quinta-feira, 17 de maio de 2018

FAB Investe no Desenvolvimento da Área Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo um importante artigo postado na edição de Abril da Revista NOTAER que esclarece em parte entre outras coisas aquela história do lançador VLX. Vale a pena conferir com bastante atenção.

Duda Falcão

ESPAÇO

FAB Investe no Desenvolvimento
da Área Espacial

Novos passos têm Contribuído para fomentar os projetos espaciais,
não só na Força Aérea, mas também em toda a esfera governamental

Por Ten. Jor Gabrielli Dalla Vechia
Revista NOTAER
Abril de 2018

O mês de março começou com novidades na área espacial: em Brasília (DF), aconteceu a primeira reunião do Comitê para o Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro – novo ambiente de debate interministerial que reúne os primeiros atores envolvidos no fomento das atividades espaciais nacionais.

São nove grupos de trabalho, cada um deles voltado a encontrar soluções para áreas críticas, como: governança, questões fundiárias, desenvolvimento de veículo lançador e recomposição do quadro de pessoal técnico.

Mas a criação do comitê - orientação do próprio Presidente da Republica após visita ao Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) – não é um passo isolado de incentivo na área espacial, já que o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE) também esta sendo atualizado. Segundo o Vice-Presidente da Comissão de Coordenação e implantação dos Sistemas Espaciais (CCI-SE), Brigadeiro do Ar José Vagner Vital, um novo documento, que está em vias de ser publicado possui dois anexos inéditos: um trata do desenvolvimento de lançadores e outro da utilização dos centros de lançamento.

No primeiro deles, serão detalhados quais são os lançadores de interesse da Defesa do país – no caso, aqueles que atingem a órbita baixa, entre 700 e 1000Km. No documento estão previstos o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), o Áquila I e o Áquila II, que se diferenciam entre sí pelo peso que carregam e pela altitude a que chegam.

Já no segundo anexo, será disponibilizada a oportunidade para empresas utilizarem os serviços de CLA. “Hoje temos uma equipe forte de engenheiros para fazer quatro lançamentos teste por ano. Apenas a título de comparação, há varias empresas surgindo no mundo que realizam lançamentos com cargas equivalentes às que estamos querendo lançar. Uma empresa já manifestou a vontade de fazer cem lançamentos em um ano”, explica o Brigadeiro Vital.


Fonte: Site da Revista do NOTAER da FAB – Abril 2018 - Pag. 06

Comentário: Pois é leitor, esse pequeno artigo da Revista NOTAER trás a tona informações importantes sobre os planos desta Comissão para o PEB, informações estas que destaco em amarelo, mas que em nossa modesta opinião infelizmente beira nada mais, nada menos, o Reino da Fantasia. Entretanto caro leitor, desconfio que o tal Áquila I seria na verdade o antigo VLS Alfa, e o Áquila II o VLS Beta, nomeados apenas de forma diferente.

8 comentários:

  1. Se fecharem um acordo esse ano para o uso do CLA, é melhor ja irem fazendo a infraestrutura para receber isso, e não apenas na base e sim todo o conjunto, portos, estradas, aeroportos, etc...

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  2. alguém aqui saberia detalhar a configuração desses novos Foguetes , o Áquila I e o Áquila II ?

    quantos estágios teriam cada um e quais seriam os motores dos dois Foguetes ?

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  3. Esses "exageros poéticos" acabam por desmerecer o bom trabalho feito pelas equipes técnicas e levam ao descrédito qualquer proposta séria.

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  4. Não acredito que sejam os veículos VLS-Alfa e Beta. Primeiro, porque o Alfa seria montado sobre a base do VLS-1, e este foi descontinuado em detrimento do VLM. Já o VLS-Beta necessita de um desenvolvimento de um novo motor sólido de cerca de 40 toneladas, o que parece estar fora do alcance no momento.
    Na minha opinião, nossos futuros lançadores serão desenvolvidos com base nos propulsores S50 do VLM, com estágio superior L75 ou L5.

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  5. Acredito que sejam puramente propostas para outras versões do VLM, talvez um com o último estágio de combustível liquido e uma outra variação com três propulsores S50 no primeiro estágio... Isso é o mais básico do básico e em se tratando do PEB, qualquer coisa além disso seria apenas propostas exageradas que pra crer só sendo muito ufanista mesmo.

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  6. O problema para tudo isso são esses políticos que são mercenários e não estão nem aí para o desenvolvimento espacial do país! Não confio em nenhum deles! Se os militares não derem uma prensa no presidente para liberar verba esse será mais um "plano" que irá por água a baixo. Já disse de outra vez: nosso VLS é funcional, disseram na época que o que falhou foram os ignitores que eram importados e aí já viram, só veio merda! Tínhamos que desenvolver apenas os ignitores e o foguete estava pronto. Quem assiste o vídeo do segundo lançamento vê claramente que o foguete comporta-se perfeitamente seguindo a rota estabelecida. há algo podre no ar...

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  7. é Paulo , o VLS-1 é agora História, temos que nos focar em VS-43 , VS-50 , VLM-1 e nos possíveis Áquila I e Áquila II , nesses 5 novos Foguetes que são projetos e que VLM-1 está programado para estrear em Novembro de 2019, e quem sabe se os VS-43 e/ou o VS-50 possam ser lançados ainda em 2018 ou mesmo em 2019, então vamos ficar na fé que funcione todos esses projetos.

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    1. O Problema é que em qualquer projeto sério, há um planejamento sólido com um cronograma fixo a se cumprir e divulgação de resultados para comprovar o seguimento desse... Não há nada disso por aqui, divulga-se um projeto com um cronograma, se espera por um teste na data "x", o teste não ocorre e ninguém divulga um novo cronograma, mais tarde anuncia-se que aquele projeto morreu e divulgam um novo projeto.

      Ficamos limitados apenas a torcer, porque a única coisa que podemos fazer é perguntar sobre o projeto de desenvolver um "Lançador de Satélites", e a resposta é sempre a mesma: "Estamos fazendo progressos". Ora, como podemos dar apoio ao PEB se nem temos noção do atual estágio de desenvolvimento dos projetos atuais?

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