sexta-feira, 23 de junho de 2017

Putin Se Oferece Para Lançar Foguetes da Base de Alcântara

Olá leitor!

Trago agora para você a matéria publicada na edição de ontem (22/06) do o jornal “O Estado do Maranhão” de São Luís, destacando que durante a visita do presidente Michel Temer a Moscou, o presidente russo, Vladimir Putin, se ofereceu para lançar foguetes da Base de Alcântara.

Duda Falcão

MUNDO

Putin Se Oferece Para Lançar
Foguetes da Base de Alcântara

Presidente russo manifestou interesse em ajudar o Brasil a desenvolver seu
lançador de satélites; Brasil e Rússia anunciaram acordo para
tentar alinhar objetivos de política externa.

Redação
O Estado Do Maranhão
22/06/2017

Foto: Reuters
Os presidentes Vladimir Putin (à esq.) e Michel Temer
se cumprimentam no Kremlin, em Moscou.

MOSCOU - Em encontro com Michel Temer, no Kremlin, em Moscou, ontem, o presidente russo Vladimir Putin se ofereceu para lançar foguetes da base de Alcântara (MA) e ajudar o Brasil a desenvolver seu lançador de satélites, programa que rasteja desde 2003. Temer, por sua vez, se disse interessado em ampliar testes do sistema GLONASS, o GPS russo, que tem quatro bases no Brasil. “Queremos novas alianças tecnológicas”, afirmou Putin.

Na ocasião, os dois assinaram declaração conjunta chamada “Diálogo estratégico”, na qual defendem o combate ao aquecimento global como “inadiável” e a solução de dois Estados para o conflito entre Israel e Palestina – para ficar em dois exemplos de antagonismo aTrump. “O Brasil é um parceiro chave da Rússia”, reafirmou o russo, enfatizando os “aspectos econômicos" da relação entre os países.

No campo econômico, foram assinados atos concretos que visam melhorar a corrente de comércio entre os países, que está em irrisórios US$ 4,3 bilhões anuais (R$ 14,25bi). Não houve nenhum ato concreto, além de conversas conjuntas, sobre o principal produto que Brasil exporta para a Rússia, carne bovina. “Após uma queda no ano passado, as trocas comerciais estão crescendo”, afirmou Putin, que citou interesse energético das gigantes Rosneft (petróleo) e Gazprom (gás).

“Renovamos a parceria estratégica”, disse Temer, que, como seria previsível, não citou suas dificuldades internas em declaração à imprensa. Ao contrário, exaltou “o compromisso do governo com a agenda de reformas”, ignorando a derrota de terça, 20, na tramitação da reforma trabalhista. “Tal como a Rússia, o Brasil voltou a crescer”, disse – ambos os países tentam deixar recessões.

No campo externo, não que sejam posições políticas novas para os dois países, mas inédito é o contexto político americano e a declaração conjunta em si. O isolacionismo de Trump é atacado de forma indireta, com a exortação do sistema multilateral e das instituições internacionais.

Conflitos

A resolução de conflitos por meio de organismos como a ONU é considerada “imperativa” na declaração, em oposição ao unilateralismo bélico de Trump, já demonstrado na Síria e Afeganistão.

Os países também concordaram com o processo de tentativa de solução da guerra civil síria largamente comandado pelo Kremlin, com aval da ONU. O apoio brasileiro já existia, mas foi formalizado e ocorre numa semana em que a Rússia anunciou a virtual criação de uma zona de exclusão aérea no país árabe, onde atua em favor da ditadura local desde 2015, ameaçando abater aviões americanos."Defendemos uma segurança igual, e não dividida, para todos", afirmou Putin.

Conselho de Segurança

Os russos novamente manifestaram apoio à entrada do Brasil num Conselho de Segurança reformado, o que até aqui não significou políticas objetivas.

Não deixou de ser irônico o pedido de esforço mútuo no combate à corrupção, dada a avalanche de denúncias contra Temer e seu governo e os recentes protestos em massa contra Putin na Rússia, por esse exato motivo. Os russos se comprometeram a negociar cooperação tecnológica na área nuclear, visando fazer um depósito decrementos radioativos da usina de Angra 3, paralisada no escopo dos escândalos apurados pela Operação Lava Jato, e eventual
instalação de novas unidades no Brasil.

RELAÇÃO

Presidentes Assinam 5 Atos

Três são sobre economia:

1 - Instalar mecanismos de intercâmbio alfandegário para desburocratizar o processo de liberação prévia de envios de carga.

2 - Programa de estímulo a investimentos mútuos.

3 - Intercâmbio de dados sobre sistemas alfandegários entre o Brasil e a União Euro-asiática,
bloco de seis países liderado pela Rússia.

Outros dois são políticos:

1 - Implantação de um processo de consultas políticas permanentes entre ambos os governos, criando um grupo de trabalho para isso.

2 - Estabelecimento de uma agenda comum de política externa, a ser defendida em fóruns como a ONU e o BRICS, bloco integrado pelos dois países.


Fonte: Jornal O Estado do Maranhão - 22/06/2017

Comentário: Hummm, por essa matéria o Presidente Temer não me pareceu muito interessado em aceitar esta proposta do Presidente Putin, coisa que não me surpreende. Será que a agenda do Ministro Raul Jungmann difere da do Temer???? Kkkkkkkk, tenha calma, não viaje na maionese, por enquanto muito provavelmente não. Aproveito para agradecer ao nosso leitor maranhense Edvaldo Coqueiro pelo envio dessa matéria.

3 comentários:

  1. Enquanto isso. Russia e Índia unirão esforços no desenvolvimento de tecnologia inovadoras para satélites.

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  2. É uma pena termos um presidente incapaz de olhar para o futuro da nação brasileira; e isso não é uma realidade atual do Brasil. O Brasil, como uma verdadeira nação, poderia estar barganhando muito com alguns projetos em parceria, principalmente, com países dos BRICS. Os EUA são nossos vizinhos geográficos, o Duda já deixou bem claro isso em seus argumentos a favor de fecharmos parcerias com os estadunidenses, mas acredito que nós não tenhamos forças dentro de uma discussão de parcerias com eles. Duda, por sua experiência, os russos não poderiam ser um bom parceiro em projetos espaciais, por ele não se encontrar no continente americano e, assim, não ser atingindo por um crescimento do Brasil na região?

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    1. Caro Brehme!

      Já disse e vou repetir, vocês precisam entender que o Brasil não é um país sério e a Rússia, apesar de ter seus problemas financeiros e políticos internos é muito mais séria do que o Brasil. Entendido isto, fica fácil responder a sua pergunta. Pode até ser que sim, mas o que realmente importa é que o acordo seja bem feito e que se tenha compromisso com o mesmo, tanto faz com quem quer que seja, americanos, russos, chineses, europeus, enfim... O problema é que temos um desgoverno no Brasil, gente estupida, incompetente, corrupta e motivada por interesses outros não aliados com o desenvolvimento do país. São populistas, a pior especie de políticos para um território que quer realmente construir uma nação. Diante de um realidade como essa, normalmente um acordo como esse pecaria por estupidez, incompetência ou até mesmo por questões não nobres (corrupção). É preciso entender que quando partes interessadas num acordo sentam para conversar, cada um vai puxar o máximo para o seu lado, por isso que é bom ter negociadores sérios, conhecedores do tema e realmente comprometidos com os interesses da parte a qual representa, para que assim se possa chegar a uma acordo que seja benéfico para todas as partes envolvidas, se não, o mais preparado vai levar vantagem. Brehme, essa história de nações amigas é papo furado, cada um defende os interesses de seus povos e os Russos, Americanos, Chineses, Japoneses e Europeus sabem muito bem fazer isto, pois todos partem de um principio básico, ou seja, o comprometimento com os interesses de suas sociedades, sejam eles quais forem, nobres ou não. No Brasil, o que menos importa para essa gente são os interesses da nação.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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