segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Faltam Verbas Para Pesquisa Aeroespacial, Apontam Especialistas

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (07/10) no site da “Agência Senado” tendo como destaque a tal audiência pública da “Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT)”, realizada na última sexta-feira (07/10) em São Jose dos Campos.

Duda Falcão

TECNOLOGIA - ADMINISTRAÇÃO

Faltam Verbas Para Pesquisa
Aeroespacial, Apontam Especialistas

Agência Senado
Da Redação 07/10/2016, 19h10
Atualizado em 07/10/2016, 19h51

Fotos; Glauciene Lara/TV Senado
Presidente da CCT, o senador Lasier Martins (PDT-RS), terceiro da
esquerda para a direita, ouve especialistas no Parque Tecnológico do INPE.

Prejudicada pela falta de investimentos públicos, a indústria aeroespacial brasileira precisa de mais participação do setor privado em pesquisa e desenvolvimento, afirmaram nesta sexta-feira (7) os participantes de audiência pública da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). O debate foi realizado no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP).

O diretor científico da Fundação de Pesquisa de São Paulo (FAPESP), Carlos Henrique Cruz, afirmou que o governo investe 0,6% do PIB em ciência e tecnologia — proporção semelhante à dos padrões internacionais — enquanto as empresas só investem 0,5% da riqueza que geram. Cruz sublinhou que, em países como Estados Unidos e Canadá, o setor privado investe o dobro disso. Para o diretor da FAPESP, o desafio do Brasil é aumentar o número de pesquisadores trabalhando nas empresas, competir no cenário mundial e elevar o número de patentes.

Porém, a fabricante de aviões Embraer, sediada em São José dos Campos, pediu ajuda do governo para o desenvolvimento de produtos mais competitivos. Os executivos da empresa afirmaram que a Embraer já investe 10% de seu faturamento em pesquisa, e suas concorrentes no mundo contam com incentivos estatais.

Representantes da Força Aérea Brasileira (FAB) acrescentaram críticas à falta de verba e à carência de mão de obra para desenvolver a indústria espacial. Mas o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Leonel Perondi, declarou que o Brasil tem o sexto maior programa espacial do mundo e, com reforço nos investimentos, tem condições de buscar uma melhor posição.

Supercomputador

No encontro com a comitiva de senadores da CCT, representantes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) pediram dinheiro do Orçamento federal para a compra de um novo supercomputador, no valor de R$ 100 milhões. O equipamento atualmente em uso é de 2010 e já está obsoleto. Sem esse supercomputador — argumentam os pesquisadores — o país pode ficar sem serviços essenciais do instituto, como a previsão do tempo.

O presidente da CCT, senador Lasier Martins (PDT-RS), se disse convicto de que os recursos para o supercomputador são mesmo necessários e que tentará convencer os colegas a destinar emendas parlamentares para adquiri-lo. O prazo para apresentação das emendas na CCT termina em 20 de outubro.

Ele também expressou preocupação com a PEC que congela gastos públicos (PEC 241/2016), a tramitar na Câmara, e criticou os cortes de recursos dos fundos de ciência e tecnologia.

Ciclo

O evento faz parte de ciclo destinado a avaliar como as atividades de pesquisa e inovação podem criar condições favoráveis ao desenvolvimento regional. O primeiro debate foi realizado em Porto Alegre, em 1º de julho. Na programação, estão previstos eventos nos municípios do Rio de Janeiro (RJ), Belém (PA) e Campina Grande (PB).

Lasier Martins (PDT-RS), presidente da CCT, no laboratório do INPE,
em São José dos Campos (SP). A audiência pública da
comissão ocorreu no Parque Tecnológico.
Laboratório de testes do INPE, no Parque Tecnológico
em São José dos Campos (SP).

Veja abaixo uma entrevista com o presidente da CCT, Senador Lasier Martins (PDT-RS), realizada pela da TV Senado antes da ida da Comissão a São José dos Campos.



Fonte: Site da Agência Senado

Comentário: Grande novidade. Primeiramente devo dizer ao Senador Lasier Martins que a sua gravata amarela é impagável, rsrsrsrsrs, tendo tudo haver com mais esta palhaçada. Senador Lasier Martins, se o seu objetivo é mesmo resolver o problema do Programa Espacial Brasileiro, reúna os lideres dos partidos no Congresso, com os gestores da FAB, DCTA, IAE, IEAv, IFI, INPE, CLA, CLBI e faça uma comitiva para ir diretamente a Presidência da República cobrar do TEMER as medidas necessárias e ao mesmo tempo colocar o Congresso a disposição para apoiar estas mudanças no menor prazo possível. Sabe quando o senhor fará isso Senador???? Nunca, pois o objetivo real de vocês é continuar enganando os trouxas e empurrar o problema com a barriga.

4 comentários:

  1. isso mesmo.lamentavelmente.O que fazem é jogar para a platéia.Só si mexem quando tem algo a ganhar.Eles amam o hino,a bandeira,o brasão já o país e seu povo são uma riqueza a ser explorada.

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  2. Faltam verbas e vão continuar faltando ainda mais com a aprovação da PEC que congela os orçamentos do País por 20 anos (5 mandatos presidenciais) e ninguém vai nem poder reclamar dizendo que não sabia. O Brasil não tem jeito! Devolvam para os índios e vamos embora.

    Saudações!

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    1. Estados Unidos da América , América é um Continente, então entrega o Brasil todo para os Estados Unidos, o PSDB adora o Tio Sam , o PSDB é receado de Maçõns adoradores dos EUA

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  3. A falta de recursos não explica a falta de resultados. É, sem dúvida, um dos motivos mas não é o único nem o principal. Sem uma mudança séria na governança do PEB e revisão da legislação vigente sobre a pesquisa no país, será apenas mais do mesmo. é colocar dinheiro para escorrer pelo ralo.

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