terça-feira, 4 de agosto de 2015

França e Rússia Entram na Disputa por Base de Alcântara

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (04/06) no jornal o Estado de São Paulo e postada no site “Em.com.br” destacando que a França e a Rússia entraram na disputa pela Base de Alcântara.

Duda Falcão

NACIONAL

França e Rússia Entram na
Disputa por Base de Alcântara

Agência Estado
04/08/2015 - 08:49

Paris e Genebra, 04 - A França e a Rússia propuseram ao governo brasileiro parcerias para o lançamento de foguetes na Base de Alcântara, no Maranhão. O Brasil rompeu no mês passado um acordo com a Ucrânia, mas negou que tenha havido pressão russa para a quebra do contrato.

Moscou quer criar um complexo de lançamento de foguetes para substituir o acordo que existia entre Brasília e Kiev desde 2004. Fontes do alto escalão da diplomacia russa revelaram ao jornal "O Estado de S. Paulo" que a proposta é de que seja instalado no Brasil o lança-foguetes Angara.

Elaborado no Centro Khrunichev de Pesquisas Espaciais, o Angara é considerado parte fundamental do projeto espacial russo para a próxima década e foi construído para competir com o francês Ariane. O primeiro lançamento tripulado estaria previsto para o ano de 2021 da Base de Vostochny.

Para isso, os modelos Angara, nome tirado de um rio no leste da Sibéria, vão passar por uma ampla modificação, em uma renovação que custaria US$ 160 milhões. O objetivo russo é também o de fechar um acordo com o Brasil justamente para ter uma de suas bases em uma região perto da Linha do Equador. Isso reduziria de forma substancial os custos de lançamento para colocar satélites em órbita.

Airbus

Com o apoio do governo francês, a Airbus também quer construir lançadores de satélites em Alcântara. O projeto prevê um programa franco-brasileiro de pequeno porte, com fins não apenas militares, mas também comerciais.

A ideia da joint venture fora apresentada às autoridades brasileiras em 2009, mas até aqui o governo não demonstrava interesse. Em visita a Paris, em maio, o ministro da Defesa, Jaques Wagner, prometeu analisar a proposta.

Wagner teve reuniões com executivos do governo e de empresas de defesa como a Airbus, a Thales e a DNCS. No encontro com executivos da Airbus, o projeto de parceria na exploração de Alcântara foi então reapresentado e dessa vez foi bem visto pelo ministro da Defesa. A França já tem um foguete bem-sucedido, a série Ariane - hoje em versão 5 -, e uma base de lançamentos de satélites geoestacionários de grande porte, situada em Kourou, na Guiana Francesa.

Esse centro de lançamento seria, em tese, concorrente de Alcântara, mas a proposta da Airbus é de segmentar as duas bases. Kourou seria voltada aos satélites de grande porte, de entre 6 e 9,5 toneladas e com órbita a 36 mil km de altitude, e Alcântara aos de pequeno, para equipamentos de até 600 quilos e órbitas de 700 km de altitude.

Pela proposta, mais uma vez o governo brasileiro entraria com a estrutura, a Base de Alcântara, mas agora a tecnologia também seria desenvolvida no Brasil, pela Airbus em parceria com uma ou mais empresas brasileiras. Na reunião, foi aventado o nome da Embraer.


Fonte: Jornal O Estado de São Paulo via Site “Em.com.br” - 04/08/2015

Comentário: Bom leitor, essa notícia que já foi levantada algumas vezes aqui no Blog acredito que seja um bom tema de debates entre os nossos leitores. Em nossa opinião não existe atualmente nem seriedade, nem competência, e nem compromisso no governo (repito, ‘no governo’, ou seja, os eventuais negociadores de algo assim) para realizar qualquer acordo neste sentido, seja ele com a França, seja com a Rússia, ou com qualquer outro país, e mesmo que houvesse, da forma como a política é conduzida pelos ‘grupos políticos’ atuantes no Brasil, o risco do acordo ser abandonado posteriormente numa eventual e clara mudança de poder, não é só grande como bastante provável. Em outras palavras, enquanto o PEB não deixar de ser PROGRAMA DE GOVERNO e passar a ser PROGRAMA DE ESTADO, não há a menor possibilidade de qualquer acordo como este ser exitoso. O Brasil deveria sim agregar todos os seus esforços na concretização da parte baixa do VLS-1 e no projeto do VLM-1, estes sim eram os projetos que esses energúmenos deveriam ter apoiado e não o fizeram. No entanto, isto não significa que acordos espaciais de ‘desenvolvimento conjunto’, repito de ‘desenvolvimento conjunto’ na área de foguetes não devam ser estabelecidos se possível for, mas somente em áreas especificas de tecnologias associadas onde o Brasil ainda não domina (como propulsão líquida, hipersônica de ar aspirado, hibrida, iônica, nuclear e criogênica se for o caso, e em tecnologias de controle de atitude), e não num projeto de foguete completo, extremamente caro e que certamente não daria em nada.  Entretanto, como disse no inicio do meu comentário, mesmo em acordos pontuais como esses, sabidamente mais baratos, não existe seriedade, nem competência, e nem compromisso no governo que nos dê a garantia do sucesso dos mesmos. E como exemplo de que um acordo mais extenso nessa área teria grandes chances de não dá em nada, há não ser em um outro rombo do erário público,  temos o exemplo do tóxico Cyclone-4 (felizmente um fiasco)  bem como o próprio projeto do VLM-1, sabidamente um veículo bem pequeno e simples, com o conhecimento tecnológico necessário  já disponível no páis, mas sem qualquer ação efetiva do governo da “Ogra” em torná-lo um produto real da tecnologia brasileira e que encontra-se praticamente parado, há não ser pelas promessas fantasiosas de lançá-lo em 2018 feitas pelo incompetente e conivente presidente de nossa Agência Espacial de Brinquedo (AEB), o Sr. Braga Coelho. Aproveitamos para agradecer ao leitor Rodrigo Ribeiro Remedio pelo envio desta matéria.

8 comentários:

  1. tanto a França , quanto a Rússia com essa proposta só querem atrasar mais ainda o PEB , graças a UCRÂNIA o PEB já perdeu US$ 5OO.OOO.OOO,oo e 12 Anos sem fazer nada de Progresso , desde 2003 , o Brasil ficou no ESPAÇO ALIENADO , e se depender da FRANÇA principalmente , aí que o Brasil pode se dizer que jogou a Pá de Cal no PEB, a Rússia também tem Foguete Ativo em KOUROU , Guiana Francesa. se depender dos EUA, Rússia , França , o Brasil vai Voltar a Idade da Pedra Lascada .

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  2. se o Governo Investisse com afinco no PEB com Seriedade e Determinação , o PEB não precisaria de França, Rússia , EUA , China e nem Ucrânia, o Governo Brasileiro precisa Acreditar nos nossos Técnicos e no PEB , se esse País ainda fosse Governado pelos Militares até hoje , nosso PEB já estaria em Estágio Avançado , o Brasil não consegue ser Democrático , uma Ditadura seria Ideal forma de Governar o Brasil.

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  3. pessoal , vamos Analisar essa Proposta da Boazinha FRANÇA ----> " a proposta da Airbus é de segmentar as duas bases. Kourou seria voltada aos satélites de grande porte, de entre 6 e 9,5 toneladas e com órbita a 36 mil km de altitude, e Alcântara aos de pequeno, para equipamentos de até 600 quilos e órbitas de 700 km de altitude. "

    essa proposta da França , é uma forma de atrasar o PEB , o nosso VLS já tem alcance de 700 KM de altitude, e o VLS Beta e Gama já tem nos seus prospectos essa capacidade de 600 Kilos , então o que a FRANÇA deseja dar o Brasil , o PEB já tem , a FRANÇA não dará nada ao BRASIL, a FRANÇA é concorrente de Alcântara , vamos abrir os Olhos se quisermos um dia ter Foguetes de grande porte para Lançar Satélites Nacional em Foguetes Nacionais, o Brasil pode fazer o mesmo que a China vez e faz hoje em dia, a china é Independente do seu Programa Espacial , por quê o Brasil não faz o mesmo ? _______________________

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    1. O quê?
      Sabotagem?
      Ainda tem gente que acredita nisto?
      Se fôssemos competentes nem de sabotagens seríamos vítimas!
      Somos vítimas de nós mesmos!
      Acordem!

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  4. Para quem nao sabe a ArianeSpace tem um foguete chamado de Vega que tem exatamente essa característica descrita na notícia, ou seja, essa história de construção de um novo foguete é só para prejudicar mais o Brasil e nao deixarem os russos terem um centro de lançamento privilegiado.

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  5. a proposta da Airbus é de segmentar as duas bases, a de Kourou e a de Alcântara , essa Proposta não Positiva para o Brasil , mesmo com a proposta de , mais uma vez o governo brasileiro entraria com a estrutura, a Base de Alcântara, mas agora a tecnologia também seria desenvolvida no Brasil, pela Airbus em parceria com uma ou mais empresas brasileiras. Na reunião, foi aventado o nome da Embraer.

    isso não é Bom para o Desenvolvimento do PEB , não acrescenta nada a mais que o PEB já tem , como disse antes, o Brasil não precisa de nenhum país Concorrente , o Brasil tem Capacidade para Desenvolver seus projetos , só precisa do Apoio do Governo , assim como a China conseguiu Apoio do seu Governo e Venceu !.

    Anônimo I

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  6. Não se trada de lançar um foguete, se trata de saber fazer um, o governo ainda não entendeu a necessidade do Brasil.

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  7. Rodrigo Godoy , o VLS tem quantos por cento de tecnologia Nacional , ele existe e é fabricado aqui no Brasil , mas nunca teve Sucesso.

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