terça-feira, 5 de junho de 2018

EUA e Brasil Retomam Negociações Para Usar Base de Foguetes de Alcântara (MA)

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada ontem (04/06) no site do jornal “Folha de São Paulo”, destacando que os EUA e o Brasil retomaram as negociações para o uso da Base de Foguetes de Alcântara.

Duda Falcão

CIÊNCIA

EUA e Brasil Retomam Negociações Para
Usar Base de Foguetes de Alcântara (MA)

Objetivo é impulsionar programa brasileiro e permitir
lançamentos estrangeiros a partir do Maranhão

Por Estelita Hass Carazzai
Folha de São Paulo
4 de junho de 2018 às 21h20

WASHINGTON - Os governos brasileiros e norte-americano retomaram as negociações para um acordo que permita o uso da base de lançamento de foguetes em Alcântara, no Maranhão.

Ainda nesta semana, um representante do governo dos EUA deve ser apontado para iniciar as tratativas de um acordo de salvaguarda tecnológica com o Brasil. É a primeira vez em 16 anos que os países voltam a negociar o tema.

Foto: Reuters
O VLS-1 (Veículo lançador de Satélites) na plataforma do
Centro de Lançamento em Alcântara (MA), antes de ter sido
destruído no lançamento, em 2003, e matando 21 pessoas.

A informação foi adiantada pelo jornal O Globo, e confirmada nesta segunda (4) pelo ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, em entrevista a jornalistas em Washington.

O objetivo é impulsionar o programa espacial brasileiro, de acordo com o ministro, e permitir o lançamento de foguetes e satélites a partir de Alcântara. Segundo o ministro, atualmente, a grande maioria dos foguetes e satélites no mundo carrega tecnologia norte-americana. Por isso, um acordo com o país é fundamental para viabilizar lançamentos no Maranhão.

O objetivo é impulsionar o programa espacial brasileiro, de acordo com o ministro, e permitir o lançamento de foguetes e satélites a partir de Alcântara. Segundo o ministro, atualmente, a grande maioria dos foguetes e satélites no mundo carrega tecnologia norte-americana. Por isso, um acordo com o país é fundamental para viabilizar lançamentos no Maranhão.

A grande questão a ser resolvida é preservar a soberania nacional brasileira, permitindo o acesso e conhecimento sobre os lançamentos a serem feitos na base, e, ao mesmo tempo, proteger a propriedade intelectual dos americanos."Eles querem a defesa dos seus segredos comerciais, o que é legítimo", disse Nunes.

A primeira proposta dos EUA, em 2002, era usar a base de Alcântara com sigilo total sobre seus equipamentos, o que não foi aceito pelo Congresso brasileiro. O Brasil apresentou uma contraproposta aos EUA em meados do ano passado, que esteve sob análise do Departamento de Estado desde então. Neste mês, enfim, o governo americano deu o aval para que o tema volte à mesa de negociações.

O ministro não deu detalhes sobre a nova proposta, cujos pormenores ainda precisam ser fechados. "Não há prazo, mas vamos começar rapidamente e há disposição política de se chegar a um acordo", afirmou Nunes, que disse estar otimista com as negociações.

Para ele, a localização "excepcional" da base de Alcântara, próxima à linha do Equador, é uma vantagem ao Brasil, que pode se beneficiar de recursos e capacitação de pessoal por meio da parceria com os americanos.

Depois do fracasso da primeira tentativa, em 2002, o Brasil ainda conduziu negociações com o governo da Ucrânia para o lançamento de satélites, mas o acordo foi cancelado em 2015, sem sucesso.


Fonte: Jornal “Folha de São Paulo” - 04/06/2018

Comentário: Pois é leitor, agora só resta rezar para que esses vermes não façam besteira novamente, já que se o Brasil quer realmente fazer parte do mercado de lançamento de satélites comerciais, este Acordo é realmente necessário. Entretanto até que me provem do contrário eu duvido muito disso. Aproveitamos para agradecer ao leitor Leandro Sorrenti pelo envio desta matéria.

Um comentário:

  1. Dá uma olhadinha nisso daqui:

    http://www.portaldatransparencia.gov.br/servidores/OrgaoExercicio-DetalhaServidor.asp?IdServidor=1371581&CodOrgao=21300

    --> temos um datilógrafo que NÃO consta na lista de servidores da AEB (http://www.aeb.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/Servidores-e-Colaboradores-Abril2018-2.pdf) , ENTRETANTO, pelo Governo Federal, consta trabalhando lá.

    --> Além disso, a lista de bolsistas (http://www.aeb.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/Bolsista-abri2018.pdf) contém servidores federais, tais como Pedro Doria e Tammy Inglez, e pessoas como o Lucas Rosa que nem no Brasil está (https://www.interaction-design.org/lucas-cavalcanti-de-magalhaes-rosa/certificate/course/NdtqZPmZP). Numa das poucas Diretorias que funciona lá, a DTEL, tem um bolsista que se chama Cristiano e não consta em lugar nenhum, em nenhuma das listas... Será que é trabalho voluntário ?


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