NanoMIRAX: Primeiro Nanosatélite Científico Brasileiro Dedicado à Àrea Astronomica Entra na Fase Final de Integração no INPE

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O Nanosatélite NanoMIRAX (Cubesat 2U), também denominado de CRON-1, em desenvolvimento para pesquisas em astronomia e astrofísica, está na fase final de integração no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O projeto é resultado de uma parceria científico-tecnológica entre o INPE e a startup brasileira CRON Sistemas e Tecnologias, com financiamento da FAPESP.

A informação foi confirmada ao BS, no dia 2 de novembro, pelo Dr. Octavio Santos Cupertino Durão. Segundo ele, o projeto enfrentou desafios técnicos relacionados à interferência eletromagnética nos detectores, exigindo a blindagem de algumas placas eletrônicas.

Foto: INPE
Foto do Modelo de Vôo do NanoMIRAX, antes da montagem dos painéis solares. Da para ver bem o payload que é uma câmera de detetores de raios X e gama com a borda branca de teflon. Na placa de topo está a janela e a antena GPS (o receptor está no outro U na placa de controle de atitude.

"É uma carga útil muito sofisticada e, sendo um desenvolvimento novo, inovação, sempre há surpresas na hora de montar, integrar e testar funcionalmente. Isto é normal em P&D. Isto causou atrasos", explicou Dr. Durão.

O NanoMIRAX tem como objetivo detectar e mapear raios X e raios gama no espaço. A Engenharia do INPE também está conduzindo os procedimentos de coordenação de frequência junto à Anatel. O lançamento poderá ocorrer por meio de um foguete chinês, mas ainda não há definição.

A expectativa é que, nos próximos meses, o satélite avance para os testes ambientais e de vibração no Laboratório de Integração e Testes (LIT), do INPE.

Fonte: INPE
Um teste funcional de validação, com o Modelo de Voo ao fundo recebendo raios X de uma fonte que não aparece. Quando ela emite um valor acima de um limite de interesse o payload registra (e armazena na memória do OBC para envio na passagem). O pico no monitor comprova a recepção. O payload, atrás da câmera, tem 3 placas eletrônicas, para interface, digitalização e processamento.

Embora seus contratos com a missão já tenham sido encerrados, a CRON continua oferecendo apoio técnico gratuito e informal ao instituto. Segundo Dr. Durão, a empresa mantém essa colaboração porque deseja contribuir para o sucesso do projeto.

O NanoMIRAX será a primeira plataforma da CRON a chegar ao espaço. A segunda deverá ser a do Nanosatélite NASCERR, também já apresentado pelo BS. As plataformas, nos formatos 2U e 1U, respectivamente, foram projetadas para atender principalmente universidades e instituições de pesquisa interessadas em realizar experimentos tecnológicos e científicos em órbita.

Brazilian Space

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