Primeira Constelação Portuguesa de Satélites Chega Hoje ao Espaço a Bordo do Foguete Falcon da SpaceX
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Credito: O Jornal Económico
No dia de hoje (30/03), o portal português Jornal Económico informou que a primeira constelação portuguesa de satélites chegará ao espaço a bordo de um Foguete Falcon 9, da empresa SpaceX. A constelação pretende criar uma espécie de “Waze dos oceanos”, fornecendo dados de navegação marítima em tempo real para embarcações em todo o mundo.
De acordo com a reportagem do portal, a constelação portuguesa segue nesta segunda-feira para o espaço em um lançamento realizado pela empresa de Elon Musk.
Os satélites serão lançados a bordo do foguete Falcon 9 (que faz umas aterragens espetaculares) a partir da Base da Força Espacial de Vandenberg, instalação pertencente à United States Space Force, o ramo espacial das Forças Armadas dos Estados Unidos.
A missão do sistema é desenvolver um serviço global de navegação marítima capaz de fornecer informações em tempo real para navios, de forma semelhante ao funcionamento do aplicativo Waze no trânsito terrestre.
Os quatro satélites da constelação Lusíada receberam nomes de importantes figuras da cultura portuguesa: Luís de Camões, Fernando Pessoa, José Saramago e Agustina Bessa-Luís. O primeiro deles já havia sido lançado no início de 2025. Com cinco satélites em órbita, será possível iniciar a comunicação entre os veículos e ampliar a cobertura da Terra, embora o objetivo final seja alcançar uma constelação completa com 12 satélites.
Segundo Ivo Vieira, CEO da Lusospace, empresa portuguesa de engenharia responsável pelo projeto, o trajeto até a órbita inicial é rápido: cerca de dez minutos após o lançamento. O projeto representa um investimento estimado em 15 milhões de euros.
Inicialmente, os satélites são inseridos em uma órbita de aproximadamente 500 km de altitude. Em seguida, utilizam o serviço de transporte orbital da empresa D-Orbit, que os levará até a órbita operacional final, a cerca de 550 km de altitude — processo que deverá levar aproximadamente dez dias.
Para que a constelação comece a enviar dados operacionais, será necessário um período de cerca de três meses após a chegada à órbita final. A partir desse momento, as informações começarão a ser disponibilizadas aos clientes.
A constelação deverá estar completamente operacional, em princípio, até o final do ano, com dois lançamentos adicionais planejados para colocar em órbita os satélites restantes.
Os satélites terão a capacidade de detectar e transmitir diversos tipos de dados relevantes para a navegação marítima, incluindo informações meteorológicas, marés, características do fundo do mar, avistamento de piratas, emergências em alto-mar, derramamentos de petróleo, presença de icebergs, além de identificar comportamentos suspeitos — como o desligamento de sistemas de rastreamento — e apoiar operações de combate à pesca ilegal.
Sobre os potenciais clientes, Ivo Vieira explicou: “Já temos contratos em negociação, mas ainda não foram assinados. Os clientes querem primeiro ver os satélites em operação. Estamos buscando clientes tanto na Europa quanto no mercado global”.
Segundo ele, a maioria dos clientes potenciais são empresas que utilizam os dados para realizar análises e posteriormente revendê-los a seguradoras ou a outros tipos de empresas.
A expectativa da companhia é alcançar uma receita anual de cerca de 100 milhões de euros até o final da década.
Em um cenário em que cresce a preocupação com possíveis ameaças no espaço por parte de atores hostis, o presidente da Lusospace afirma que a empresa já adotou medidas de proteção adequadas. “Acreditamos que, no nosso caso, não somos um alvo tão atrativo. Atuamos em um nicho de mercado”, afirmou.
Quanto ao custo para utilizar o serviço compartilhado de lançamento da SpaceX, o valor informado é de aproximadamente 350 mil dólares para cargas de até 50 kg, acrescido de 7 mil dólares por quilograma adicional. A empresa fundada por Elon Musk tornou-se conhecida por ampliar significativamente o acesso da iniciativa privada ao espaço — algo exemplificado pelo próprio desenvolvimento da Constelação Lusíada.
Em janeiro de 2025, foi lançado o satélite PoSAT-2, o primeiro da constelação. O nome presta homenagem ao PoSAT-1, o primeiro satélite português, lançado em 1993 e desenvolvido pela equipe liderada por Fernando Carvalho Rodrigues, físico considerado o “pai” do programa espacial português e com quem Ivo Vieira trabalhou.
Brazilian Space
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