sábado, 16 de janeiro de 2016

Observação Solar Completa 40 Anos e ON Se Coloca na Vanguarda da Área

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (15/01) no site do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), destacando que a Observação Solar completa 40 anos e Observatório Nacional (ON) se coloca na Vanguarda da Área.

Duda Falcão

CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

Observação Solar Completa 40 Anos e
ON Se Coloca na Vanguarda da Área

Observatório Nacional é uma das principais instituições que fornecem
dados sobre o Sol no mundo. Trabalho da unidade vinculada ao MCTI
começou em 1992 e já produziu mais de 20 mil medidas.

Por Ascom do ON
Publicação: 15/01/2016 | 19:46
Última modificação: 15/01/2016 | 19:49

As observações solares para medição do diâmetro utilizando o instrumento astrolábio completaram 40 anos em 2015. Originalmente empregado nas observações estelares, o astrolábio foi adaptado para o estudo do Sol pelo Observatório de Calern, na França, em 1975. Ao longo dessas décadas, o instrumento permitiu a tomada de milhares de medidas que mostraram a estreita correlação da variação do diâmetro do Sol com a atividade solar, cujo ciclo é de 11 anos.

Como o Sol é a principal fonte de energia que determina o clima da Terra e define, portanto, a possibilidade de existência de vida no planeta, compreender seu comportamento é de grande importância. O astro não apresenta um comportamento estável. Mesmo que sejam registrados alguns ciclos na sua dinâmica, não é possível prever suas variações, que se manifestam no seu campo magnético, na sua luminosidade e no seu diâmetro.

"O Sol tem o campo magnético mais poderoso que o da Terra. Como o sol é uma 'bola de gás' e tem uma rotação diferencial – no Equador ele gira mais rápido –, vai deformando seu campo e as linhas magnéticas muitas vezes se aproximam, resultando em explosões que enviam milhares de toneladas de material para o espaço. Estas explosões algumas vezes se dirigem ao planeta Terra e podem afetar os satélites de comunicação, as transmissões de rádio, os grandes transformadores de companhias elétricas e os oleodutos, por exemplo", explica o pesquisador do Observatório Nacional (ON/MCTI), Sergio Boscardin.

O Observatório Nacional se associou ao Observatório de Calern em 1992 e, em 1997, foi instalado um astrolábio solar na sede do ON, no Rio de Janeiro (RJ). "Durante o período de 12 anos, de 1997 a 2009, obtivemos cerca de 20 mil medidas, mais que o dobro de observações francesas e em cerca de metade do período", relata Jucira Penna, pesquisadora da Coordenação de Astronomia e Astrofísica do ON.

Solução Caseira

Graças à latitude privilegiada do Brasil, que permite observar o Sol durante o ano inteiro, e ao investimento em automação instrumental e de análise, o grupo de pesquisa solar do Observatório Nacional é o que obtém o maior número de observações do diâmetro do Sol, o que coloca a entidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em posição de destaque no cenário internacional.

"Para ir além dos resultados científicos obtidos, o desafio era obter precisão de dez a cem vezes melhor. A resposta foi desenvolver um instrumento inovador, o que foi feito com financiamento da Finep [Financiadora de Estudos e Projetos, também ligada ao MCTI] e tecnologia inteiramente nacional", destaca o pesquisador do ON Alexandre Andrei.

Foi desenvolvido, então, um telescópio refletor, com dois espelhos idênticos justapostos, de modo que tomam simultaneamente medidas de cada lado do disco solar e giram de modo a percorrer toda a circunferência. "Assim, obtém-se maior precisão, maior número de medidas e o mapeamento completo da forma do Sol, o que o torna o melhor instrumento de solo para as medidas do diâmetro solar no panorama astronômico mundial da atualidade", explica Andrei.

Desde 2009, o ON faz imagens com este heliômetro, objeto de pedido de registro de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), ainda em análise.  Com o heliômetro, os pesquisadores conseguem obter mais de 12 mil medidas por ano. Os primeiros resultados indicam estar em conformidade com aqueles da série do astrolábio com melhor precisão e já estão sendo apresentados em congressos nacionais e internacionais.

A vantagem do heliômetro desenvolvido no ON é que ele utiliza um sistema de espelhos que apresenta maior estabilidade mecânica que as lentes empregadas no heliômetro convencional. A opção pelos espelhos em vez de lentes também permitiu criar uma configuração nova para a óptica do instrumento, possibilitando que ele tome medidas angulares de alta precisão em qualquer direção.


Fonte: Site do MCTI - http://www.mcti.gov.br/

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