta para começar a transmitir os dados científicos coletados no distante Cinturão de Kuiper, muito além de Plutão.
 
NASA/Johns Hopkins APL/SwRI/Justin Gladden
Da esquerda para a direita, os controladores de voo Mark Lahr e Josh Albers, juntamente com a gerente de operações da missão Alice Bowman, monitoram a telemetria transmitida pela espaçonave New Horizons, da NASA, para o centro de operações da missão no Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins (APL), em Laurel, Maryland, em 24 de junho de 2026. Agora localizada a aproximadamente 5,9 bilhões de milhas (9,5 bilhões de quilômetros) da Terra, a New Horizons está pronta para iniciar a transmissão de dados científicos após despertar de seu mais longo período de hibernação já realizado, que durou quase um ano.

Em 23 de junho, os controladores de voo do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins (APL), em Laurel, Maryland, confirmaram que a New Horizons, executando comandos previamente armazenados e enviados ao seu computador principal em julho do ano passado, despertou com segurança após um período de hibernação de 321 dias, iniciado em 7 de agosto. Com a espaçonave agora localizada a aproximadamente 5,9 bilhões de milhas (9,5 bilhões de quilômetros) da Terra, os sinais de rádio que confirmaram esse despertar levaram cerca de 8 horas e 52 minutos para chegar ao Centro de Operações da Missão no APL, por meio da estação da Rede de Espaço Profundo (Deep Space Network) da NASA, localizada próxima a Madri, na Espanha.
 
A equipe da missão normalmente coloca a New Horizons em modo de hibernação para economizar recursos durante os longos períodos de cruzeiro. Enquanto a espaçonave permanece em hibernação, os operadores não enviam comandos nem recuperam dados. No entanto, a nave continua coletando e armazenando dados continuamente, 24 horas por dia, por meio de seus sensores de plasma da heliosfera, dos instrumentos Solar Wind at Pluto (SWAP) e Pluto Energetic Particle Spectrometer Science Investigation (PEPSSI), além de seu detector de poeira espacial, o Venetia Burney Student Dust Counter (SDC).
 
Alice Bowman, gerente de operações da missão New Horizons no APL, afirmou que a espaçonave se comunicou com a Terra, por meio da Deep Space Network, enviando um sinal semanal de status. “Todos os relatórios de status durante esse período de hibernação foram classificados como ‘verde’, indicando que tudo permaneceu em perfeito funcionamento a bordo da New Horizons, semana após semana”, disse ela.
 
Com a New Horizons retomando suas operações ativas, Bowman observou que a equipe começará a receber os dados sobre a saúde e a segurança da espaçonave, seguidos pelos dados provenientes dos três instrumentos científicos. Daqui a aproximadamente três semanas, o espectrógrafo ultravioleta Alice, instalado a bordo da nave, observará a distribuição do gás hidrogênio na heliosfera externa, enquanto os instrumentos SWAP, PEPSSI e Venetia Burney Student Dust Counter continuarão realizando suas medições, ao mesmo tempo em que a equipe em solo executará uma série de verificações da espaçonave e de seus instrumentos.
 
A equipe também está concluindo atualizações no software do sistema de controle em solo, que facilitarão a manutenção das operações da espaçonave. Os testes dessas melhorias já estão em andamento e deverão continuar ao longo deste ano.
 
A New Horizons está operando com uma lógica de autonomia atualizada, desenvolvida para missões realizadas ainda mais distantes do Sol, levando em consideração a redução gradual da energia disponível e o aumento natural do tempo necessário para que os sinais de rádio percorram a enorme distância entre a espaçonave e a Terra.
 
A exploração dessa distante região do Sistema Solar pela espaçonave da NASA representa o mais recente capítulo de uma jornada iniciada em janeiro de 2006, com o lançamento mais rápido já realizado até então; seguida por um sobrevoo de Júpiter, em fevereiro de 2007, que proporcionou imagens impressionantes do gigante gasoso e de suas luas; pela primeira exploração do sistema de Plutão, em julho de 2015; pela primeira exploração de um objeto do Cinturão de Kuiper, Arrokoth, em janeiro de 2019; e, desde então, por estudos inéditos da heliosfera externa do Sol e de dezenas de outros objetos do Cinturão de Kuiper.
 
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