quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Brasil Envia Nanossatélite Para a Estação Espacial Internacional

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada hoje (10/08) no site “Sputniknews” tendo como destaque o lançamento do Nanosatélite SERPENS-1 dia 16/08.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Brasil Envia Nanossatélite Para a
Estação Espacial Internacional

Sputnik News
10/08/2015 - 14:35
Atualizado as 15:00

© Divulgação/AEB

No domingo, 16, será levado para a Estação Espacial Internacional um nanossatélite brasileiro, o SERPENS, a ser colocado em órbita em fins de setembro e início de outubro. O engenheiro Gabriel Figueiró, um dos responsáveis pelo projeto, falou com exclusividade para a Sputnik Brasil sobre as funções desse cubesat.

O SERPENS – a sigla de Sistema Espacial para a Realização de Pesquisas e Experimentos com Nanossatélites – é um projeto da Agência Espacial Brasileira para nos próximos anos lançar os chamados cubesats com a finalidade principal de incrementar a educação espacial no país.

Esse primeiro satélite SERPENS será lançado em duas etapas. No dia 16, a bordo de uma nave cargueira, partirá do Centro Espacial de Tanegashima, no Japão, em direção à Estação Espacial Internacional. No final de setembro ou início de outubro, sairá do interior da EEI e será posto em órbita. 

Segundo o engenheiro mecatrônico Gabriel Figueiró, um nanossatélite mede, basicamente, a partir de 10cm x 10cm x 10cm, pesando cerca de 1kg. Esse primeiro SERPENS é um cubesat de 10cm x 10cm x 30cm e peso de quase 3kg. 

“Atualmente, a miniaturização dos componentes possibilita essa tecnologia dos nanossatélites, em formato tão compacto”, diz Figueiró. “Isso aumenta o leque do que os nanossatélites podem fazer. No caso do SERPENS, ele poderia levar até mais experimentos do que carrega, mas o que será feito em órbita é um experimento para coleta e retransmissão de mensagens, muito parecido com o que o Brasil já tem para coleta de dados ambientais.” 

O engenheiro da Agência Espacial Brasileira explica o funcionamento do SERPENS: “Ele recebe os dados, arquiva a bordo e retransmite para as universidades que ele sobrevoa, e o pessoal das universidades pode baixar os dados para estudo.”

Gabriel Figueiró informa ainda que o projeto foi criado pela AEB – Agência Espacial Brasileira com o objetivo principal de fomentar as atividades em torno das missões espaciais para os cursos de Engenharia Aeroespacial que foram recentemente criados nas universidades federais. Por exemplo, nesta primeira missão, estão diretamente envolvidas as Universidades Federais de Minas Gerais (UFMG), de Brasília (UnB), de Santa Catarina (UFSC), Fluminense (UFF) e do ABC (UFABC).

“O IFF – Instituto Federal Fluminense está construindo uma rede de estações de recepção em terra. Essas estações ficarão nas universidades e serão utilizadas para operar os nanossatélites”, diz Figueiró.

O especialista considera que uma das ações mais importantes do projeto é colocar os alunos que estão nas universidades brasileiras estudando Engenharia Aeroespacial e desenvolvem suas primeiras missões agora para trabalhar com equipes estrangeiras que já têm certa experiência na área. “O intercâmbio com seus colegas de universidades do exterior possibilitará uma grande absorção de tecnologia”, diz Figueiró.

“A Universidade de Vigo, na Espanha, foi o parceiro mais importante, porque parte do satélite brasileiro foi baseada na arquitetura de um satélite de lá”, afirma o engenheiro da AEB. “Na Universidade de Roma, na Itália, tivemos alguns cursos sobre como operar partes dos satélites. E, dos Estados Unidos, universidades enviaram professores que fizeram workshops no Brasil, na AEB, e compartilharam com nossos estudantes a vasta experiência que têm.” 

Gabriel Figueiró esclarece, finalmente, que o projeto é uma iniciativa da Agência Espacial Brasileira, “mas cada uma das missões está nas mãos das universidades. Esse primeiro satélite teve a coordenação da UnB – Universidade de Brasília, e as próximas missões serão coordenadas pelas outras universidades participantes”.


Fonte: Site Sputniknews - http://br.sputniknews.com/

Comentário: Bom ta aí a notícia (com o esperado enchimento de linguiça) dada por um site de credibilidade antes mesmo do nosso pequeno artigo postado aqui no Blog na madrugada de hoje. É como eu disse leitor, as coisas não foram azuis assim como tenta passar o jovem Eng. Mecatrônico Gabriel Figueiró, mas o que vale aqui é que o satélite ficou pronto e que vai ser lançado em breve. Vamos torcer pelo seu sucesso. Vale dizer também leitor que se aprende mais com os erros do que com acertos, e talvez a citada mudança de coordenação para o próximo projeto do Programa SERPENS venha ser realmente positiva, já que a coordenação do projeto pela UnB foi um desastre devido a falta de preparo da pesquisadora responsável. Enfim... AVANTE SERPENS-1.

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