quarta-feira, 22 de julho de 2015

Brasil Formaliza Rompimento de Acordo Para Lançar Foguete Ucraniano

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (22/07) no site do jornal “O Globo” destacando que o Brasil finalmente formalizou o rompimento do acordo do trambolho tóxico Cyclone-4 com a Ucrânia.

Duda Falcão

BRASIL

Brasil Formaliza Rompimento de Acordo
Para Lançar Foguete Ucraniano

Tesouro já pagou meio bilhão por projeto fracassado. Itamaraty justifica
em carta "significativa alteração da equação tecnológica-comercial"

Por Roberto Maltchik
22/07/2015 0:25
Atualizado 22/07/2015 9:11


RIO - O Brasil informou à Ucrânia, por meio de comunicado ao embaixador do país em Brasília, que vai romper o tratado assinado entre os dois países para lançar de Alcântara (MA) o foguete Cyclone 4, cujo primeiro protótipo está em construção na Europa. A empreitada já custou meio bilhão de reais ao Tesouro Nacional e pode causar prejuízos ainda maiores por conta dos desdobramentos do rompimento do tratado binacional.

A carta que anuncia a decisão foi publicada pelo site especializado Defesanet e é assinada pelo ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira. Seu envio foi confirmado ao GLOBO por uma fonte do governo. O documento foi encaminhado ao embaixador Rostyslav Tronenko em 16 de julho, poucos dias depois de uma reunião, em Brasília, com a presença de representantes de vários ministérios, para tratar do impasse sobre o programa. A partir desta reunião, o assunto passou a ser tratado exclusivamente pelo gabinete do ministro das Relações Exteriores.

No comunicado, o chanceler brasileiro afirma que "ocorreu significativa alteração da equação tecnológico-comercial que justificou o início da parceria. E que, portanto, comunica a "decisão irrevogável do governo brasileiro de denunciá-lo (o tratado)".

A decisão foi tomada três anos depois que a presidente Dilma Rousseff recebeu diagnóstico, elaborado pelo então ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, apontando que o projeto não geraria os lucros projetados com o lançamento comercial de satélites a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, por um preço de US$ 35 a 50 milhões, a cada satélite lançado. Os investimentos adicionais para viabilizar o programa seriam altos demais, e o mercado de lançamentos comerciais de satélites não tinha espaço para a entrada do foguete ucraniano. O orçamento inicial do programa era de R$ 1 bilhão. Sua primeira data de lançamento seria 2010. Todas estimativas estavam erradas

Em fevereiro de 2015, O GLOBO revelou que o governo já trabalhava com a possibilidade de cancelamento porque o projeto não era viável comercialmente.

A parceria agora renunciada pelo governo brasileiro é fruto de um tratado formalizado pelos congressos de Brasil e Ucrânia, em 2006. Nos termos do acordo, a Ucrânia pode contestar os argumentos do Brasil para desistir da parceria e, teoricamente, pode pedir o ressarcimento pelos prejuízos causados pelos investimentos já efetuados.

Enquanto o Brasil já consumiu cerca de R$ 500 milhões do Tesouro Nacional com a construção do Centro de Lançamento de Alcântara, a Ucrânia já construiu três quartos do foguete, sendo que a parte mais complexa do artefato, a tecnológica, ainda estava em desenvolvimento.

O GLOBO revelou, em 2010, que a construção do complexo espacial no Maranhão foi entregue, sem licitação, ao consórcio formado pelas empreiteiras Odebrecht e Camargo Corrêa, hoje investigadas na Operação Lava-Jato. A concorrência foi suspensa após o Ministério da Defesa, com uso de Decreto de Segurança Nacional, cancelar o edital que já havia sido publicado.


Fonte: Site do Jornal o Globo - http://oglobo.globo.com

Comentário: Bom leitor, essa matéria do site do jornal O GLOBO como se pode notar é oriunda da notícia dada ontem pelo site Defesanet.com e publicada hoje pela manhã em nosso Blog. No caso da notícia ter realmente fundamento, cabe ao governo Ucraniano, sua embaixada e também os representantes da comunidade ucraniana no país cobrar um pronunciamento publico da presidentA debiloide brasileira, explicando os motivos da denuncia do acordo. Caso contrário, esta debiloide estará demonstrando a comunidade internacional que além de lhe faltar caráter, massa encefálica e educação, sobra-lhe covardia, passando o trabalho surjo para o seu Ministro das Relações Exteriores, que vale lembrar, tem como uma de suas atribuições este tipo de papel. Quando tivermos esse pronunciamento oficial gravado em vídeo como é de costume quando ela lança seus projetos de fachada, ai sim, então poderemos bater finalmente o martelo comemorando o fim deste desatino. Vamos aguardar os acontecimentos. Aproveitamos para agradecer ao leitor Felipe Dias pelo envio dessa notícia.

Um comentário:

  1. Ou seja, o Marco Antônio Raupp ,apesar da inércia e falta de capacidade política, conseguiu alguma coisa positiva que foi convencer o governo que esse projeto não traria benefício nenhum ao Brasil. Se podemos tirar alguma coisa positiva desta notícia foi isso e só nos resta torcer para que a notícia seja verdadeira, mesmo que tenhamos que arcar com mais prejuízos.

    Abs,
    Felipe Dias

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