quarta-feira, 1 de julho de 2015

AEB E NASA Firmam Acordos em Ciência e Educação

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (01/07) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que a AEB e a NASA firmaram acordos em Ciência e Educação.

Duda Falcão

AEB E NASA Firmam Acordos
em Ciência e Educação

Foto: Divulgação/MCTI 
O presidente da AEB, José Raimundo Braga Coelho, (E)
e o administrador da NASA, Charles Bolden, assinam os
acordos para a área científica e de educação.

Brasília, 01 de julho de 2015  O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, e o administrador da National Aeronautics and Space Administration (NASA), Charles Bolden, assinaram nesta terça-feira (30), em Washington, nos Estados Unidos, acordos para ampliar os estudos sobre o clima espacial e global e heliofísica, que estuda a ciência  do Sol. As agências também acertaram cooperações na área de educação.

“Esta parceria envolve um trabalho essencial para entender o nosso planeta e para ajudar a desenvolver os líderes de amanhã”, afirmou Coelho. Os acordos foram firmados na viagem da presidenta Dilma Rousseff aos EUA. Bolden afirmou estar feliz em “expandir a relação com um parceiro de longa data”.

O Brasil é o mais novo integrante do Programa de Aprendizagem e Observações Globais em Benefício do Meio Ambiente (GLOBE, na sigla em inglês), ação de ciência e educação ambiental que reúne estudantes, professores e cientistas para estudar a ciência do meio ambiente.

A parceria neste programa tem duração mínima de cinco anos. No Brasil, a AEB será a responsável por coordenar as ações do programa, identificar as escolas que participarão da iniciativa, certificar que os equipamentos de medição estejam calibrados, entre outras iniciativas.

O objetivo do Programa GLOBE, criado em 1995, é aumentar a consciência de estudantes sobre o meio ambiente e suas interações com o ser humano, além de contribuir para a compreensão científica do planeta. Dados de medições ambientais, imagens ambientais globais, materiais educacionais e softwares serão disponibilizados aos alunos das escolas beneficiadas.

O programa formou uma rede internacional de estudantes de ensino primário, médio e secundário de 112 países para estudar questões de meio ambiente, fazer medições e compartilhar dados ambientais com a comunidade científica internacional.

As agências espaciais acertaram ainda que o Brasil participará de missões que estudam o Sol e os arredores da Terra, tais como a missão Magnetospheric Multiscale Satellites (MMS) e Van Allen Probes. O compartilhamento de dados aumentará os resultados e a produtividade científica para o benefício da heliofísica em geral.

Estágio - Em 18 de junho último, a AEB e a NASA firmaram também uma parceria para aumentar as oportunidades para estudantes brasileiros de graduação e pós-graduação participarem do Programa de Estágio Internacional NASA. O projeto permitirá a troca de experiência entre alunos dos dois países.

Poderão pleitear o estágio bolsistas de graduação do programa Ciência sem Fronteiras (CsF), que já estão em uma universidade norte-americana ou estão prestes a viajar para participar do programa. Os alunos devem estar inscritos em um curso das áreas de Engenharia, Desenvolvimento Tecnológico ou similar. Para os pós-graduandos, é necessário que o estudo seja feito nas áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia ou Matemática.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Antes de me posicionar sobre esses acordos peço que leiam com atenção, pois me direcionarei aos leitores que tem se manifestado no Blog e através de e-mails contra qualquer acordo com os EUA devido ao que ocorreu com o Projeto do VLS-1. Gente, vivemos num mundo globalizado onde acordos internacionais são feitos entre nações amigas ou supostamente amigas por diversas razões, sejam elas econômicas, logísticas, tecnológicas, políticas, etc... Sabotagem, pressão política, boicote tecnológico e político fazem parte dos bastidores das atividades espaciais de qualquer nação do mundo, e nem por isto essas nações deixam de se associarem em projetos conjuntos. A ESA quando surgiu, por exemplo, sofreu grande pressão americana de todas as ordens, pois os americanos eram tremendamente contraria a sua existência, nem por isto deixou de fazer acordos com a NASA (veja a ISS e sonda espaciais conjuntas), até mesmo os russos tem tanto a ESA como a NASA como grandes parceiros (gente alguns foguetes americanos são propulsados por motores-foguetes russos). O que supostamente ocorreu com o VLS-1, se realmente ocorreu, só foi possível graças à conivência desses energúmenos, ou seja, os americanos tiveram espaço para agir. O Brasil e seu povo precisam parar com esta postura de “BEBE CHORÃO” e começar a se preparar adequadamente para enfrentar as adversidades de um mundo globalizado, e para tanto precisa de melhores políticos e de um sistema de inteligência eficiente, preparado e realmente comprometido na defesa de nossos interesses, entre muito outras coisas evidentemente. Dito isso, peço ao leitor que observem atentamente a foto dessa nota da AEB. Do lado direito encontra-se o Sr. Charles Bolden, ex-astronauta, diretor da maior e mais bem sucedida agência espacial do mundo, gerente de um orçamento anual que ultrapassa 20 bilhões de dólares, um profissional extremamente competente e comprometido com a missão que lhe foi conferida pelo Governo e pela Sociedade Americana, já do lado esquerdo temos o Sr. José Raimundo Braga Coelho, um fantoche, presidente de uma agencia espacial de brinquedo, um “Zé Ninguém”, um infeliz que não tem preparo para ser sequer presidente de ESCOLA DE SAMBA, quanto mais presidente de uma agência espacial. Em resumo: evidentemente esta história tem tudo para acabar mal. Mas vamos lá, sejamos otimistas, falando dos acordos, digamos que os mesmos foram negociados e amarados da forma que deveriam, que foram motivados por questões realmente relevantes para o país, onde os benefícios científicos, tecnológicos e educacionais não foram sobrepujados por interesses de ordem política, ou pior, por interesses não tão nobres, mesmo assim leitor, não existe no PEB no momento um universo político, legislativo, e de comprometimento que permita o desenvolvimento desses acordos ao nível que a NASA e o governo americanos estão acostumados, e além disso, quem vai conduzir o desenrolar desses acordos? O Sr. Braga Coelho e sua equipe? Ora leitor, me faça uma garapa. Além do mais, vale dizer que o tal do programa “Ciências sem Fronteiras” vive com denúncias constantes, e já virou piada. Participar de missão como esta “Magnetospheric Multiscale Satellites (MMS)”, fala serio, só se for monitorando este satélite ou então se a NASA quiser esperar uma década ou mais para construir um satélite como este em parceria com o Brasil. O Brasil não é a Argentina Sr. Charles Bolden tenha isto em mente. Já quanto ao GLOBE, a incompetência dessa gente é tão grande, que mesmo um acordo como este é difícil de acreditar que seja conduzido com seriedade e competência. Enfim... E sabe o que é mais frustrante nisto tudo, é que por causa desses energúmenos continuamos perdendo tempo e acordando parcerias pouco relevantes que nos mantém na periferia das atividades espaciais internacionais. Gente o PEB tem mais de 50 anos de existência.

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