Canal UOL: Internet, GPS e Militares: Por Que 2026 é o Ano do Satélite no Brasil
Prezados amantes da atividades espaciais!
Em mais um esforço do sistema vigente para ampliar a desinformação da sociedade brasileira acerca da real situação do país no setor de atividades espaciais — bem como, de forma evidente, colher dividendos políticos-eleitoreiros —, lamentavelmente o canal UOL no YouTube exibiu, no dia 10/03, uma discussão entre dois de seus youtubers onde foi afirmado que o ano de 2026, (pasmem, até onde chegam as narrativas dessa gente sem limites), tem tudo para se tornar um marco na história dos satélites no Brasil. (Veja abaixo).
Compatriota, você que é um brasileiro de verdade, que se interessa pelas atividades espaciais do país, que tem plena consciência da importância estratégica desse setor para o desenvolvimento nacional e também do atual caos político, econômico, social, jurídico e de segurança pública que enfrentamos, não pode se deixar levar por notícias como essa, totalmente desprovidas de fundamento. Não há a menor possibilidade de que isso aconteça. Trata-se, pura e simplesmente, de narrativa eleitoreira. Na próxima edição de nossa coluna “Espaço Semanal” (19/03), iremos mais uma vez expor e desmascarar esses verdadeiros “Agentes do Caos”. Fiquem atentos!
Mas vamos ao que foi dito. De acordo com o trecho exibido do programa “Deu Tilt”, o país estaria, neste momento, tentando sair de uma dependência limitada do modelo geoestacionário — que opera a grandes distâncias da Terra, com maior latência e menor capacidade — e avançar para um plano mais amplo, que incluiria satélites de média e baixa órbita.
No caso da média órbita, a Telebrás estaria próxima de fechar uma parceria com a operadora SES, de Luxemburgo. A promessa seria aproveitar estruturas já existentes no Brasil, sem necessidade de grandes instalações adicionais, e oferecer conexões muito mais rápidas do que as alternativas tradicionais baseadas em satélites geoestacionários, com potencial para atender políticas públicas em regiões onde o cabo e o 5G não chegam. Em paralelo, a concorrência no mercado de baixa órbita — atualmente dominado pela Starlink — tenderia a aumentar com a entrada da empresa chinesa SpaceSail no Brasil.
E não para por aí. Segundo os seu jovens apresentadores, além dessas iniciativas, haveria um segundo movimento em curso: a tentativa de criar um sistema brasileiro de posicionamento, como alternativa ao GPS americano. O argumento apresentado seria tanto geopolítico quanto prático, afinal, depender de uma infraestrutura externa sempre implica riscos.
Brazilian Space
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