BIZU Space Une Tecnologia Brasileira e Alemã Para Desenvolver Motores e Ampliar Capacidade de Foguetes

Caros compatriotas amantes das atividade espaciais!

Pois então, compatriotas, no dia de ontem, 01/11, o portal Revista Sociedade Militar, uma das peça de apoio do nefasto sistema que impera no país, noticiou que a startup brasileira BIZU Space teria realizado, em outubro passado, com sucesso, um teste de propulsão de um motor-foguete — informação esta que vale destacar, ainda não confirmada oficialmente pela empresa.

Além disso, segundo o portal, teria sido formalizada uma parceria com a empresa alemã EOS, esta realmente já confirmada e anunciada recentemente pelo BS (reveja aqui), com o objetivo segundo a matéria do portal, de dobrar, de 40 para 80 kg, a capacidade de lançamento de satélites. Fiquem atentos, pois discutiremos essa notica na próxima edição da nossa coluna Espaço Semanal.

Aproveitamos também para agradecer publicamente ao nosso jovem amigo Raul Carlos pelo envio da dessa materia.

Foto: Divulgação / EOS – BIZU Space.
Motor de foguete da BIZU Space durante teste de propulsão realizado em outubro de 2026. Empresa brasileira firmou parceria com a alemã EOS para desenvolver tecnologias de fabricação de componentes aeroespaciais.

De acordo com a matéria do portal, um motor de foguete brasileiro foi colocado à prova em outubro, enquanto uma empresa de São José dos Campos anunciava uma parceria com a Alemanha para avançar no desenvolvimento de tecnologias espaciais. O objetivo é ambicioso: dobrar de 40 para 80 quilos a capacidade de um foguete nacional colocar pequenos satélites em órbita, ampliando a autonomia do Brasil no acesso ao espaço.

A protagonista é a BIZU Space, empresa brasileira especializada em propulsão de foguetes que participa do desenvolvimento do Microlançador Brasileiro (MLBR).

Além dos testes, a companhia firmou um acordo com a fabricante alemã EOS para aprimorar a produção de componentes de motores por meio de impressão 3D metálica.

A iniciativa reúne tecnologia nacional, cooperação internacional e financiamento público em uma área estratégica para o futuro da indústria aeroespacial brasileira.

Brasil Testa Motor de Foguete e Firma Parceria Tecnológica Com a Alemanha

A novidade foi anunciada em 29 de outubro de 2026, quando a EOS confirmou oficialmente sua colaboração com a BIZU Space.

O comunicado apresentou também uma imagem de um teste de acionamento do sistema de propulsão brasileiro realizado em outubro, mostrando o avanço das atividades experimentais da empresa.

Segundo o comunicado oficial da EOS, engenheiros brasileiros receberão treinamento especializado e suporte técnico para desenvolver componentes aeroespaciais utilizando fabricação aditiva.

Entre as aplicações previstas estão câmaras de combustão e turbobombas, peças fundamentais para o funcionamento de determinados motores de foguetes.

A impressão 3D metálica permite fabricar estruturas complexas, incluindo canais internos que seriam difíceis de produzir por métodos convencionais.

Essa tecnologia pode simplificar processos industriais e contribuir para o desenvolvimento de sistemas de propulsão mais eficientes.

O acordo, entretanto, não significa que a Alemanha esteja fornecendo motores prontos ao Brasil. A colaboração envolve principalmente capacitação técnica e conhecimento de engenharia para futuras aplicações.

Propulsão Líquida Pode Dobrar de 40 para 80 kg a Capacidade do Foguete Brasileiro

Ilustração do Microlançador Brasileiro (MLBR), projeto que busca ampliar de 40 para 80 kg a capacidade de colocar pequenos satélites em órbita com tecnologia de propulsão líquida.

A tecnologia desenvolvida pela BIZU Space está ligada a um desafio maior: permitir que o Brasil coloque pequenos satélites em órbita utilizando lançadores nacionais.

O Microlançador Brasileiro, com aproximadamente 12 metros de comprimento, foi concebido inicialmente para transportar cargas orbitais de cerca de 40 quilos.

A empresa trabalha em um terceiro estágio equipado com motor de propulsão líquida, que poderá elevar essa capacidade para aproximadamente 80 quilos.

O diferencial está no controle do funcionamento do motor.

Ao contrário de motores sólidos convencionais, que continuam queimando após a ignição, determinados sistemas líquidos permitem controlar o empuxo e realizar desligamentos ou novos acionamentos durante o voo.

Essa característica oferece maior flexibilidade para executar manobras e ajustar a trajetória antes da liberação de um satélite.

A BIZU Space desenvolve o motor ARION, que utiliza peróxido de hidrogênio e querosene como propelentes e foi projetado para aplicações em estágios superiores de foguetes.

Embora os ensaios representem avanços importantes, a capacidade de transportar 80 quilos ainda é uma meta de desenvolvimento, não um resultado comprovado em lançamento orbital.

FINEP Investe R$ 25 Milhões em Tecnologia de Foguetes Desenvolvida no Brasil

O projeto conta com recursos públicos destinados ao desenvolvimento tecnológico nacional.

A Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) formalizou um financiamento de R$ 25 milhões para a BIZU Space desenvolver um estágio de propulsão líquida e tecnologias associadas, incluindo uma turbobomba.

O investimento faz parte dos esforços para ampliar as capacidades da indústria brasileira em setores considerados estratégicos.

Dominar sistemas de propulsão é um passo importante porque esses equipamentos estão entre os componentes mais complexos de um veículo lançador.

Além disso, a experiência adquirida pode abrir caminho para aplicações em foguetes de maior capacidade e outros sistemas espaciais.

O desafio, porém, não termina nos testes de motores.

Será necessário concluir etapas de integração, qualificação e validação em voo antes que o Brasil possa utilizar essas soluções em lançamentos orbitais comerciais.

O MLBR chegou a ter seu primeiro voo projetado para 2027, mas o cronograma passou por reavaliações. Ainda não há confirmação de quando a configuração com capacidade de 80 quilos estará pronta para lançamento.

Brasil Desenvolve Satélites, Testa Foguetes e Mobiliza KC-390, Mas Ainda Depende de Lançamentos Estrangeiro.

O avanço da BIZU Space ocorre em um momento de iniciativas importantes para o setor aeroespacial brasileiro.

Recentemente, a Força Aérea Brasileira (FAB) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) realizaram uma operação para verificar a compatibilidade de um contêiner especial de transporte de satélites com o cargueiro militar KC-390 Millennium, fabricado pela Embraer.

O procedimento faz parte dos preparativos para uma missão que deverá levar o satélite Amazônia-1B, de 638 quilos, até a Guiana Francesa, utilizando uma estrutura logística cuja massa total prevista chega a aproximadamente 13 toneladas.

A operação, detalhada na reportagem sobre o KC-390 preparado para transportar um satélite brasileiro até a Guiana Francesa, demonstrou a compatibilidade física do contêiner vazio com o compartimento de carga da aeronave. O transporte definitivo ainda não ocorreu.

O Amazônia-1B deverá ser colocado em órbita por um foguete europeu Vega-C, enquanto empresas brasileiras desenvolvem alternativas nacionais para lançar cargas menores.

São iniciativas independentes, mas que revelam diferentes frentes do desenvolvimento aeroespacial brasileiro: fabricação de satélites, transporte aéreo especializado, construção de motores e desenvolvimento de veículos lançadores.

O Contraste Evidencia um Desafio Estratégico.

O Brasil já possui capacidade para desenvolver satélites e fabricar aeronaves de transporte militar, mas ainda depende de serviços estrangeiros para colocar suas cargas em órbita.

O próximo passo é transformar os avanços da engenharia nacional em foguetes capazes de realizar essas missões.

É justamente nessa etapa que projetos como o da BIZU Space tentam avançar, aproximando o país do objetivo de lançar seus próprios satélites com tecnologia desenvolvida no Brasil.

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