quinta-feira, 16 de abril de 2015

UFSM Assina Convênio com Agência Espacial Federal da Rússia

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada dia (14/04) pelo site do “A RAZÂO” da cidade gaúcha de Santa Maria, destacando que a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) assinou Convênio com a Agência Espacial Federal da Rússia.

Duda Falcão

GERAL

UFSM Assina Convênio com
Agência Espacial Federal da Rússia

Santa Maria terá uma base formada por conjunto de
antenas que irão rastrear os satélites russos Glonass

Por Fabricio Minussi
14/04/2015 - 11:40


Foi assinado na tarde de ontem, no Rio de Janeiro, um convênio entre a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Agência Espacial Federal Russa, que prevê a instalação, na cidade, de um conjunto de antenas que formarão uma base de rastreamento do sistema de satélites russos Glonass. Trata-se de um equipamento de navegação por satélite que vem sendo desenvolvido pela Rússia desde 1976 e hoje já conta com 24 satélites em órbita, responsáveis pelo o fornecimento de dados de posicionamento (GPS).

O convênio foi assinado pelo reitor da UFSM, Paulo Burmann, com representantes da agência russa, por ocasião do primeiro dia da Feira Internacional de Segurança Pública e Corporativa (LAAD Security), que acontece no Rio de Janeiro até o próximo dia 17. Durante a assinatura do convênio, também estiveram presentes o prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer, e o secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Fábio Branco.

“Trata-se de um convênio que tem a participação do Centro de Ciências Rurais (CCS). Ainda não temos as cifras bem fechadas sobre o investimento que será feito. Isso será definido ao longo do processo. Mas é um importante passo nessa cooperação entre o Brasil e a Rússia”, disse o reitor Burmann. O sistema a ser implementado em Santa Maria fornecerá dados de comunicação para 26 países.

O prefeito Cezar Schirmer também salientou a importância da parceria firmada pela UFSM com a Agência Espacial Russa. “Estamos num cenário de prospecção e para acompanhar a assinatura desse convênio que se soma a outras iniciativas na área de ciência, Tecnologia e Defesa.”, disse Schirmer. O prefeito tem boas lembranças da Feira Internacional de Segurança Pública e Corporativa. Em 2011, ao chegar nas dependências do RioCentro, Schirmer encontrou o estande da KMW, anunciando Santa Maria como cidade de sua nova sede.

PROGRAMA MAIS CARO APÓS A GUERRA FRIA

Com o fim da União Soviética e da Guerra Fria, o projeto Glonass ficou praticamente abandonado, porém durante os últimos anos, sob o governo de Vladimir Putin, a restauração do sistema foi feita com grande prioridade, sendo o Glonass hoje o programa mais caro financiado pela Agência Espacial Federal Russa, chegando a custar cerca de um terço de seu orçamento em 2010.

NANOSSATÉLITE FOI LANÇADO DE BASE RUSSA

No dia 19 de junho de 2014, às 16h11min (horário de Brasilia), a UFSM protagonizou um fato histórico: foi lançado o primeiro nanossatélite brasileiro a entrar em órbita. Da base localizada na cidade de Yasny, na Rússia, o foguete Dnepr levou para o espaço 37 nanossatélites, entre eles o NanoSatC-BR1, desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O NanoSatC-BR1, ou Nanossatélite Científico Brasileiro 1, partiu com missões científicas e tecnológicas.

O dispositivo, que tem o formato de um cubo de 10 centímetros de aresta e no qual estão inseridas placas de circuitos eletrônicos, testa a resistência à radiação desses componentes eletrônicos e coleta dados para pesquisas científicas, principalmente sobre distúrbios na magnetosfera (o campo magnético do planeta). O Reitor Paulo Burmann destacou também, à época, que o sucesso no lançamento do nanossatélite é um argumento a mais para que se crie um polo aeroespacial em Santa Maria.


Fonte: Site do Jornal A RAZÃO - 14/04/2015 - http://www.arazao.com.br/

Comentário: Pois é, os russos continuam ampliando seus braços pelo país a fora. Eles estão errados? É claro que não. Errados estamos nós, que em pleno Século 21 ainda estarmos brincando de fazer Programa Espacial, e pior, ou seja, de construir uma nação. Aproveitamos para agradecer publicamente ao leitor Fabrício Tavares pelo envio desta notícia.

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