quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Estudantes dos BRICS Desenvolvem Parceria Tecnológica

Olá leitor!

Segue abaixo uma pequena entrevista concedida ao site Sputnik News por uma estudante brasileira do “Instituto de Aviação de Moscou (MAI)” que está envolvida no desenvolvimento de um Microsatélite do projeto “BRICS MAI”, projeto este que foi criado pelos estudantes deste instituto moscovita oriundos dos países dos BRICS. A entrevista foi realizada durante a realização do Salão Aeroespacial Internacional MAKS 2015, onde este projeto de microsatélite está sendo apresentado.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

MAKS 2015: Estudantes dos BRICS
Desenvolvem Parceria Tecnológica (Exclusiva)

Projeto reúne alunos de todos os países dos BRICS 
ue estudam em universidade russa.

Sputnik News
27/08/2015 - 13:29

© REUTERS/ Maxim Shemetov

Fernanda Ribeiro Silva, representante brasileira do projeto BRICS MAI, concedeu uma entrevista à Sputnik em que falou sobre o seu projeto apresentado no Salão Aeroespacial Internacional MAKS 2015.

O projeto BRICS MAI foi criado pelos estudantes do Instituto de Aviação de Moscou (MAI) oriundos dos países BRICS.

Em abril de 2015, a Rússia assumiu a presidência rotativa do grupo BRICS, composto também pelo Brasil, Índia, China e África do Sul. Em julho, a cidade russa de Ufá sediou a cúpula de chefes de Estado e ministros do grupo. E no ano passado, em Moscou e São Petersburgo, uma série de encontros de universidades e acadêmicos definiu um plano de ação da cooperação científica e acadêmica dentro dos BRICS.

Sputnik: O que é o BRICS MAI?  Se trata de um projeto internacional?

Fernanda Ribeiro Silva: O BRICS MAI surgiu de uma iniciativa estudantil mas vem recebendo o apoio muito grande da faculdade, principalmente do NIRS, Setor de Recurso de Pesquisas Científicas. O nosso projeto conta com representantes de todos os países que formam o grupo BRICS. O nosso objetivo é não só desenvolver projetos para praticar o que a gente aprende na teoria no MAI, mas também pretende ensinar crianças de escolas do ensino fundamental e do ensino médio.

S: O que você apresenta no MAKS 2015?

FRS: Estou apresentando um projeto de microssatélite, e a nossa equipa do BRICS MAI está apresentando um objeto voador sem piloto totalmente de carbono. O projeto em que eu estou envolvida, o microssatélite, pode ser usado para diversos fins. Por exemplo, poderia detectar onde ocorria o incêndio, podemos evacuar as pessoas que estão em risco o que será útil na Rússia, como também em outros países. No Brasil a gente tem a Amazônia, floresta muito grande que deve ser preservada. E através do microssatélite a gente poderia fazer uma sondagem do que está acontecendo no monitoramento de 24 horas.

Além disso, podemos utilizar o microssatélite no controle de aviões sem piloto e todos os tipos de conexão.

S: Para quando podemos esperar a participação brasileira no MAKS o outros eventos organizados pela Rússia?

FRS: Empresas brasileiras ainda não são presentadas no MAKS, senão o projeto estudantil.

Quanto à parceria Brasil-Rússia, prevejo muito o desenvolvimento dos vários projetos nem só no âmbito estudantil. Com a situação política e econômica dos dois países é muito favorável, porque o BRICS é uma alternativa para os países em desenvolvimento que pode ter muito sucesso.

S: Do seu ponto de vista, há perspectivas de projeto conjunto russo-brasileiro ou dos BRICS na sua área?

FRS: Existem várias perspectivas. Por exemplo, o nosso microssatélite será lançado no final deste ano.

Por enquanto, ainda não há outros projetos. Mas estamos ainda desenvolvendo. O BRICS MAI está escrevendo cartas que a gente vai enviar para as embaixadas e para o setor da política juvenil aqui na Rússia. Por enquanto, a gente está buscando apoio. Mas a atenção às relações Brasil-Rússia e a todos os países BRICS se desenvolverá muito mais.


Fonte: Site Sputniknews - http://br.sputniknews.com/

Comentário: Interessante notícia que já havíamos abordado sem estes detalhes em nota anterior (veja aqui) e mostra que pelo que tudo indica o envolvimento dos russos nas atividades espaciais brasileiras deverá realmente aumentar nos próximos anos. Se isto ocorrerá de forma positiva ou negativa dependerá dos caminhos futuros adotados por esses energúmenos. Vale lembrar que o MAI já tem um histórico com o ITA desde meados dos anos 90 do século passado quando o instituto brasileiro manteve um convenio de formação com este instituto moscovita. Aproveitamos para agradecer ao leitor Jahyr Jesus Brito pelo envio desta notícia.

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