Novo Modelo BRAMS do CPTEC/INPE Tem Desempenho Similar ao do Centro de Previsão do Tempo dos EUA

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota da postada ontem (23/01) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que o novo modelo BRAMS do CPTEC/INPE tem desempenho similar ao do Centro de Previsão do Tempo dos EUA.

Duda Falcão

Novo Modelo BRAMS do CPTEC/INPE
Tem Desempenho Similar ao do Centro
de Previsão do Tempo dos EUA

Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2014

Após um ano em operação, uma avaliação da versão 5.0 do modelo BRAMS do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), com resolução de 5 quilômetros para a América do Sul, mostra que seu desempenho é bastante superior à versão anterior, de 20 quilômetros de resolução, e se equipara ao do modelo Global Forecast System (GFS), do National Center for Environmental Prediction (NCEP), principal centro de previsão do tempo dos Estados Unidos.

Segundo Saulo Freitas, responsável pelo grupo de desenvolvimento do modelo, a avaliação realizada pela Divisão de Operações do CPTEC confirma ser este o melhor modelo operacional do instituto para a América do Sul.

O bom desempenho do modelo só foi possível graças à implantação do novo supercomputador Tupã no final de 2010, que permitiu avanços de resolução e, consequentemente, ajustes e melhorias em parametrizações físicas relacionadas, por exemplo, à convecção, interação com a superfície e turbulência. Também foi possível aperfeiçoar o esquema de transporte de vapor de água, nuvens, gases e aerossóis, já que o modelo BRAMS agrega funcionalidades que permitem também prever a qualidade do ar.

O avanço no desempenho também está relacionado a uma reformulação nos códigos do modelo, adaptados ao sistema de processamento escalar massivamente paralelo da nova máquina do INPE, trabalho desenvolvido pelo grupo de computação de alto desempenho do CPTEC. Segundo Saulo Freitas, “o expressivo ganho de desempenho computacional permitiu colocar o CPTEC/INPE no seleto grupo de centros operacionais capazes de executar modelos de altíssima resolução espacial em domínios da abrangência do continente sul-americano.”

Os gráficos abaixo mostram dois tipos diferentes de avaliação para as previsões feitas ao longo do ano de 2013, com até 3 dias e meio de antecedência. Na comparação dos dois índices de desempenho - correlação de anomalia da altura geopotencial em 500 hPa (à esquerda) e erro médio da altura geopotencial de 500 hPa (à direita) – é possível visualizar a evolução do modelo BRAMS em relação à sua versão anterior e a equiparação com o desempenho do modelo do principal centro de previsão dos Estados Unidos.

O novo modelo BRAMS também demonstrou avanços na sua capacidade de prever chuvas. O gráfico abaixo mostra a avaliação comparativa dos mesmos modelos para a previsão de chuva com até 36 horas de antecedência. Novamente, o desempenho da nova versão do BRAMS fica muito próximo ao modelo norte-americano GFS, chegando até mesmo a ser superior. A avaliação anual dos modelos de previsão de tempo do CPTEC/INPE pode ser obtida através do link avaliacaodemodelos.

Os produtos operacionais de previsão de tempo do modelo BRAMS podem ser acessados pelo link previsaonumerica=Brams5. Está previsto para maio deste ano o lançamento e a distribuição livre da versão 5.0 do BRAMS para a comunidade científica.

A: Índice de correlação de anomalia da altura geopotencial em 500 hPa
dos modelos GFS (preto), nova versão do BRAMS a 5km (verde) e
versão anterior do BRAMS a 20 km (laranja).
B: Raiz quadrada do erro médio quadrático da altura geopotencial
para os três modelos. O eixo horizontal representa as horas de integração.
No caso do modelo de BRAMS (5km), a previsão é de 3 dias e meio.
Índice de avaliação de precipitação (ETS).
Previsão gerada pelo novo modelo BRAMS.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentários

  1. Não tem como entender a mentes dos governantes brasileiros, como pode um país deste tamanho ,sendo o maior em área tropical, sujeito as severas variações do clima em pleno seculo 21 não ter um satélite meteorológico....

    Abraços

    ResponderExcluir
  2. É o que eu ia mesmo dizer.

    Com o recente fracasso do CBERS, o Brasil continua completamente dependente até mesmo nessa área tão básica...

    Que dirá em termos de satélites de comunicação de "alta segurança".

    Céus !!!

    ResponderExcluir

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