terça-feira, 18 de outubro de 2016

Brasil Envia Carga de Urânio Enriquecido Para Abastecer Reator Nuclear na Argentina

Olá leitor

Segue agora uma notícia histórica postada ontem (17/10) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), destacando que o Brasil exportou Urânio Enriquecido para abastecer reator nuclear na Argentina.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Brasil Envia Carga de Urânio Enriquecido
Para Abastecer Reator Nuclear na Argentina

Contrato da estatal argentina com a INB soma US$ 4,5 milhões. É a primeira vez
que o país exporta urânio enriquecido. Operação foi autorizada pela
presidência da República na última sexta-feira (14).

Por Ascom do MCTIC
Publicação: 17/10/2016 | 17:50
Última modificação: 17/10/2016 | 17:57

Crédito: INB
Unidade de enriquecimento de urânio da INB em Resende (RJ).

O Brasil vai enviar para a Argentina 4 toneladas de pó de dióxido de urânio (UO2) para o abastecimento de um reator localizado na cidade de Lima, ao norte da capital Buenos Aires. É a primeira vez que o país exporta urânio enriquecido. A autorização foi dada pela Presidência da República na última sexta-feira (14). Pela carga, a empresa estatal Combustibles Nucleares Argentinos (Conuar) pagou US$ 4,5 milhões às Indústrias Nucleares do Brasil (INB), empresa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. O contrato foi assinado em junho de 2016.

"Essa é a primeira exportação de urânio enriquecido no Brasil. Isso é um fato importante, porque coloca o Brasil num clube muito peculiar, que é o dos exportadores de urânio enriquecido. Isso é muito importante, dá uma relevância muito grande ao país e ao desenvolvimento tecnológico que nós atingimos", ressaltou o presidente da INB, João Carlos Tupinambá.

Segundo ele, toda a tecnologia utilizada no enriquecimento de urânio na fábrica da INB em Rezende (RJ) foi desenvolvida pelo Centro Tecnológico da Marinha de São Paulo. Tupinambá explicou que o urânio enriquecido pode ser em forma de gás (UF6) ou de dióxido de urânio (UO2). O Brasil importa UF6 enriquecido e natural para fazer o enriquecimento em Rezende.

"A parte de urânio que não é enriquecida no Brasil é feita por países como Alemanha, Inglaterra, Holanda e França. O nosso projeto para futuro é que a gente consiga fazer todo o enriquecimento no Brasil. Por isso, a gente já está pensando na segunda fase do projeto de enriquecimento de urânio, que daria conta do consumo da Angra 1,2 e 3. Esse é um projeto que se iniciaria em 2019", explicou.

O presidente da INB destacou que está quase fechada a negociação com a Argentina para uma nova exportação em 2017. "Nós temos uma proposta, e eles vão definir efetivamente até o final deste ano, para ser entregue no início do segundo semestre do ano que vem. Estamos muito esperançosos, porque as sinalizações são positivas. Então, a gente deve fechar mais um negócio."

"A Argentina é o parceiro preferencial, porque tem toda essa facilidade de você conseguir transportar pela via terrestre e também porque nós temos uma limitação na nossa capacidade de produção. Então, a princípio, a gente está pensando só em consolidar essa posição junto à Argentina, fazendo outras exportações. Esse é o nosso objetivo", acrescentou.


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

Comentário: Notícia esta histórica e espetacular, não só por ser a primeira vez que o Brasil exporta Urânio Enriquecido para um outro país, bem como é extremamente positivo para as relações entre os dois países. Vale dizer leitor que em certas áreas da Engenharia Nuclear a Argentina esta um pouco a nossa frente, mas em outras áreas o Brasil está na ponta, sendo esta parceria extremamente benéfica e complementar para ambos os países. Não podemos esquecer de que a Área Nuclear pode também contribuir para as atividades espaciais do país, e no momento isto vem ocorrendo através do Projeto TERRA (Tecnologia de Reatores Rápidos Avançados), projeto este de vanguarda na área de propulsão nuclear espacial em desenvolvimento pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv) sob a coordenação  do Dr. Lamartine Nogueira Frutuoso Guimarães, e visa o desenvolvimento de um motor nuclear para ser utilizado no espaço.

2 comentários:

  1. uma notícia dessas é muito bom !, são mais divisas para a União , esperamos que o Governo , pegue esse dinheiro e Invista em Tecnologia , Universidades , ITA , DCTA , IAE , INPE , CLA , CLBI etc.

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  2. não vamos nos esquecer de onde se extrai o Urânio, em Caetité , na Bahia , esperamos que a (INB), empresa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, reserve de 1% a 3% desse capital recebido pela exportação do Urânio enriquecido para se investir em Caetité, na Bahia , em creches , escolas primária, 2° , faculdades , hospitais, segurança etc.

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