sexta-feira, 4 de novembro de 2016

CCT do Senado Ouve Setor Aeroespacial em SJC

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada na edição de outubro do ”Jornal do SindCT“, tendo como destaque o fantasioso e infrutífero Seminário direcionado ao Setor aeroespacial realizado no início de outubro pela “Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT)” do Senado Federal.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

SEMINÁRIO EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

CCT do Senado Ouve Setor Aeroespacial

Indústrias, institutos públicos de pesquisa, AEB, Fapesp e a Prefeitura estiveram nas
mesas de debate em 7 de outubro, mas o seminário foi morno e não trouxe novidades

Shirley Marciano
Jornal do SindCT
Edição nº 51
Outubro de 2016

Foto: Fernanda Soares 
Seminário da CCT do Senado no Parque Tecnológico
de São José dos Campos.

A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado Federal esteve em São José dos Campos no dia 7 de outubro para promover um seminário sobre Ciência, Tecnologia e Inovação, com foco na área aeroespacial. O senador Lasier Martins, presidente da CCT, comandou os trabalhos, que foram divididos em dois blocos, cada um contendo uma palestra e uma mesa com três painelistas, encarregados de explorar o tema proposto pelo expositor.

Assim, na primeira parte, Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor técnico-científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), fez uma análise relacionando os investimentos e os impactos na área de ciência e tecnologia. “No Brasil, para ter impacto em ciência e tecnologia tem que ter mais e melhores cientistas. Se quiser ter impacto econômico, tem que ter mais cientistas trabalhando nas empresas do que nos institutos de pesquisa e universidades. Todos os países que fizeram desenvolvimento econômico baseado em conhecimento, mais da metade de seus cientistas estavam em empresas”, alegou Brito Cruz (leia opinião da Diretoria do SindCT no Editorial).

A mesa então foi composta por Anderson Ribeiro Correia, reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), José Raimundo Braga Coelho, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), e Leonel Perondi, ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O presidente da AEB não trouxe reflexões quanto aos grandes desafios do setor. Limitou-se a ler a história da Agência e informar suas finalidades, além de elencar as realizações do Programa Espacial Brasileiro.]

“Sinergia”

O palestrante seguinte, Osman Alves Cordeiro, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia de São José dos Campos, tratou do polo aeroespacial da cidade, tentando esboçar uma perspectiva futura. Para ele, esse agrupamento de empresas e órgãos ligados à área espacial cria um ambiente de sinergia. “O cluster [aeroespacial] promove um ambiente favorável à capacitação tecnológica, empresarial e à cultura da inovação, com vistas ao aumento da competitividade da cadeia no mercado nacional e internacional”, avaliou.

Na mesa do segundo bloco estavam Marcelo Safadi Alvares, diretor de Negócios do Parque Tecnológico de São José dos Campos e Walter Bartels, presidente da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB). O deputado federal Eduardo Cury (PSDB), membro da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara Federal, cuja participação estava prevista nesta mesa, foi embora antes que os debates começassem.

“O Brasil tem especial vocação espacial pela sua extensão territorial e marítima. É um patrimônio rico em recursos naturais que precisa ser estudado, administrado, explorado e vigiado. A ciência e tecnologia espaciais são vitais para isso, e a indústria tem papel histórico a cumprir”, destacou Bartels.

Também estiveram presentes o novo diretor do INPE, Ricardo Galvão, o diretor do campus da Unifesp, Luiz Leduíno, e o diretor do Parque Tecnológico e ex-ministro Marco Antonio Raupp.


Fonte: Jornal do SindCT - Edição 51ª – Outubro de 2016

Comentário: Pois é, como disse na época mais um jogo de cena sem significado nenhum, outra palhaçada, desta vez sob o comando do Senado.

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