Roda de Veículo Lunar em Estilo Origami Se Expande Para Escalar Cavernas Ingremes

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Credito: Space Daily
Ilustrativo.
 
No dia 05/03, o portal Space Daily noticiou que uma equipe conjunta do Korea Advanced Institute of Science and Technology (KAIST) e do Unmanned Exploration Laboratory (UEL) desenvolveu uma roda transformável sem ar projetada para ajudar pequenos rovers a acessar poços lunares íngremes e tubos de lava. A roda tem como alvo locais subterrâneos considerados promissores para futuros habitats humanos, pois oferecem proteção contra radiação cósmica e contra variações extremas de temperatura.
 
De acordo com a nota do portal, o estudo apresenta uma roda dobrável inspirada em origami, capaz de mudar seu diâmetro para superar obstáculos que interromperiam rodas convencionais de rovers com geometria fixa. A pesquisa aparece na edição de dezembro da revista Science Robotics. O conceito apoia arquiteturas de missão que utilizam vários pequenos rovers em vez de um único veículo grande, oferecendo redundância para que a exploração possa continuar mesmo se algumas unidades falharem.
 
Pequenos rovers geralmente têm dificuldade nas encostas íngremes e no terreno acidentado nas entradas de poços lunares, porque suas rodas compactas limitam a tração e a capacidade de superar obstáculos. Rodas de diâmetro variável já foram propostas como solução, mas implementá-las em condições lunares tem sido difícil, pois o hardware precisa permanecer leve enquanto resiste à poeira abrasiva e ao vácuo, condições que favorecem a soldagem a frio entre peças metálicas.
 
Para resolver isso, a equipe liderada pelo Professor Dae-Young Lee, do Departamento de Engenharia Aeroespacial do KAIST, criou uma roda flexível que evita juntas mecânicas complexas. O design baseia-se nos princípios estruturais da ponte de Da Vinci e em padrões de origami, de modo que a roda se transforma por meio da deformação controlada de sua própria estrutura, em vez de mecanismos tradicionais de dobradiça.
 
A roda pode expandir de um diâmetro compacto de 230 milímetros para 500 milímetros, permitindo que um rover permaneça pequeno e baixo durante o transporte, mas aumente seu tamanho efetivo para escalar obstáculos maiores depois de implantado na Lua. A estrutura utiliza uma armação metálica elástica e tensionadores de tecido em vez de dobradiças convencionais, o que favorece uma operação confiável no vácuo e reduz o risco de soldagem a frio e falhas causadas pela fina poeira lunar.
 
Os pesquisadores testaram a roda em simulantes de solo lunar artificial, onde ela apresentou forte tração em encostas de material solto. Testes de queda indicaram que a estrutura poderia suportar cargas de impacto equivalentes a uma queda de 100 metros sob a gravidade lunar, demonstrando que a roda pode tolerar choques mecânicos severos durante as operações.
 
O projeto envolveu especialistas de vários institutos espaciais coreanos para examinar a viabilidade técnica para futuras missões. O professor Lee descreveu a roda como uma opção prática e confiável para atravessar terrenos lunares desafiadores e observou que essa tecnologia poderia apoiar a participação da Coreia em futuros esforços de exploração lunar, embora desafios em áreas como comunicação e energia ainda permaneçam.
 
Do ponto de vista científico, o Dr. Chae Kyung Sim, chefe do Grupo de Ciência Planetária do Korea Astronomy and Space Science Institute (KASI), descreveu os poços lunares como “patrimônios geológicos naturais” e destacou que o novo design de roda reduz as barreiras técnicas para alcançar esses alvos. Já o Dr. Jongtae Jang, pesquisador principal do Korea Aerospace Research Institute (KARI), explicou que a equipe otimizou e verificou a roda com modelos matemáticos térmicos para que ela possa suportar variações de temperatura de cerca de 300 graus na Lua.
 
 
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