terça-feira, 8 de setembro de 2015

Previsão da Incidência de Raios Deve Evitar Muitas Mortes, diz Coordenador

Olá leitor!

Segue abaixo uma outra matéria (esta com vídeo) postada também dia (04/09) no site do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) tendo como destaque o Sistema de Previsão de Incidência de Raios desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), já abordado aqui no Blog.

Duda Falcão

Previsão da Incidência de Raios Deve
Evitar Muitas Mortes, diz Coordenador

Sistema que antecipa ocorrência do fenômeno foi lançado
no 54º aniversário do INPE. Osmar Pinto Júnior, do Grupo
de Eletricidade Atmosférica (ELAT), diz que maioria das
baixas pode ser evitada.

Por Ascom do MCTI
Publicação: 04/09/2015 | 22:20
Última modificação: 04/09/2015 | 23:47

Crédito: Divulgação/INPE
Mapa com a previsão para 5 de setembro.

O sistema de previsão da incidência de raios deve diminuir muito o número de mortes causadas por essas descargas elétricas, avalia o coordenador do Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI), Osmar Pinto Júnior. A ferramenta foi lançada no 54º aniversário do INPE, com presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, e do diretor do Instituto, Leonel Perondi, além de outras autoridades e servidores.

"A expectativa é baixar o número anual de mortes para 20 ou 30, dentro de cinco ou dez anos", explicou o pesquisador em entrevista, acrescentando que a maioria das fatalidades é evitável. "Com as nossas ações, a média já vem caindo. Era de 130 na década passada, hoje é de 110."

Desenvolvido pelo ELAT, o novo recurso possibilita prever a ocorrência e a localização do fenômeno com 24 horas de antecedência. As previsões serão divulgadas por meio dos veículos de comunicação. "A ideia é permitir que as pessoas se programem [e deixem de se expor ao risco de acidentes]. Tanto aquelas que trabalham no campo, na zona rural, como as que vivem nas cidades", conta Pinto Júnior.

Segundo o coordenador, o sistema foi operado pelo INPE no último verão, em caráter de teste, e o nível de acerto foi de 85%.


Agravamento

Na solenidade de aniversário, Osmar Pinto Júnior disse que é consenso que, de modo geral, a incidência de raios aumentará com o aquecimento global. "No Brasil, o fenômeno pode diminuir em algumas regiões, como o Nordeste, mas deve aumentar na Amazônia e no Sudeste", comentou.

Ele acrescentou que os especialistas preveem também uma maior frequência de tempestades severas, e que a crescente urbanização contribui para esse quadro. "Em São Paulo, já há tempestades em que, em poucas horas, 3 mil raios atingem o solo. No Rio de Janeiro, algumas já ultrapassam a marca de 2 mil. E aqui, em São José, já foram registradas algumas com mais de mil", destacou.


Fonte: Site do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)

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