sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

De MG, Amadores Vigiam Sozinhos Asteroides Que Podem Atingir a Terra

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada dia (03/01) no site do jornal “Folha de São Paulo” e postado no site “Guia da Cidade” destacando que astrônomos mineiros amadores vigiam sozinhos asteroides que podem atingir a Terra.

Duda Falcão

GUIA NOTÍCIAS

De MG, Amadores Vigiam Sozinhos
Asteroides Que Podem Atingir a Terra

Salvador Nogueira
Jornal Fola de São Paulo
03/01/2015

Tirando dinheiro do próprio bolso, um grupo de astrônomos amadores de Minas Gerais está ajudando a proteger a Terra de asteroides potencialmente perigosos.

Há um ano, Cristóvão Jacques, João Ribeiro e Eduardo Pimentel inauguraram o SONEAR (sigla inglesa para Observatório Austral para Pesquisa de Asteroides Próximos à Terra). Instalado em Oliveira (MG), pequena cidade a 150 km de Belo Horizonte, ele tem sido a única linha de defesa contra bólidos celestes visíveis s no hemisfério Sul.


A essa altura, o observatório já descobriu 11 asteroides cujas órbitas se aproximam da Terra – em dois casos perigosamente até, embora sem risco imediato de colisão.

Além disso, foram descobertos outros 10 asteroides localizados no cinturão entre as órbitas de Marte e Júpiter. Isso sem falar nos dois primeiros cometas descobertos no Brasil, por brasileiros, com telescópio nacional.

Jacques, físico que atua na construção civil e pratica a astronomia de forma amadora (ou seja, sem ser pago para isso), lidera a iniciativa.

Ao lembrar a primeira descoberta, em janeiro de 2014, mostra reportagem da Folha um e-mail de congratulações enviado pelo coordenador do setor responsável pelo controle de asteroides na IAU (União Astronômica Internacional). "Vocês têm o céu do sul todo para vocês."

Explica-se: praticamente todos os esforços sistemáticos de busca por esses objetos estão no hemisfério Norte.

Do lado de cá do equador, a única potencial concorrência ao SONEAR, o observatório de Siding Spring, na Austrália, interrompeu suas buscas.

A infraestrutura do SONEAR começou com um telescópio de 450 mm de diâmetro, fabricado sob encomenda no Brasil. A ele se somou um segundo equipamento, menor, fabricado pela empresa americana CELESTRON. Os amigos já gastaram mais de R$ 100 mil.

"O João [Ribeiro] financiou a construção, e eu financiei os equipamentos", diz Jacques. "A grana do nosso bolso."

Operados remotamente, eles perscrutam o céu tirando fotos sucessivas de determinadas regiões, em busca de pontos de luz em movimento. Um software analisa as imagens e separa potenciais descobertas, já descartando objetos previamente catalogados, com órbitas conhecidas.

Nem tudo que o computador separa é um novo achado, contudo. Após a triagem automática, o trio precisa passar pelas imagens pessoalmente e fazer uma análise para confirmar que não se trata de um alarme falso.

O passo seguinte é reportar a possível descoberta à IAU, para que outros astrônomos possam apontar seus telescópios para lá e confirmá-la. Só então o asteroide ou cometa entra na lista oficial.

Um aspecto curioso disso é que muitos asteroides são descobertos e depois perdidos, por falta de acompanhamento. Além dos novos objetos, o SONEAR já encontrou dois asteroides "perdidos".

O sucesso anima os astrônomos amadores, mas eles garantem que esse é só o começo. "Ainda há muita coisa por fazer", diz João Ribeiro.


Fonte: Jornal Folha de São Paulo via Portal Guia da Cidade  - http://www.oguiadacidade.com.br/

Comentário: Pois é leitor essa galera mineira é uma prova de que quando se faz as coisas com ‘COMPRONISSO’ resultados são alcançados. E note leitor que essa é uma iniciativa privada (pessoal de poucos) com poucos recursos, sem apoio do governo, mas com total dedicação e ‘COMPROMISSO’ de todos os participantes. O Blog BRAZILIAN SPACE parabeniza os realizadores do Observatório SONEAR e os reconhece como “GENTE QUE FAZ”.

Um comentário:

  1. " EXEMPLO A SER SEGUIDO POR TODOS OS VERDADEIROS PESQUISADORES AMADORES"

    Que atitude coletiva exemplar, desfiadora, onerosa, para quem ama de coração, á pratica das pesquisas astronômicas amadoras. São poucos atrevidos, bandeirantes e desbravadores, num Brasil que está a beira do CAOS político ENCUBADO. Por um momento de reflexão, viajei além do horizonte, onde algum dia, num futuro próximo, estarei construindo também , meu LAB. científico, para poder realizar nossos testes estáticos e lançamentos dos nossos FOGUETES educativos, experimentais e espaciais. Creio que sejam os desejos da maioria dos cientistas amadores que praticam está fantástica atividade.
    Por outro lado, contrariando as nossas expectativas e tantas lutas, existe o contraste nebuloso, revesso, células cancerígenas, indivíduos corruptos, agentes nocivos ao progresso, nefastos, em fim os PETRA LHAS do MAL,que larapeiam nossas divisas. Se bem aplicadas! em prol da atividade científica, as coisas seriam bem mais diferentes para o grupo SONAER e tantos outros semelhantes.
    Superando todas as expectativas e objetivos já alcançados por este maravilhoso grupo formado por entusiastas fantásticos: Prof. Cristovão Jacques; Eduardo Pimentel e João Ribeiro. Sendo sem dúvida alguma, um marco para astronomia brasileira, norteados para futuras gerações, contribuindo para os avanços qualitativos do monitoramento das possíveis ameaças que permeiam a periferia do nosso planeta, o grupo CEFAB mais uma vez, nesta oportunidade, manifesta os nossos sinceros votos de mais conquistas e descobertas importantes, nas noitadas de observações".

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