sábado, 16 de janeiro de 2016

Dois Brasileiros Voadores

Olá leitor!

Normalmente não postamos notícias Aeronáuticas ou de Defesa em nosso Blog, há não ser aquelas que têm alguma relação com o espaço, ou aquelas especiais que servem como modelo para mostrar de que apesar de tudo, ainda existem pessoas visionárias, perseverantes e comprometidas com que fazem neste país, mesmo sendo elas a minoria da minoria. Segue abaixo caro leitor um interessante artigo postado dia (15/01) na página de Ciência do “Blog MeioBit”.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Dois Brasileiros Voadores

Por Carlos Cardoso
Blog MeioBit
15 de janeiro de 2016


Os leitores do MeioBit sabem que não tenho grande apreço pelas patéticas desventuras de nossa Agência Espacial, um órgão tão inovador que tem um datilógrafo em sua folha de pagamento. Ciência no Brasil em geral é algo tratado como problema a ser eliminado, vide um Ministro de Ciência Tecnologia e Inovação que que cria uma Lei punindo Inovação, ou um Ministro da Saúde que diz que vacinar é muito caro e prefere que as mulheres peguem o vírus Zika antes de engravidar.

Por outro lado adoro iniciativas legais como o Anequim, aquele avião de alta performance da UFMG.

Assim, é ótimo poder contar pra vocês que podemos enterrar de vez as piadas do Padre Voador. Tirem aquele gosto de Monty Python da boca. Se desde Bartolomeu de Gusmão nosso clero sonha em voar, agora conseguiram. Finalmente.

O autor da façanha é o padre Albino Dziadzio, um coroa de 70 anos que comanda a paróquia de Nossa Senhora do Monte Claros, em Ponta Grossa, PR. Apaixonado por aviação desde criança. Como era muito mais inteligente que aquele mané dos balões, padre Albino resolveu pesquisar antes de construir seu avião, o Borboleta Branca 1 (não reclame se ele fosse bom com nomes estaria trabalhando na Polícia Federal). Terminado em 1992, ele não voou.

O padre não quis cometer o erro de Eilmer de Malmesbury, um monge do Século XI que se esborrachou ao testar um planador (calma, ele sobreviveu). Preferiu empregar os conhecimentos que ganhou construindo o Borboleta Branca 2 — A Missão.


Começado em 1996 o avião levou quase 20 anos para ficar pronto, e custou uns R$ 30 mil. Com 7 metros de comprimento e um motor 2,0 L de Santana; foi todo feito com alumínio, madeira, cola e tubos. O padre fez tudo no olho e na mão, com ajuda apenas para instalar a parte elétrica e montar o motor.

Mesmo não sendo um primor de eficiência aerodinâmica, o BB-2 voou algumas vezes, na mão de José Emérico Iansen, um piloto amigo do padre. Em um desses vôos ele percorreu 50 metros a 3 metros de altura.

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Não é nada, não é nada, o primeiro vôo dos Irmãos Wright percorreu meros 36 metros, e mesmo o 14 Bis mal chegou a 60. Foi um feito e tanto, e uma realização para o padre co-piloto, que só voou “uma ou duas vezes na vida”. Que ele sirva de inspiração, principalmente para as crianças.

O outro brasileiro notável é um carpinteiro (não o chefe do padre) nascido em Cunha, cidadezinha de 20 mil habitantes no interior de São Paulo. O cidadão, Jorge Lopes Pereira. Mesmo tendo estudado apenas até a 4ª série, amava aviões e decidiu que construiria um. Baixou planos de um modelo francês da internet, percebeu a complexidade do projeto mas não se rendeu. Ele escolheu o caminho mais longo, mais árduo e mais gratificante: começou a estudar.

Vendo que não compreendia a ciência envolvida, Jorge correu atrás de supletivos. Estudando de noite e trabalhando de dia, ele concluiu o ensino fundamental, fez todo o ensino médio e prestou vestibular para engenharia aeronáutica.

Jorge passou de primeira, e mesmo com todas as dificuldades se formou. Em 11 anos ele saiu de um carpinteiro com ensino fundamental incompleto para um engenheiro aeronáutico.

Hoje Jorge trabalha em uma empresa de Barreiras, BA que constrói e faz manutenção em aviões.

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Imagem ilustrativa, não é esse o avião que Jorge está construindo.

A empresa está ajudando Jorge no projeto, a estrutura de madeira e tela está pronta, falta motor painel e fiação. O sonho dele é chegar em Guaratinguetá, cidade onde sua família mora, voando. Só que falta um detalhe: aprender a pilotar. Jorge precisa tirar um brevê, mas convenhamos: pra um marceneiro que virou engenheiro por pura teimosia e perseverança, não vai ser um curso de piloto privado que o irá deter.

Fontes: G1 e Paraná Online


Fonte: Blog MeioBit - http://meiobit.com

Comentário: Pois é leitor estes são exemplos de como se atinge objetivos mesmo com grandes dificuldades, mas com seriedade, perseverança e compromisso com o que faz. Porém gostaria de acrescentar algo ao que disse o autor deste artigo em relação a nossa Agência Espacial de Brinquedo (AEB). Caro Carlos Cardoso, não só um datilografo, a situação é ainda pior, pois o próprio presidente deste órgão de brinquedo não passa de um tremendo de um banana.

3 comentários:

  1. Foi graças aos artigos desse autor, o Carlos, que eu soube de como é a situação atual da AEB.
    Ele fala tudo mesmo e com humor para não sairmos tristes porque a coisa tá feia mesmo!

    Adoro as críticas da Duda. Isso aí Duda fala tudo!

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    1. Olá Daniel!

      Obrigado pelo reconhecimento ao meu trabalho, mas é o Duda e não a Duda, tá ok amigo?

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  2. Ola moro aki mesmo.no Eusébio tenho 51anos panificador.mas meu hobby é radioamadorismo e descobri ontem este Centro tecnológico.parei a moto ai de frente e fiquei uns 10 minutos olhando a enorme antena .sou eu mesmo que fabrico minhas antenas mas tudo artesanal mas muito funcional com roe de 1:1 .me conseda a honra de uma visita seria eu e minha filha de 5 anos .caso nao possa me envie fotos da antena e do equip tx rx .ricardoluizsleme@gmail.com

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