sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Programa Aeroespacial Brasileiro é Tema de Debate na Universidade da Força Aérea

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante nota publicada ontem (24/09) no site da Força Aérea Brasileira (FAB), destacando que Programa Aeroespacial Brasileiro foi tema de debate na Universidade da Força Aérea (UNIFA).

Duda Falcão

SEMINÁRIO

Programa Aeroespacial Brasileiro é Tema de
Debate na Universidade da Força Aérea

Programa Estratégico de Sistemas Espaciais e Empresa
de Projetos Aeroespaciais do Brasil foram abordados

DECEA
24/09/2015 - 15:50h

Fotos: Suboficial Alkvarez / UNIFA

O Programa Aeroespacial Brasileiro no Contexto Internacional foi tema de um seminário promovido pelo Centro de Estudos Estratégicos (CEE) da Universidade da Força Aérea (UNIFA), realizado na terça-feira (22/09). Aprimeira palestra, realizada pelo Diretor-Geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos Vuyk de Aquino,abordou o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), iniciativa que teve início em 2012, em atendimento à Estratégia Nacional de Defesa (END), que prevê que a concepção de sistemas estratégicos na área espacial é atribuição do Comando da Aeronáutica, a área Nuclear compete à Marinha do Brasil e a Cibernética ao Exército Brasileiro.

"A soberania do espaço aéreo não se limita a baixa atmosfera, precisamos alçar voos mais altos conquistar o nosso segmento espacial", observou o Diretor-Geral do DECEA. Na América do Sul, Argentina, Chile, Venezuela, Peru, Colômbia já fazem uso militar do espaço, o Brasil ainda não possui satélite com requisitos militares.

O PESE contempla projetos de desenvolvimento de satélites de comunicações, sensoriamento remoto, determinação de coordenadas geográficas e veículos lançadores.

Segundo o Tenente-Brigadeiro Aquino, os requisitos de uso militar transcendem os requisitos de uso civil, pois exigem maior refinamento. Essa particularidade, porém, não impede o uso dual de engenhos espaciais tanto para fins militares como para outras áreas governamentais, como, por exemplo, Defesa Civil, Programa Nacional de Banda Larga e Sistema de Proteção da Amazônia.

Para fomentar o desenvolvimento da indústria nacional e manter a estrutura produtiva ativa, dentre os critérios e metas do PESE estão a produção de um satélite por ano, de pequeno porte e com ciclo de vida mais reduzido. O programa prevê, ainda, a transferência de tecnologia e capacitação de pessoal, visando a nacionalização crescente.

O seminário contou ainda com palestras de docentes e pesquisadores. O professor doutor José Monserrat Filho, Vice-presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial e, também, Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira, explanou acerca do tema "Geopolítica Espacial no Século XXI e as implicações jurídico-internacionais". O professor doutor Olavo Bittencourt Neto realizou palestra sobre "A importância estratégica para o Brasil em decorrência da delimitação dos espaços aéreo e extra-atmosférico" e, encerrando o seminário, o professor André João Rypl tratou do tema "Código de conduta espacial: posição do GRULAC e Tendência Brasileira".



Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

Comentário: Bom leitor, eu até entendo o desejo dos militares (louvável inclusive), mas minha posição sobre a criação do PESE mesmo reconhecendo a necessidade que a FAB têm de ter o seu próprio programa espacial na área de Defesa da Nação (é assim em todo lugar do mundo, e nos EUA dizem até que o orçamento do Programa Espacial da USAF é três vezes maior do que o da NASA), no momento acho esta iniciativa inadequada e um meio de fragmentar ainda mais o que já existe. O PNAE civil jamais funcionou e jamais recebeu os recursos necessários previstos, e criar um outro programa para funcionar paralelamente na atual conjuntura e mentalidade política, não é só uma tremenda falta de foco, bem como também em minha opinião uma irresponsabilidade, há não ser que se dê um fim definitivo ao PNAE civil (opção nada inteligente nem estratégica, já que geraria ainda mais desconfianças sobre o PEB no âmbito internacional causando ainda mais dificuldades) ou que o atual desgoverno da “DebiOgra” e os próximos, venham mudar de postura, o que é, falando sério, bastante improvável de aconteçer. 

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