Monitoramento Integrado da Amazônia Com Radar Orbital é Tema de Seminário em Manaus

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (26/09) no site do Ministério da Defesa (MD) destacando que o monitoramento integrado da Amazônia com Radar Orbital é tema de seminário em Manaus (AM).

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Monitoramento Integrado da Amazônia
Com Radar Orbital é Tema de Seminário

Assessoria de Comunicação (Ascom)
Publicado: Terça, 14 de Agosto de 2018, 10h53
Ministério da Defesa
61 3312-4071
Publicado: Quarta, 26 de Setembro de 2018, 18h37

Fotos: Alexandre Manfrim/MD
Evento conta com a participação de pesquisadores,
civis e militares, professores e estudantes.

Manaus (AM), 26/09/2018 – Com o objetivo de divulgar os resultados do Projeto Amazônia SAR, a implantação do SipamSAR e discutir os dados provenientes da estação multissatelital, o Centro Gestor e Operacional de Proteção da Amazônia (CENSIPAM) realiza, em 26 e 27 de setembro, em Manaus, o 3º Seminário de Monitoramento Integrado com radar Orbital 2018. O evento conta com a participação de pesquisadores, civis e militares, de instituições do Brasil e do exterior, e representantes de instituições e empresas nacionais e internacionais que trabalham com dados de satélites de sensoriamento remoto que operam na faixa de micro-ondas (Radar). O seminário é desenvolvido por meio de palestras proferidas por especialistas brasileiros e oriundos de países como Estados Unidos, França, Alemanha, Finlândia, Suíça e Japão.

Cerimônia de abertura contou com as presenças
de autoridades civis e militares.
A expectativa do CENSIPAM é disseminar o uso de imagens de radar orbital no monitoramento florestal e ampliar a rede de pesquisadores, professores e estudantes de graduação e pós-graduação, em especial de palestrantes internacionais, consolidando resultados e experiências com uso da telemetria radar.

Diretor geral do Centro Gestor e Operacional de Proteção
da Amazônia (CENSIPAM), Rogério Guedes Soares.
A cerimônia de abertura contou com as presenças de autoridades civis e militares. Além do diretor-geral do Centro Gestor e Operacional de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), Rogério Guedes Soares, estavam presentes o comandante do 9º Distrito Naval, almirante Carlos Alberto Matias, o vice-chefe de Operações Conjuntas do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Eduardo Pereira, o presidente da Comissão de Coordenação de Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), brigadeiro Luiz Fernando de Aguiar, o diretor da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (ANTAQ), Adalberto Tokarski, o diretor geral do Serviço Florestal de Brasileiro (SFB), Raimundo Filho, o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Ricardo Magnus Ozório Galvão, o diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Alberto Gurgel Veras, o diretor de criação e manejo de Unidades de Conservação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ricardo Brochado Alves da Silva, o chefe de gabinete do Instituto de pesquisa da Amazônia (INPA), Sérgio Fonseca Guimarães, e convidados.

Na abertura do evento, o diretor-geral do CENSIPAM ressaltou que o seminário recebeu a inscrição de mais de 80 instituições nacionais e internacionais e conta com a presença de mais de 200 profissionais, pesquisadores, gestores e estudantes, militares e civis, interessados na aplicação da tecnologia radar. Enfatizou que o evento tem relevância não somente para o Sistema de Proteção da Amazônia, “mas para todos que aqui comparecem, emprestando seu conhecimento sobre o uso da tecnologia de micro-ondas por satélites – o radar orbital” disse.

Na palestra inaugural, o diretor de produtos do CENSIPAM, Péricles Cardin da Silva, apresentou o Projeto Amazônia SAR, elaborado pelo CENSIPAM em parceria com o INPE e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Renováveis (IBAMA). O sistema de detecção de desmatamento na Amazônia com uso de imagens de radar orbital permite observar a terra mesmo com a constante barreira de nuvens e tem foco no combate ao desmatamento ilegal, identificando ilícitos e enviando informações para o IBAMA montar operações de fiscalização, além de enviar informações ao INPE para compor os dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter).

Em seguida, o presidente da CCISE, brigadeiro Luiz Fernando de Aguiar, apresentou o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais do Ministério da Defesa (PESE) e ressaltou que o CENSIPAM, as Forças Armadas e Ministério da Defesa (MD) tem a verdadeira concepção da dualidade do programa e que um seminário como este se reveste de valor pela oportunidade de mostrar esta característica para um público tão qualificado. Acrescentou ainda que a assinatura do PESE pelo ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, e o comandante da Força Aérea Brasileira, brigadeiro Nivaldo Rossato, este ano, alavancou o programa, elevou a visibilidade e aumentou a possibilidade de parcerias.

Conheça o PESE (vídeo

O diretor de criação e manejo de Unidades de Conservação do (ICMBio, Ricardo Brochado Alves da Silva alertou que o instituto fiscaliza mais de 60 milhões de hectares e para isto a relação com o CENSIPAM é muito importante. “A única forma de proteger a Amazônia é em conjunto”, disse o representante do ICMBio.

O chefe de Gabinete do INPA, Sérgio Fonseca Guimarães, destacou que a parceria com o CENSIPAM é antiga e que possuem curso de doutorado em meio ambiente e 65 grupos de pesquisa desenvolvendo trabalho na área.

Ao longo dos dois dias do seminário, serão mais de 26 palestras sobre monitoramento ambiental, envolvendo pesquisadores, gestores e cientistas. A programação completa pode ser conferida neste link.


Fonte: Site Ministério da Defesa - http://www.defesa.gov.br/

Comentário: Bom leitor, curiosamente neste evento especifico um representante de nossa piada espacial, o Dr. Carlos Alberto Gurgel Veras, diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB) foi convidado para participar, diferentemente do que ocorreu no evento da GIL 2 /2018, este ocorrido bem recentemente no CLA sem representantes da AEB (veja aqui). Entretanto é inegável a perda de prestigio deste órgão também agora junto aos militares leitor, isto devido à desastrosa gestão do Sr. Braga Coelho, onde segundo dizem, um de seus maiores colaboradores e apoiadores é juntamente o Dr. Gurgel. Quanto a este satélite SAR a nossa esperança é de que o mesmo venha a ser desenvolvido no Brasil, se não integralmente, pelo menos uma parte do mesmo, e a parte que não, seja desenvolvida conjuntamente (provavelmente junto com a Telespazio italiana) com uma verdadeira transferência tecnológica, diferentemente de como ocorreu com o trambolho francês SGDC-1. 

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