sábado, 9 de abril de 2016

IAE Propõe Revisar o Programa de Veículos Lançadores de Satélites

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (06/04) no site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), destacando que o Instituto está propondo revisar o Programa de Veículos lançadores de Satélites.

Duda Falcão

IAE Propõe Revisar o Programa de
Veículos Lançadores de Satélites

Publicada em 06/04/2016 14:28
Atualizada em 06/04/2016 14:46


No dia 29 de fevereiro, a Direção do IAE promoveu uma reunião administrativa com todos os integrantes do Instituto, tendo como foco principal apresentar os resultados das investigações do acidente com o foguete suborbital VS-40M ocorrido na Operação São Lourenço, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Em função das recomendações do relatório de investigação e de outros fatores de projeto, e atendendo à política de total transparência na gestão do Instituto, aproveitou-se a oportunidade para abordar a situação atual do projeto do veículo VLS-1.

Essa apresentação abordou de forma pragmática temas técnico-gerenciais do veículo VLS-1, tais como: a missão, o histórico, a organização gerencial do projeto e a situação atual do desenvolvimento. A explanação foi límpida quanto aos principais obstáculos e aos esforços que o IAE e a Agência Espacial Brasileira (AEB) têm empreendido, dentro das limitações atuais de várias naturezas. IAE e AEB têm sido grandes parceiros e os principais protagonistas na busca de apoio para o Programa Espacial Brasileiro e no desenvolvimento dos veículos para o acesso ao espaço, de forma contínua e com soluções possíveis dentro dos seus limites de atuação, objetivos permanentes de nosso Programa Espacial.

É importante destacar que o Programa de Veículos Lançadores de Satélites (VLS) muitas vezes é confundido com o veículo VLS-1. Convém esclarecer que a família de veículos lançadores de satélites, conforme estabelecido no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) 2012-2021, é composta pelos veículos VLS-1, VLM, VLS-Alfa e VLS-Beta. Assim sendo, a apresentação em comento tratou apenas da configuração do veículo VLS-1. É relevante lembrar, ainda, que a configuração do veículo VLS-1 foi definida a partir das limitações do parque industrial brasileiro da década de 80, visando atender a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB). O conhecimento acumulado pelo IAE e a evolução das tecnologias permitem, hoje, projetar motores com diâmetros maiores e de melhor desempenho propulsivo, visando simplificar a configuração dos estágios iniciais, utilizando soluções com maior confiabilidade. É fato que não podemos ser indiferentes à evolução tecnológica e às transformações do mercado que ocorreram ao longo das últimas três décadas. Tais mudanças impõe a revisão de prioridades, sem perder de vista o objetivo maior, que é o de conquistar a autonomia no acesso ao espaço.

A apresentação mostrou não só a continuidade do Programa de VLS, como apresentou a proposta da retomada do desenvolvimento de um veículo suborbital presente no PNAE 2005-2014, porém ausente no atual PNAE 2012-2021, o foguete suborbital VS-43. Tal proposta está sendo preparada e discutida de forma responsável e gradativa, a fim de ser uma proposta sólida, completa e coerente, evitando-se divulgações equivocadas que nada contribuem para o Programa Espacial Brasileiro.

A proposta do foguete de sondagem VS-43 segue a lógica utilizada no desenvolvimento dos veículos suborbitais do IAE, onde os novos sistemas e estágios superiores são ensaiados em veículos qualificados. Tal estratégia permite isolar riscos tecnológicos e tratá-los de uma forma racional por meio de um veículo mais simples e, consequentemente, menos custoso. Um dos principais benefícios do desenvolvimento do VS-43 é a utilização do estoque existente de componentes, equipamentos, subsistemas e dispositivos remanescentes do veículo VLS-1, otimizando os recursos financeiros, tecnológicos, materiais e pessoais disponíveis atualmente no Instituto. A estratégia visa superar os desafios do mais simples para o mais complexo, permitindo conquistas graduais e consistentes, a fim de persistir nos objetivos de todos os colegas de ontem e de hoje que dedicaram o seu tempo e as suas vidas para alcançar o sucesso da MECB e do Programa Espacial Brasileiro. Neste esforço, os legados de conhecimentos e infraestrutura do esforço para o desenvolvimento do VLS-1 são fundamentais.

Atualmente, a demanda do mercado, de amplo conhecimento da comunidade técnico-científica, aponta para o nicho de Veículos Lançadores de Micro e Minissatélites. Neste contexto, aproveitando todo o aprendizado, os conceitos e as tecnologias demonstradas no projeto do veículo VLS-1, o IAE e a AEB trabalham no desenvolvimento e certificação do projeto de um Veículo Lançador de Microssatélites com menor custo, tecnologias mais atuais e com viabilidade comercial, o veículo VLM-1.

O Instituto de Aeronáutica e Espaço e a Agência Espacial Brasileira ratificam que o programa de desenvolvimento de veículos lançadores de satélites não será descontinuado, mas atualizado, e isto requer a revisão de suas prioridades. Considerando o histórico e a situação atual de todos os fatores produtivos, decidiu-se priorizar uma nova configuração de veículo lançador de satélites, a do veículo VLM-1, mais simples e coerente com as possibilidades atuais, e passo importante para projetar e desenvolver outros veículos que o sucederão.


Fonte: Site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE)

Comentário: Confesso que fui pego de surpresa por esta nota do IAE e a mesma trás a esperança do desenvolvimento de um novo/velho projeto de foguete baseado no motor do primeiro estágio do VLS-1, ou seja, o motor S-43. Entretanto, todos sabem do respeito e da admiração que tenho pelo IAE e pelos seus pesquisadores, mas enquanto notas fantasiosas continuarem sendo publicadas citando o empenho da AEB em suplantar (ao lado do instituto) os empecilhos que impedem o desenvolvimento no país de veículos lançadores de satélites, fica realmente muito difícil acreditar que iniciativas como esta não tem objetivos outros que não desviar a atenção pública da promessa de lançar o VLM-1 em 2018. É claro que como o artigo bem coloca, o fato de ter um estoque existente de componentes, equipamentos, subsistemas e dispositivos remanescentes do veículo VLS-1, otimizando assim os recursos financeiros, tecnológicos, materiais e pessoais disponíveis atualmente no Instituto, permite a viabilização desta empreitada com mais facilidade, mas é claro também que o evento do lançamento de um novo foguete suborbital conduzido como peça publicitaria ajudaria a desviar a atenção da promessa feita pelo banana do Sr. Braga Coelho, jogando assim o projeto VLM-1 para o governo seguinte. Será mesmo esta a intenção do IAE? Pode até ser leitor, e até não duvido disso, isto devido como o COMAER vem sedo conduzido nos últimos anos. Mas seja como for, a fantasia continuará e fica a pergunta: “E o VS-50 como fica, ainda será desenvolvido?” Rsrsrsrsrsrsrs.

19 comentários:

  1. E afinal de contas, cadê o relatório do acidente do VS-40M?

    Se o IAE preza tanto pela transparência como diz, já deveria ter divulgado as causas do acidente, não?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Huuummm, que bom que esta atento RodrigoV, mas acredito que o IAE deva publicar os resultados em breve.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

      Excluir
  2. Eis um dos motivos de nada ir pra frente na área de lançadores , a falta de foco , os poucos recursos são DESPERDIÇADOS em vários projetos e no final quase nada da certo .Isso me causa muita indignação .

    ResponderExcluir
  3. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  4. Acredito que devam ser implantados as novas tecnologias, daí a reformulação, não adianta investir tempo e recursos em tecnologia obsoleta.

    ResponderExcluir
  5. Passou da hora de cancelar e iniciar um novo projeto de lançador. o VLS é da década 80.

    ResponderExcluir
  6. Soh disseram de uma forma mais bonita que o VLS foi enterrado, e desviaram a atencao pro vs-43.

    ResponderExcluir
  7. O que pretendem fazer com a TMI (Torre Móvel de Integração - VLS) agora que o VLS-1 foi enterrado? Me recordo que a justificativa para a re-construção da torre era que o veículo estava QUASE pronto e que não TINHAMOS uma Torre pra lança-lo!
    Algum Einstein ai consegue explicar o raciocínio dessa gestão? kkk. Só no Brasil mesmo acontecem esses tipos de irresponsabilidades. Vergonhoso d+!!! Falta comprometimento e sobra incompetência nesse país, lamentável.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo com você que esse desgoverno está mais perdido que cego em tiroteio com relação ao PEB.

      Mas a TMI poderá ser utilizada para integrar o VLM, já está previsto isso no projeto do VLM.

      Excluir
  8. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  9. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  10. Por estranho que pareça, tudo cansa. Em fim! vai dar continuidade ou não aos projetos desmitificados constantementes, relativos aos segmentos do VLS? Como certos sofrimentos ou preocupações com o futuro do PEB, ainda nos lutaremos pela sua total emancipação! Se excessivos a cada notícia, constantes e repetitivas, começam a nos desinteressar e acreditar se tudo divulgado, é uma esperança, ou uma alusão ao banco de reserva, ou uma espera abstrata. Emfim, nos estamos insatisfeitos, queremos ver resultados concretos, todos estamos queixosos, que aparentemente curtimos as mazelas desse desastroso governo, que não investiu no nosso sofredor Programa Espacial Brasileiro. Nós pesquisadores amadores, não mais nos perturbam com as lamentações da AEB, parecem que fazem parte de um tipo de desgraça banalizada pelas mesmas repetições, citadas por terceiros. É quando a desgraça perde a graça.
    Por estes dois anos, receio que a gente vá se acostumando com as tristes e assustadoras notícias sobre algum projeto que viabilize e revitalize novamente nossas esperanças e ânimos de sermos testemunha de algum lançamento de um foguete suborbital.
    Hoje em dia!!! Um país é formado por riquezas, pessoas capazes de produzir ciência espacial, culturas voltadas para educar nossos jovens, no sentido de descobrimos os verdadeiros talentos, para suprir o PEB, e o principal, resgatar os valores cívicos, respeitando a sua pátria. Houve um tempo em que era difícil imaginar um Brasil próspero cientificamente e competitivo. Mas mesmo naqueles tempos de desafio e sonhos, o otimismo reinava sem escândalos.Atualmente, o que nos sobram de exemplos para oferecermos aos futuros jovens: concussão, corrupção ativa, associação criminosa, lavagem de dinheiro, tráfego de influência, organização criminosa, falsidade ideológica, etc.
    Banalizar o mal é um jeito fatal de nos protegermos da angustia da espera. É estarrecedor, é a pura realidade, por isso, creio que iremos aguardar mais 2 anos, para esperar a poeira baixar, e iniciarmos de vez, um processo de revitalização do VLS e suas vertentes.

    ResponderExcluir
  11. O motivo de zero sucesso nas 3 tentativas é consequência de mta incompetência, pode acreditar! É folclore essa história que "agentes estrangeiros" se infiltraram nos lançamentos ocasionando explosões sinistras etc... tudo mentira! hahaha

    ResponderExcluir
  12. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  13. O lançamento do VS-40M SARA foi bastante estranho, pois antes do lançamento do VS-40M SARA, foi lançado com êxito um Foguete de Treinamento Intermediário com carga tecnológica não divulgada. Depois, não foi postada nenhuma imagem do acidente.

    Além disso os foguetes e mísseis do Sistema Astros 2020 compartilha muito das tecnologias desenvolvidas nos foguetes suborbitais. O programa espacial brasileiro é majoritariamente conduzido por militares, e temos colhidos bons frutos, pelo menos na área militar.

    ResponderExcluir
  14. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  15. Tenho absoluta certeza que com um governo Temer, ao lado do nosso futuro vice-presidente Eduardo Cunha, teremos um grande Programa Espacial, digno do nome. Este blog relatará, tenho absoluta e clara certeza, os grande benefícios advindos dessa troca de governo absolutamente democrático. Um governo que olhará para as grandes causas do Brasil e dirá: queremos o Programa Espacial como prioridade número um!

    Estou muito feliz porque tenho certeza que ao tirar a Dilma, o Programa Espacial Brasileiro vai decolar para novos dias de glória! Convicto que este blog reconhecerá todos esses avanços que virão. Viva Temer! Viva Cunha! O Brasil enfim será limpo da corrupção com esses dois estadistas no Poder e o Programa Espacial vai ser um sucesso!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Observador!

      Não Obstante a sua ironia, se isto acontecer estarei pronto para reconhecer e elogiar, se não, estarei pronto para criticar, da mesma forma que faria caso a Dilma tivesse dado um novo rumo ao PEB, mas a verdade é que ela e seus energúmenos de plantão estavam mais preocupados em saquear a nação.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

      Excluir
    2. Não fui irônico de maneira nenhuma... Tenho certeza absoluta que o Programa Espacial terá novo impulso com dois grandes patriotas brasileiros, que são SIM honestos e dignos, Temer e Cunha. O Brasil vai ser transformado. Estou convicto. Viva o novo governo democrático! Fora PT! Fora comunismo!

      Excluir