segunda-feira, 30 de maio de 2016

O Grupo de Foguetes do Rio de Janeiro (GFRJ)

Olá leitor!

Abaixo eu trago agora para você, ainda na área de Espaçomodelismo, um artigo escrito pelo jovem estudante Ronaldo P. Matos, fazendo um interessante relato sobre a criação na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), da primeira equipe de Espaçomodelismo do Estado do Rio, isto é, desde que surgiu esta nova onda universitária no Brasil em torno das atividades com foguetemodelismo. Vale a pena dar uma conferida.

Duda Falcão

O Grupo de Foguetes do Rio de Janeiro (GFRJ)

Por Ronaldo P. Matos
Idealizador e líder do GFRJ
UERJ

Logo da Equipe
Bem, falar do GFRJ – Grupo de Foguetes do Rio de Janeiro, sem me ater a um expressivo “refutamento”, não seria possível, ele:

Por que um estado tão importante para a história e desenvolvimento da ciência no Brasil,  berço de instituições  como IME, IMPA, CBPF, CNPq , Universidade do Brasil e Universidade do Estado de Guanabara, hoje UFRJ e UERJ, não houveram ao longo das ultimas décadas,  investimento financeiro ou de atenção para  atividades com fins espaciais?

Longe de reflexões ideológicas e pontuações tendenciosas, analisar sem desmedir as não medidas tomadas nesse grande intervalo de tempo, é o suficiente para parte desse refutamento.

Assim como nos outros grupos que estão em fase de ascensão e até mesmo os mais pioneiros, a idealização do núcleo da UERJ, teve como passo a passo, reuniões, buscas de feedback com outras equipe por parte de alunos.Como um dos primeiros objetivos na época, ser um grupo cooperador da COBRUF (Competição Brasileira Universitária de Foguetes).

Lembro como se fosse hoje, a primeira visita que fiz a UERJ, no dia 22 de setembro de 2015, chegando lá, me apresentando como um aluno de mestrado de outra instituição. Encontrei mais de dez alunos da graduação me esperando, tão eufóricos quanto eu, para nossa primeira conversa e uma primeira resposta para:

“Por que um núcleo de extensão, que estude e desenvolva projetos tecnológicos, para a construção, lançamento e recuperação de foguetes é necessário?”.

Primeira discussão sobre “um grupo de foguetes na UERJ” 22/09/2015.

Hoje, alguns meses depois dessa conversa, sendo fundado apenas no começo de abril, no dia 07, dando de frente com uma realidade complicada, permeados pela situação deplorável de um estado falido,  com mais um grande período de greve na UERJ, o Grupo de Foguetes do Rio de Janeiro, já teve algumas conquistas e não estamos falando apenas de premiações.

Fundação oficial do GFRJ, dia 07/04/2016.

Temos como conquistas, as atividades e os projetos em si, por exemplo,

-  Dez alunos,  mestrando e graduandos, de áreas diversas, matemática, engenharia mecânica, elétrica, economia.

- O  adesionismo de grandes acadêmicos para o escopo do núcleo, uma realidade impar, se analisada até mesmo pareando com outros grupos pioneiros. São cinco professores, sendo quatro doutores e um mestre.

- Personificada pela figura do Prof.Dr.João Batista Canalle, que compõe o escopo dos professores, o apoio da OBA - Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, maior competição cientifica.

- Participação em dezembro de 2015, quando ainda estávamos em desenvolvimento, como convidado , representando naquela época o estado do Rio de Janeiro na primeira edição da Cobruf, sediada no Centro Lançamento Barreira do Inferno.

Ronaldo Matos e Prof. Dr. João Batista Canalle, representaram
GFRJ na COBRUF em dezembro de 2015 no CLBI.

- Participação na Mostra Brasileira de Foguetes a convite da OBA

Bruno Costa e Ronaldo Matos (GFRJ) e lideres da COBRUF
e a Comissão organizadora e palestrantes da MOBFOG.

- Visita guiada na Avibras de Jacareí, sendo estreitada a relação com a diretoria:

Direção da Avibras, Canalle ( OBA e GFRJ),
Ronaldo ( GFRJ ), João Bezerra (IAE).

- Participação, usando  VS-40 e Sonda-I, dos kits da Boa Vista Foguetemodelismo, sendo também primeiro e segundo lugar em duas categorias distintas( D e 100m), no III Festival de Minifoguetes de Curitiba, sendo que na primeira, tornando-nos novos recordistas nacionais.


- Alinhamento com grupos pioneiros de outras instituições, em forma de parceria na capacitação técnica, através de workshops e minicursos. Das parcerias já confirmadas, temos com o ITA Rocket Design e DPE – Divisão de Propulsão e Espaço e recentemente alinhamos também com a UFABC Rocket Design.

Sendo que a parceira com a equipe do ITA, esta programada para o dia 28/05 a primeira aula, onde membros da equipe estarão vindo até o Rio de Janeiro .

- Tem se alinhado a Cobruf  como grupo cooperador, para desenvolver atividades em CFD, para o “Manual do Foguete  Padrão”

Por fim, as atividades do núcleo estão divididas em três missões:

- Missão Crux

Onde o principal objetivo é fazer o membro ter o primeiro contato com os conceitos físicos, dinâmicos de um veiculo espacial, através de projetos de foguetes de garrafa pet, usando como propulsão, a pressurização da do ar direcionado ao interior da garrafa, que estará sendo abastecida por agua ou bicabornato de sódio e vinagre.

Sendo que o principal intuito do projeto, é levar tal conhecimento as escolas publicas da região, fazendo assim um trabalho de alfabetização cientifica,  que é de carência imensurável nas salas de aulas nas escolas publicas cariocas.

- Missão Von Braun

Desenvolver estudos e projetos de minifoguetes,  partindo daqui o estudo da eletrônica embarcada, laminação e manipulação de materiais compósitos, desenvolvimento de novas bancadas de testes, motores, propelentes  e representar o núcleo nas edições no Festival de Minifoguetes de Curitiba.

- Missão Gagarin

Aproveitando o recurso humano, da experiência de pesquisa dos professores da área de eletrônica, controle, física e materiais compósitos, o GFRJ quer com a Missão Gagarin, participar e ir além das competições  e cooperações, pois  buscar o desenvolvimento de artigos de impacto,  já é um objetivo comungado pelo núcleo.

Há muito pela frente,

Mas o GFRJ já nasceu assertivo.

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