Pela Primeira Vez no Mundo Startup do Reino Unido Anuncia Ter Acendido Plasma Dentro de Um Foguete de Fusão Nuclear

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Crédito de direitos autorais: Pulsar Fusion
 
A descoberta aproxima os cientistas de um passo rumo à propulsão por fusão — tecnologia que imita as reações de energia que alimentam o Sol.
 
De acordo com uma notícia divulgada ontem (26/03) no portal EURONEWS, uma equipe de cientistas britânicos alcançou o que dizem ser a primeira ignição de plasma dentro de um motor de foguete de fusão nuclear — um grande avanço que um dia poderá tornar viagens pelo sistema solar, e até Marte, muito mais rápidas.
 
A Pulsar Fusion revelou o marco durante uma transmissão ao vivo na conferência MARS da Amazon, realizada por Jeff Bezos na Califórnia esta semana, com o CEO Richard Dinan chamando o momento de “excepcional” para a empresa.
 
A equipe conseguiu criar plasma — um estado da matéria extremamente quente e eletricamente carregado, frequentemente descrito como o quarto estado da matéria — usando campos elétricos e magnéticos dentro de seu sistema experimental e protótipo inicial chamado “Sunbird fusion exhaust system”.
 
O teste, realizado na sede da empresa em Bletchley, no Reino Unido, foi transmitido para a Califórnia e representa uma demonstração inicial de como um futuro motor de nave espacial movido a fusão pode funcionar.
 
O Que é Fusão Nuclear — e Por Que Isso Importa?
 
De acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica, fusão nuclear é “o processo pelo qual dois núcleos atômicos leves se combinam para formar um único mais pesado, liberando enormes quantidades de energia.”
 
Essencialmente, funciona de forma semelhante ao processo que alimenta o Sol e todas as outras estrelas, fundindo átomos para liberar grandes quantidades de energia.
 
Embora a ideia da fusão nuclear tenha sido proposta inicialmente na década de 1920, criar e controlar reações de fusão na Terra tem se mostrado extremamente desafiador até agora. Em temperaturas extremamente altas, o plasma precisa ser mantido estável. Porém, como o espaço oferece temperaturas extremamente frias e um vácuo quase perfeito, engenheiros acreditam que ele pode ser o ambiente ideal para esse processo prosperar.
 
Se a propulsão por fusão se tornar possível, ela tem o potencial de ser muito mais poderosa do que os motores de foguete atuais — podendo fornecer até 1.000 vezes mais empuxo do que os sistemas convencionais usados em órbita e permitindo que espaçonaves alcancem velocidades de cerca de 800.000 quilômetros por hora (500.000 mph).
 
Viagens Mais Rápidas Para Marte
 
Nessas velocidades, missões para Marte poderiam ser reduzidas de viagens que levam meses para apenas algumas semanas.
 
Viagens mais curtas não apenas tornariam as missões mais baratas e práticas, mas também poderiam reduzir riscos importantes à saúde enfrentados por astronautas no espaço, incluindo exposição à radiação e longos períodos em microgravidade.
 
“Com a economia espacial projetada para ultrapassar US$ 1,8 trilhão até 2035, um transporte mais rápido no espaço não é apenas um objetivo científico; é também econômico”, afirmou a Pulsar Fusion após o teste.
 
A empresa agora planeja novos testes de seu sistema Sunbird para melhorar o desempenho. As próximas atualizações incluem ímãs supercondutores mais potentes, projetados para conter e controlar melhor o plasma.
 
Brazilian Space
 
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