Noite dos OVNIS: Caso Completa 30 Anos Sem Ter Mistério Desvendado
Olá leitor!
Segue abaixo uma matéria postada hoje (19/05) no site “G1”
do globo.com, destacando a “Noite dos OVNIS” ocorrida há 30 anos nos céus do
Brasil e até hoje um mistério a ser desvendado.
Duda Falcão
VALE DO PARAÍBA E REGIÃO
Noite dos OVNIS: Caso Completa
30 Anos Sem Ter Mistério Desvendado
Ouça áudio entre piloto e controlador quando avistam
objetos no céu em 86.
Controlador de voo, Sérgio Mota, fala pela primeira vez sobre episódio.
Poliana Casemiro
Do G1 Vale do Paraíba e Região
19/05/2016 - 06h35
Atualizado em 19/05/2016 - 08h37
Trinta anos depois, a ‘Noite dos OVNIS’ se mantém como um
dos maiores mistérios ufológicos do Brasil. No dia 19 de maio de 1986, vinte e
um pontos luminosos foram vistos no céu de São
José dos Campos (SP). Cinco caças da Força Aérea Brasileira (FAB)
foram enviados para 'combater' os alvos, que segundo relatos documentados
oficialmente pelo governo, mudavam de localização em alta velocidade. O G1 conversou
com os envolvidos no episódio - o controlador de voo falou pela 1ª vez
publicamente sobre o assunto.
Naquela noite, o controlador de voo Sérgio Mota da Silva
avistou os pontos luminosos no céu. Eles foram detectados pelo radar da torre
de comando do aeroporto de São José. Quando Silva percebeu o primeiro ponto,
acionou o piloto Alcir Pereira da Silva, que passava pela rota dos objetos em
viagem com o então presidente da Embraer, Ozires Silva.
(Foto: Reprodução/TV Vanguarda)
Jornal da época trazia observação como manchete.
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Alcir pilotava um Xingu, em viagem de Brasília para São
José dos Campos. No áudio da conversa daquela noite, divulgado 28 anos mais
tarde, Alcir avisa que se aproximaria do “alvo”, mas ao chegar ele muda de
localização em alta velocidade. (veja declaração da Aeronáutica na
época e ouça acima o áudio original do piloto com a torre )
Depois da primeira tentativa de alcançar os objetos, a
Força Aérea mobilizou cinco aeronaves oficiais da frota de defesa para
perseguirem as luzes. Foram cerca de 4 horas de 'perseguição'.
Apesar da repercussão do assunto na época, com
declarações da Aeronáutica e capas de jornais, os documentos e áudio que
traziam detalhes do episódio conhecido como 'Noite dos OVNIS' foram
considerados confidenciais pelo governo por quase três décadas e a investigação
foi inconclusiva.
O único registro fotográfico do evento, de um
fotojornalista de São José dos Campos, foi confiscado pela NASA - esse material
nunca foi recuperado. “À época um cientista que se dizia da NASA foi ao jornal
recolher o negativo desse material para análise. Era o único registro que
tínhamos do que aconteceu naquela noite. Eles nunca devolveram esse material ou
apresentaram um parecer sobre o que a análise das imagens”, contou o fotógrafo
Adenir Brito.
Apesar de não ter os filmes originais das fotos, ele
guarda o registro do que foi publicado em preto e branco na edição do jornal do
dia 20 de maio de 1986. (veja abaixo)
(Foto: Arquivo pessoal/Adenir Britto)
Fotos publicadas no Jornal Valeparaibano em 1986.
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Envolvidos
Três décadas após a noite emblemática, o G1 reuniu
relatos dos três personagens centrais desta história.
O evento marcou a carreira do controlador de voo Sérgio
Mota, hoje com 59 anos. À época ele recebeu ordem de seu comando para que não
tocasse no assunto com colegas ou desse entrevistas. Hoje, desligado da FAB,
ele comenta pela primeira vez o evento e o descreve como surpreendente.
Ele contou que na época a chefia passou aos subordinados
que os pontos avistados eram de uma guerra eletrônica - mas ele contesta.
“Nesses eventos, possíveis inimigos usam aparelhos para confundirem o radar,
colocando pontos de luz. Eles se confundem com aviões e bagunçam o controle do
espaço aéreo. Apesar da explicação, esses pontos não poderiam ser vistos por
olhos humanos, diferente do que aconteceu naquele dia” explicou.
(Foto: Arquivo
Pessoal/Sérgio Mota)
Sérgio Mota na torre de controle em São José.
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A vivência, no
entanto, não foi o bastante para que ele acreditasse em 'vida além da Terra'.
“Eu não sei o que houve aquele dia. A rapidez, o número de pontos, não sei
dizer o que foi aquilo.
Outra peça
importante no quebra-cabeça do mistério é Ozires Silva, que também é cético
quanto à presença de extraterrestres naquela noite, mas guarda incertezas sobre
o que aconteceu. "Claro que pode haver vida fora da Terra. Mas que nós
possamos nos comunicar com eles e eles se comunicarem conosco me parece muito
pouco viável. As distâncias no espaço sideral são de tal ordem que é muito
difícil haver comunicações entre planetas, mesmo do Sistema Solar.",
disse.
Apesar de não
constar nos relatórios oficiais, Ozires conta que dividiu a tarefa de pilotar a
aeronave naquela noite com Alcir Pereira. Para Alcir, aquele 19 de março também
é uma incógnita. “Eu fui piloto por muitos anos e nunca tinha visto algo como
aquilo. Era ágil demais, impossível que houvesse um humano dentro dela. Eu não
sei se era disco, mas era um brilho muito forte”, relembrou.
Mistério
Para o consultor
da revista UFO, Renato Mota, o aparecimento foi o maior contato de vida
inteligente fora da Terra com humanos. “São 130 milhões de estrelas. Achar que
só a Terra é habitada é egoísmo. Hoje a questão não é mais se existe vida fora
da Terra, já sabemos. A questão agora é quando eles vão se apresentar”,
defendeu.
“Hoje a questão
não é mais se existe
vida fora da
terra, já sabemos. A questão
agora é quando
eles vão se apresentar.
Renato Mota,
consultor da revista UFO”
Segundo Mota, as
respostas apresentadas pelos órgãos oficiais sobre a 'Noite dos Ovnis' são
suposições. “Não podia ser estrela porque estrelas não podem ser captadas por
radares; guerras de luz não podem ser vistas pelos olhos humanos. Não há nada
que responda isso a não ser que foi um contato. Para mim esse é um mistério
resolvido, eram naves de civilizações avançadas”, definiu.
Para o
astrofísico da Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP), Oli Luiz Vors Júnior,
não há comprovação científica que afirme que há vida fora da Terra e que a
explicação para a noite de 19 de maio foi a passagem de um cometa.
“Quando entra na
atmosfera, [o cometa] esquenta e emite luz. Isso explica os pontos brilhantes e
a detecção pelo radar, já que tem massa. O número pode ser explicado pelos
meteoros que acabam acompanhando o cometa”, explicou.
Confidencial
À época do fato,
o então Ministro da Aeronáutica, brigadeiro Octávio Júlio Moreira Lima, disse
em entrevista coletiva com os pilotos que o fato seria apurado pelo órgão. O
resultado foi um dossiê mantido sob sigilo desde 1986 e divulgado apenas em
2014.
(Foto: Arquivo
Nacional)
Documentos confidenciais divulgados pela FAB.
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Na oitivas, os
pilotos confirmam que viram pontos de luz no céu, que mudavam de cor e se
movimentavam em alta velocidade. O dossiê com título “Possível Aparecimento de
OVNI em São José dos Campos e Anápolis” concluiu que “os fenômenos eram sólidos
e refletem de certa forma inteligências, pela capacidade de acompanhar e manter
distância dos observadores”.
Os relatórios
fazem hoje parte do acervo do Arquivo Nacional, sendo o segundo material mais
acessado do acervo, atrás apenas dos relatórios da ditadura militar. Pela
busca, todos os arquivos foram digitalizados e em 2014 o acesso tornou-se
possível pelo site.
Inconclusivo
O G1 procurou
o Comando da Aeronáutica para saber, 30 anos depois, sobre as respostas para a
'Noite dos OVNIS'.
O órgão explicou
por meio de nota que “não dispõe de estrutura e de profissionais especializados
para realizar investigações científicas ou emitir parecer a respeito desse tipo
de fenômeno aéreo”. Informou ainda que toda vez que algum objeto voador não-identificado
é visto, é elaborado um relatório em registro público.
Fonte: Site “G1” do globo.com – 19/05/2016
Comentário: Pois é, esse é um dos mais famosos casos de
Ufologia ocorrido no Brasil e precisa ser investigado com seriedade. Talvez a
solução seria a própria FAB deixar o preconceito de lado e criar um órgão
oficial especializado neste assunto, como já existe na Força Aérea Chilena.
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