segunda-feira, 22 de junho de 2015

Blog Entrevista Dr. Waldemar Castro, Ex-gerente do Projeto SIA

Olá leitor

Dando sequencia a nossa série de entrevistas com personalidades de nossas atividades espaciais, trago agora para você uma importante e esclarecedora entrevista com um dos mais importantes pesquisadores da área de controle de veículos espaciais que já surgiu neste país.

Trata-se do Dr. Waldemar Castro Leite Filho, pesquisar de reconhecimento nacional e internacional e servidor aposentado recentemente pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), onde atuava como gerente do Projeto SIA (Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial) um dos mais importantes projetos do Setor Espacial e de Defesa do Brasil.

Nesta sua segunda entrevista ao Blog BRAZILIAN SPACE (a primeira após a sua aposentadoria) o Dr. Waldemar responde com sapiência, propriedade e objetividade todas as perguntas enviadas pelo blog, expondo a sua opinião sobre a atual situação do PEB, apontando soluções e abordando assuntos polêmicos, inclusive sobre matérias recentes saídas na mídia. Vale a pena dar uma conferida.

Desde já o Blog BRAZILIAN SPACE agradece ao Dr. Waldemar Castro Leite Filho pela atenção dispensada desejando-lhe sucesso na continuidade de sua trajetória profissional, quiçá continuando a ajudar ao nosso combalido e abandonado Programa Espacial.

Duda Falcão

Dr. Waldemar Castro Leite Filho
BRAZILIAN SPACE: Dr. Waldemar para aqueles leitores que ainda não o conhecem nos fale um pouco sobre o senhor, sua idade, formação, onde nasceu e sua trajetória profissional?

DR. WALDEMAR CASTRO LEITE FILHO: Meu nome é Waldemar de Castro Leite Filho, sou carioca e acabei de completar 60 anos de idade.  Sou formado Engenheiro Eletrônico pelo Instituto Militar de Engenharia em 1978.  Toda minha vida profissional trabalhei com foguetes.  Fiz mestrado, doutorado e pós-doutorado em controle de veículos espaciais. 

Trabalhei 6 anos e meio no CTEx primeiramente com a nacionalização do míssil antiaéreo Roland e posteriormente no Projeto ATTMM (aquisição em tecnologia e teledireção de mísseis).  Em 1985 transferi-me para o IAE (que na época chama-se Instituto de Atividades Espaciais) de onde me aposentei recentemente ao completar 30 anos de atividades profissionais.  Nesse período trabalhei diretamente no projeto de controle do SONDA-IV, coordenei o  projeto do complexo de controle do VLS1 (projetando 4 dos 6 algoritmos do complexo), fui  gerente do Projeto SIA por 7 anos e tive participação no projeto do SHEFEX-II.

Maiores detalhes podem ser vistos em http://lattes.cnpq.br/9265789745298467

BRAZILIAN SPACE: Dr. Waldemar, o senhor foi durante muito tempo o gerente de um dos mais importantes projetos do setor espacial e de defesa do Brasil, ou seja, o Projeto SIA (Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial). Fale-nos um pouco sobre como surgiu este projeto Dr. Waldemar, quais eram os objetivos do mesmo e também sobre o seu atual estagio de desenvolvimento?

DR. WALDEMAR LEITE: As discussões que culminaram com o Projeto SIA começaram no segundo semestre de 2003, quando o governo fez um levantamento de quais áreas seriam estratégicas para o país - a necessidade de domínio da tecnologia de sistemas inerciais surgiu como uma dessas áreas.  Após diversas discussões de como poderia ser o financiamento e como seria conduzido, o Projeto SIA começou efetivamente no segundo semestre de 2005 com um financiamento garantido pela FINEP de aproximadamente 43 milhões de Reais.

O SIA é um projeto muito complexo do ponto de vista de gestão pois envolve 4 ICTs de dois ministérios diferentes (MCTI e MD/COMAER) com perfis e objetivos diversos.  Ficou assim definidas as responsabilidades: ao IEAv desenvolver a tecnologia de sensores a fibra ótica; ao ITA a formação de recursos humanos (podendo outras instituições de ensino participarem); ao IAE a preparação de uma infraestrutura que permitisse  o desenvolvimento de uma central inercial que atendesse ao PEB (e que também pudesse ser utilizada por outras ICTs e empresas interessadas na área) e, finalmente o INPE  com o desenvolvimento de uma malha de simulação completa para controle de satélites.

O Projeto SIA está para terminar e considero que cumpriu seus objetivos:  a malha de simulação para controle de satélites (LABSIA) foi implementada e inaugurada pelo  ministro Raupp (MCTI); a infraestrutura para desenvolvimento de sensores e sistemas inerciais foi concluída (LINCS) e inaugurada pelo ministro Mercadante (MCTI); a formação de recursos humanos foi proficuamente gerada com o apoio a 22 teses de mestrado e 07 teses de doutorado e o treinamento de mais de 40 bolsistas, além da participação em mais de 10 congressos para apresentação de trabalhos; a tecnologia de sensores a fibra ótica ficou consolidada com a produção de 3 tipos de GFO (girômetro a fibra ótica) atendendo aos requisitos do PEB e, finalmente, a plataforma inercial para uso no VLS chamada SISNAV foi desenvolvida, restando sua qualificação em voo.

As condições de desenvolvimento da tecnologia em sistemas inerciais foi criada.  Sua continuidade, porém depende de projetos estruturantes do governo que criem demanda para essa tecnologia.  Explicando com um exemplo real:  caso o SISNAV já estivesse qualificado, qual empresa se interessaria em produzi-lo se a única possível utilidade prevista atualmente é o VLM para 2018 ?  Em 2018 todos os que participaram desse projeto já terão se aposentado ou redirecionado suas carreiras. Não há como manter um staff altamente qualificado sem demanda. Assim, corre-se o risco real de se perder toda a tecnologia desenvolvida pelo SIA.

BRAZILIAN SPACE: Dr. Waldemar, recentemente um artigo polêmico do jornalista Roberto Lopes da Revista Forças e Defesa, postada em nosso Blog (veja aqui), onde inclusive o seu nome foi citado de forma errônea, disse que o possível fim do projeto do VLS-1 ameaçava o plano da FAB de testar a plataforma inercial MARINS, projeto este desenvolvido pelo senhor e pela sua equipe do Projeto SIA. O que o senhor teria a dizer sobre este artigo?

DR. WALDEMAR LEITE: Não conheço o jornalista Roberto Lopes, mas me parece que ele teve acesso a informações imprecisas e, então, ligou os pontos do jeito que achou melhor.  MARINS é a sigla de um protótipo de um demonstrador de conceitos para um sistema inercial para mísseis.  Se fosse para ser qualificada (e está longe disso) em voo seria em um míssil de curto alcance e não no VLS1.  O que precisa ser qualificada em voo (podendo ser no VLS1) é a plataforma SISNAV.  Sobre esse aspecto o alerta dado pelo Roberto Lopes faz sentido pois é necessário o lançamento de um foguete com características adequadas para qualificação do SISNAV.  Poderia até mesmo ser em um míssil balístico, mas tal não existe no Brasil. 

A continuidade de lançamentos de vários tipos foguetes  é imprescindível para o teste das mais diversas tecnologias relativas à área espacial, não apenas microgravidade.

BRAZILIAN SPACE: Dr. Waldemar, outro projeto que o senhor esteve gerenciando durante a sua passagem pelo Projeto SIA foi o desenvolvimento do SISNAV (Sistema de Navegação do VLS-1), sistema este que deveria ter sido testado em voo durante o lançamento do tão aguardado VLS-1 VSISNAV da “Operação Santa Bárbara II”. O Blog e os nossos leitores gostaríamos de saber se o protótipo de voo desse sistema chegou realmente a ficar pronto para esta missão, e caso não tenha, qual o motivo?

DR. WALDEMAR LEITE: O protótipo SISNAV existe.  Entretanto sua qualificação passa por uma série de ensaios parciais.  O último desses testes é o voo em veículo compatível com as suas características.   Deixei o gerenciamento do SIA informalmente em setembro de 2014, então não saberia dizer exatamente a situação atual dos testes.  O que posso dizer é que todos os subsistemas estavam em condições de serem integrados:  computador de bordo, algoritmos, sensores e berço de montagem.

BRAZILIAN SPACE: Dr. Waldemar, recentemente em audiência pública na Câmara dos Deputados, o vice-diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Brig. Wander Almodóvar Golfetto, afirmou que o Programa do VLS-1 pode não ser completado por falta de verba, recursos humanos qualificados e por dificuldades tecnológicas (veja aqui). Qual é a sua visão e opinião sobre toda esta situação?

DR. WALDEMAR LEITE: Acho estranho é que haja surpresa na declaração dele.  O Brig. Wander não falou nada além do que já vinha sendo comunicado à AEB, ao MD e ao MCTI há muito tempo.  É claro que em uma audiência desse tipo a tendência é transmitir a informação da maneira mais simples possível.  Acontece que toda vez que se simplifica um assunto complexo comete-se imprecisões.

Durante muito tempo um discurso simplista menciona que o problema é falta de verba e de recursos humanos.  Isso é uma perigosa meia verdade.  Vou dar um exemplo prático: se hoje (por um milagre) o governo liberasse 1 bilhão de reais para o PEB, sabe o que aconteceria ? Nada de avanço. Esse recurso seria  praticamente 100% devolvido aos cofres públicos no final do ano !!!   Poucos sabem como funciona o uso dos recursos públicos - eles devem ser gastos dentro do ano fiscal.  Acontece que os contratos seguem um rito processual que exige muitos meses.  As empresas podem questionar o procedimento judicialmente estendendo por anos um simples contrato.  Temos o caso da construção da torre do VLS que ficou parada por anos devido a brigas judiciais.  Assim quando se fala de recursos financeiros, o maior problema está na execução orçamentária e não no valor do orçamento simplesmente.

Também em relação aos recursos humanos - observe-se que o Brig. Wander foi cuidadoso ao mencionar que faltam recursos humanos qualificados.  Se considerado o número total de funcionários, esse número seria suficiente para o que se necessita.  O problema é que tipo de RH se dispõe.  Há um percentual inaceitável (no meu modo de ver) de pessoas deslocadas de suas funções.  Muitas dezenas de funcionários de formação técnica exercendo cargos administrativos ou fora de suas áreas de formação.  Além disso, devido ao enorme número de medidas protecionistas do RJU, muitos funcionários se recusam a executar suas funções ou o fazem segundo suas próprias diretrizes e não segundo os interesses institucionais.   A solução para isso é obvia: demissão dos mesmos e contratação de pessoal qualificado e comprometido.  Mas isso não é possível com a legislação vigente.

Uma solução para ambos os problemas é colocar todo o recurso financeiro em fundações sérias e competentes.  Nelas os recursos não precisam ser devolvidos a cada fim de ano fiscal e ainda é possível contratar RH celetista.   Estranhamente essa possibilidade não é bem vista em setores do governo.

Outra possibilidade seria colocar a infraestrutura existente na mão da iniciativa privada sob comodato ou convênio equivalente. Na Alemanha isso é feito com sucesso.

BRAZILIAN SPACE: Dr. Waldemar, mais recentemente durante “69ª Reunião Ordinária do Conselho Superior da Agência Espacial Brasileira (AEB)”, o presidente deste órgão divulgou que o primeiro voo do Veículo Lançador de Microssatélites - 1 (VLM-1) está previsto para ocorrer em Novembro de 2018 (veja aqui). O que o senhor teria a dizer em relação a esta previsão do presidente José Raimundo Braga Coelho?

DR. WALDEMAR LEITE: Considerando o tempo que se levou para fazer o VLS em condições muito inferiores (do ponto de vista técnico)  às que temos agora, julgo que Novembro de 2018 uma data possível, até mesmo sem a ajuda do DLR.  O problema é para que isso seja viável os problemas mencionados na resposta anterior teriam que ser resolvidos.  Se nada for feito sobre isso, trata-se de um discurso vazio. 

Partindo do pressuposto que um Presidente da AEB conheça os problemas do PEB e não toma as providências necessárias, intui-se que ele não tenha a força política necessária para fazê-lo, só lhe restando um papel figurativo.

BRAZILIAN SPACE: Dr. Waldemar, como um profissional reconhecido nacionalmente e internacionalmente e especialista da área, qual é a sua visão sobre o tal acordo assinado com a Ucrânia que gerou a empresa bi-nacional Alcântara Cyclone Space (ACS)?

DR. WALDEMAR LEITE: O acordo prevê que o Brasil não terá acesso a nenhuma tecnologia Ucraniana para lançadores - portanto não deveria ter sido assinado.  O acordo, em outros termos, poderia ter grande valor para o Brasil caso tivéssemos acesso à tecnologia de lançadores ucraniana.  É claro que a hidrazina é uma assunto que deveria estar em pauta na discussão do acordo mas sem transferência de tecnologia, mesmo que fosse uma tecnologia limpa de propulsão, esse acordo não deveria ser assinado.

BRAZILIAN SPACE: Dr. Waldemar, recentemente por sua sugestão e estimulado que fui pelo impactante artigo sobre a situação do PEB escrito pelo Eng. João Luiz Dallamuta (veja aqui), o Blog BRAZILIAN SPACE lançou recentemente a ideia da realização de um Fórum de Debates sobre toda esta situação (veja aqui). Qual é a sua opinião sobre esta ideia?

DR. WALDEMAR LEITE: O Fórum teria como principal benefício a união e a mobilização daqueles que querem contribuir com o PEB.  Também mostraria às autoridades que há gente competente querendo participar e querendo que algo seja feito.

Em consonância a outra resposta que já dei, não se trata de mais uma reunião para levantar os problemas do PEB.  Isso já foi feito diversas vezes em épocas diferentes e existem documentos relatando as conclusões. O problema é que ficam apenas no papel.  O que se  precisa é de ação.

Além dos problemas que já mencionei, há uma questão esquisita de gestão do PEB.  A AEB não tem gerência sobre o IAE e o INPE.  A AEB está ligada ao MCTI e o IAE ao MD.   O próprio INPE responde diretamente ao ministro do MCTI e não a AEB.  O que é então a AEB ?  Uma agência de fomento ? O que ela administra afinal ?  Veja que isso é um problema estrutural, não é culpa de seu presidente...  Repito, esses problemas já são conhecidos faz tempo. Parafraseando o famoso Dadá Maravilha: "não me venham com problemática eu quero a solucionática".

BRAZILIAN SPACE: Dr. Waldemar é sabido que o senhor acabou de deixar por aposentadoria a gerencia do Projeto SIA e consequentemente o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Quais são os seus planos? O senhor pensa ainda em trabalhar nesta área? Estaria disposto em colaborar com alguma equipe séria no Brasil ou no exterior que precise de um profissional com as suas qualificações e experiência? Caso sim, como os interessados devem proceder para contatá-lo? 

DR. WALDEMAR LEITE: Continuo com minhas aulas na pós-graduação do INPE (onde sou professor colaborador há 25 anos)  e a orientação de teses.

Pretendo continuar sim em atividade profissional como consultor www.castroleite.com.br  Tenho discutido alguns trabalhos com empresas da área de defesa.  Também estou discutindo com algumas instituições estrangeiras a possibilidade de participar de projetos de sistema de controle de veículos espaciais.

É claro que estaria interessado em contribuir com qualquer projeto nacional sério.

BRAZILIAN SPACE: Finalizando Dr. Waldemar, o senhor gostaria de acrescentar algo mais para os nossos leitores?

DR. WALDEMAR LEITE: Urge alguma atitude séria em prol do PEB.  O tempo é um grande inimigo, quanto mais retardarmos uma ação construtiva mais difícil será retomar o rumo.  Não adianta fazer reuniões para analisar os problemas pois eles já são bem conhecidos - vejam o texto da AAB sobre isso.  O que é preciso é ação! Redefinição do papel da AEB e seus players e imediata implementação.  Legislação adequada à pesquisa. Planejamento estratégico com recursos financeiros garantidos (hoje não se sabe quanto um projeto terá no ano seguinte - e depois queixa-se da gestão do mesmo).   Precisamos principalmente de líderes.  Não estou me referindo a chefes ou gestores, estou falando de maestros!  Aqueles que conhecem a  "música" que vão tocar bem como os instrumentos que a compõem e comandam os seus operadores (músicos) a tocar o tom certo no instante certo.  Já os tivemos e foi assim que fizemos o SONDAIV e o VLS.  Só assim teremos VLMs e outros mais...

10 comentários:

  1. Entrevista mais do que elucidativa. Parabéns Duda. Praticamente tudo o que já pensávamos foi dito pelo Dr. Waldemar Leite. Esse tipo de entrevista deveria chegar ao ministério da defesa e da ciência e tecnologia.

    abç,
    Felipe Dias

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    1. Olá Felipe!

      E chega, mas não faz a menor diferença. Pode ter certeza que a esta hora eles já leram e releram esta entrevista. Tudo que o Dr. Waldemar disse eles já sabem há muitos anos, mas não irão fazer nada, pois esta é a cartilha do desgoverno desta debiloide e da classe política como um todo.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    2. Olá Duda,

      É triste saber disso. Pelo que eu entendi na entrevista, quem tinha que fazer pressão para mudar não faz né. Os envolvidos no PEB, parece que ninguém quer mudar. Triste isso.

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  2. Bom....há todos! Caro amigo Duda, estou muito sentido, o meu comentário abaixo: " APERTEM O CINTO! OS RESPONSÁVEIS ESTÃO SUMINDO", deveria ser postado, nesta excelente matéria, como o Dr. Waldemar Leite.

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    1. Caro Presidente Cássio!

      Infelizmente quando um comentário é postado no Blog em uma determinada nota, não há como mudar para outra nota, entende? Em outras palavras, eu não tenho este controle. Entretanto, se for do seu desejo, copie o seu cometário e ponha aqui na entrevista do Dr. Waldemar que eu publicarei e apagarei o comentário da nota em questão.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    2. " APERTEM O CINTO! OS RESPONSÁVEIS ESTÃO SUMINDO”

      Muitas pessoas de boas intenções do meio científico, estão mordendo a língua depois de terem acreditado fielmente, que superariam positivamente as expectativas em apostar, na gestão de alguns dirigentes atuais. Pesquisadores que não morriam de amores, pelos conceituados cidadãos, corpos físicos das cadeiras principais , hoje tem saudades da atuação que os bons exemplos do passado, gerenciaram de corpo e alma, as causa do PEB, sendo eles figuras de fieis verdadeiros escudeiros, que enfrentavam com todo labor, sem hesitar , os causadores irresponsáveis.
      Saudades dos exemplos de responsabilidade com que se encaravam questões graves e ameaçadoras.
      Debaixo das intempéries, fosse qual fosse a crise do " NÃO", esboçadas nos cortes de verbas, buscavam a todo custo resultados positivos , com afinco e determinação. Eles nunca se omitiam, nem muito menos, se furtaram de suas responsabilidades. No mínimo davam explicações, sem rodeios. Hoje!!! Mais que isso, todos nós somos ignorados. " HÁ DIRIGENTES ARGUINDO REALMENTE COM O EXECUTIVO, PARA EXPOR A FATÍDICA PREVISÃO NEGATIVA, QUE PODE CAUSAR SEQUELAS IRREPARÁVEIS NO FUTURO?".
      Onde estão os homens testemunhos vivenciados , quando o PEB clama SOCORRO!!!!!! E as tais respostas imediatas e, soluções emergentes para o problema ?
      A comunidade quer ouvir dos dirigentes. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come! Lamentavelmente, todo as cifras necessárias para o nosso progresso, estão sendo engolidos pela corrupção exacerbada dos não patriotas.
      Olha pessoal! Não é de um só pessoa qualquer que se comenta. É de conceituados elementos potenciais, dirigentes ausentes de seus GRITOS DE INDEPENDÊNCIAS, em prol de uma corrida espacial sul-americana, que em certos momentos, analisando tais situações, não querem ou não devam se expor a abnegação de suas posição. Acredito que lá no fundo de suas consciências, o dever lhes chama para falar mais alto em prol do futuro da nossa nação.
      Nenhuma administração tão desapercebida , é caracterizada como a nossa. Andando á passos de astronautas na Lua , que representa, 1/6 de sua gravidade.
      O livre acesso em realizar nossos sonhos como testemunhar os lançamentos do: VLS, VLM...e tantos outros projetos, é um direito constitucional de liberdade em acreditar, que nós somos capazes, e seremos uma futura potência espacial. Está é a grande preocupação do TIO SAM. Por isso é que eles estão nos marcando de perto, como sagueiros de futebol, a exemplo, monitorando nossas atividades em São José dos Campos, só burro que não percebe! Tamanha inocência de alguns brasileiros.
      Evidentemente que alguém tem que pagar por essa mórbida infraestrutura e a fórmula mais comum é a sociedade não esclarecida, regradas a: feriados, cervejas, novelas, futebol e realityshows. O americano em geral, querem que o mar peguem fogo, para comer peixe frito.
      O estado e seus dirigente encarregados, bem o mal, tem que responder pelas suas atitudes, em não gerir progressos significativos, em uma área estratégica e tão necessária.
      Ou ter a coragem de confessar, que não dá conta do recado. Expondo os verdadeiros motivos procedentes, que o fazem andar como “SACI-PERERÊ”.

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  3. O DR. WALDEMAR LEITE é uma pessoa que realmente ama o Brasil e o PEB, eu agradeço por poder esclarecer tudo isso para nós, e a ideia do Fórum é muito interessante Duda, não deixe essa ideia morrer ok, abraços.

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    1. Olá Rodrigo!

      Infelizmente não depende só de minha pessoa caro amigo colaborador, depende também da comunidade espacial se mexer e não ficar vendo a banda passar. O refrão da música de Geraldo Vândré (Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores) hino para muitos no final da década de 60 dizia: "Vem vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer". Enfim...

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  4. Sempre falei aqui que não adianta certas pessoas e instituições reclamarem dos supostos "poucos recursos" destinados ao PEB porque os responsáveis não gastavam toda a verba e sempre devolviam dinheiro no final do ano. Falei a mesma coisa também quando o governo diminuiu o volume de recursos para o PEB, afinal se todo ano devolvem dinheiro então faz sentido diminuir o recurso destinado. Foi preciso o Dr. Waldemar falar a mesma coisa para acreditarem em mim?

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    1. Amigo, leia melhor o artigo. Em nenhum momento o Dr. Waldemar disse que o PEB necessita de menor recurso. O que ele falou foi que a burocracia sobre contratações excede o tempo do ano fiscal, tendo que infelizmente devolver o valor que não pôde ser contratado justamente pelo tempo necessário para a dinâmica contratual ou processos judiciais movidos por empresas, o que acaba por emperrar os projetos. Como bem cita o Dr. Waldemar, "... o maior problema está na execução orçamentária e não no valor do orçamento simplesmente."

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