terça-feira, 24 de maio de 2016

Missão Garatéa: Sonda Experimental do Grupo ZENITH Completa Com Sucesso Trajeto à Estratosfera

Olá leitor!

Segue abaixo uma espetacular notícia postada dia (19/05) no site da “Escola de Engenharia de São Carlos - USP São Carlos (EESC-USP)” destacando que o “Grupo Zenith” (lembra dele?) realizou dia 14/05 com sucesso a “Missão Garatéia”, lançando a estratosfera (aproximadamente há 32 km de altitude) uma sonda  experimental  tendo abordo microrganismos encontrados em ambientes extremos da Terra.

Duda Falcão

Notícias

Missão Garatéa: Sonda Experimental
Completa Com Sucesso Trajeto à Estratosfera

Por Keite Marques
Assessoria de Comunicação da EESC
Criado em Quinta, 19 Maio 2016 - 16:5

Fotos: Keite Marques e Arquivo do Grupo Zenith

A missão Garatéa, que lançou uma sonda experimental à estratosfera, foi completada com sucesso pelos integrantes do Grupo Zenith da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP. Após duas horas e trinta minutos de voo, o equipamento foi resgatado na cidade de São Sebastião da Grama (SP), a 145 km do ponto de partida – localizado no entorno do Hangar I do Departamento da Engenharia Aeronáutica da EESC, no campus II da USP em São Carlos. O evento ocorreu no último sábado, dia 14 de maio.

O experimento consistiu em enviar microrganismos encontrados em ambientes extremos da Terra a uma altitude de aproximadamente 32 quilômetros a fim de analisar seu comportamento nas diversas condições de estresse da alta atmosfera. O projeto foi dividido em duas partes: instrumentação da sonda e manuseio biológico.

O Zenith, formado por alunos de graduação da EESC, desenvolveu o módulo com um sistema embarcado simplificado, porém que desafiou as habilidades dos integrantes. O primeiro desafio foi garantir o controle do equipamento em grande altitude sem utilizar o recurso de telecomando – uma espécie de controle remoto para medição e comunicação entre o operador e a sonda. Optou-se então por um sistema de hardware e software pré-configurado para abrir a tampa do compartimento em que estavam os microorganismos a serem testados no momento certo do trajeto. Para desempenhar essa função com sucesso, também foi necessário desenvolver um inédito mecanismo de movimento em altitudes elevadas a partir da utilização de um motor.


Outro teste que também passou por validação foi o uso da impressão 3D para a construção da estrutura do aparelho, sendo que atualmente essa técnica é utilizada apenas para desenvolvimento de protótipos e não para a construção do produto final. "Foi um experimento muito interessante, com estudos sobre as estruturas da sonda e os sensores que validaram os conceitos e as atividades do grupo. Por ter sido um sistema multidisciplinar, a equipe teve que ir atrás de informações fora do escopo da engenharia para desenvolver e atender todas as necessidades da sonda", definiu Danilo Pallamin de Almeida, integrante do grupo Zenith.

O equipamento subiu à estratosfera por meio de um balão de gás hélio, contando com três sensores de radiação ultravioleta e contadores de radiação ionizante, bem como sensores ordinários como barômetro, termômetro e acelerômetro. Devido à baixa pressão na altitude desejada, o balão rompeu-se e o aparelho retornou ao solo com segurança por meio de um paraquedas especialmente desenvolvido para esse fim.

O grupo é orientado pelo professor do Departamento de Engenharia Mecânica da EESC, Daniel Varela Magalhães, com a participação do engenheiro mecatrônico e ex-aluno da Escola, Lucas Fonseca, que participou da missão aeroespacial da sonda Rosetta, que pousou o módulo Philae em um cometa. A proposta do grupo é desenvolver e difundir tecnologias aplicadas ao setor aeroespacial para estimular e ampliar visibilidade dessa área no Brasil.


"O Zenith obteve muito sucesso em todo trabalho realizado; foi uma pesquisa multidisciplinar em que todos se empenharam para aprender, produzir e lançar o módulo. Toda motivação do grupo teve o reconhecimento com o sucesso da missão", destacou Magalhães.

A ambição do grupo Zenith agora é realizar outras missões como a Garatéa, aumentando aos poucos o nível de complexidade, chegando à proposta final de cubesat – uma classe de plataforma de nanosatélite em formato cúbico, com 10 cm de aresta. "O cubesat é menos complexo e didático, permitindo que nós como estudantes tenhamos condições de construir e aprender sobre os vários setores de um satélite", explicou Almeida.

Microorganismos Rumo ao Espaço

A parte biológica do experimento teve objetivo de realizar uma simulação com alguns microrganismos extremófilos (bactérias e leveduras) não patogênicos encontrados em ambientes severos do planeta, como na Antártida e no Deserto do Atacama, no Chile. Esses organismos são caracterizados pela resistência a temperaturas muito altas ou muito baixas, a ambientes com altos índices de radiação – como ultravioleta ou raios-X –, e também a meios muito ácidos ou alcalinos.


Os responsáveis por essa parte do projeto foram o professor do Instituto de Química (IQ) da USP, Fábio Rodrigues, e o pesquisador do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), Douglas Galante.

"Em especial, desejamos saber mais sobre a fisiologia desses organismos e como ela funciona nas diversas condições de estresse, além de aprendermos mais sobre a habitabilidade do nosso próprio planeta. Porém a pesquisa também possibilita entender a vida num contexto mais amplo: na área da astrobiologia, por exemplo, podemos averiguar as chances de Marte ser habitável", comentou Rodrigues.

Competição internacional

A missão Garatéa também fará parte do Global Space Balloon Challenge (GSBC), um desafio organizado pela Stanford University e pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, sigla em inglês) que reúne participantes do mundo inteiro, competindo em diversas categorias como: design, melhor experimento, maior altitude, maior distância horizontal viajada e melhores imagens. Para concorrerem nessa última categoria, os membros do grupo instalaram na sonda duas microcâmeras que fizeram o registro fotográfico do voo, desde a decolagem até o pouso de paraquedas.


Veja aqui mais Fotos

OBS: Veja abaixo uma reportagem sobre a missão realizada pelo Canaltechque é um portal vertical, com foco na produção de conteúdo para tecnologia corporativa e da informação.



Fonte: Site da Escola de Engenharia de São Carlos – USP São Carlos - http://www.eesc.usp.br

Comentário: Estou muito feliz por saber que esta missão do Grupo Zenith foi bem sucedida, apesar de ficar um pouco decepcionado por ter descoberto por acaso a sua realização. Vale dizer que desde que eu soube (através do Eng. Lucas Fonseca) que esta missão estava sendo planejada em parecia com o Astrobiólogo Douglas Galante, fiquei na expectativa de ser informado para puder colaborar com a divulgação desta missão, mas infelizmente não fui informado e só descobrir por acaso através desta nota da EESC-USP. De qualquer forma gostaria de parabenizar ao Eng. Lucas, ao Prof. Daniel Varela Magalhães, aos integrantes do Grupo Zenith e ao Dr. Douglas Galante, pelo sucesso desta missão e aproveitar desejar também sucesso da “Missão Garatéa” durante a realização do desafio “Global Space Balloon Challenge (GSBC)”. Vale lembrar leitor que inicialmente um dos objetivos do Grupo Zenith com esta missão era também testar equipamentos que futuramente serão usados na Missão Lunar que eles estão planejando. Parabéns Grupo Zenith, estou vibrando com esta notícia.

8 comentários:

  1. parabéns ao Grupo Zenith, pelo feito com todo o sucesso que vocês merecem, é pessoas como vocês que o nosso país precisa, esperamos que muitos outros Grupos universitários se reúnam e que possam fazer feitos do mesmo nível ou até maior, são Brasileiros valorosos como vocês que a Nação precisa cada vez mais, Parabéns a todos e que continuem sempre avante, Brasil.

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  2. o vídeo que o Grupo Zenith, ficou 100% , pulei de alegria, a cada segundo da preparação , ao lançamento , ao ápice da abertura do dispositivo , o estouro do balão, a abertura do paraquedas e a recuperação e depois a análise dos micro-organismos, lindo o trabalho completo, nota 1.000 , D+ , Parabéns a todos, muito bonito o trabalho completo do Grupo.

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  3. Todos os integrantes do grupo CEFAB, parabeniza calorosamente este grande empreendimento científico ( Missão Garatéa ), executado com maestria sob o comando do grupo ZENITH. Avante Brasil! Nossos jovens tem qualidade, só falta o investimento financeiro do governo, para que se torne físicos, inúmeros projetos, que ainda estão no papel dos "Sonhos". Que exemplo maravilhoso, em prol do engradecimento científico do Brasil. Em contraste, contrariando todas as expectativas possíveis, assistindo ao jornal "Bom Dia Brasil", desvendou-se mais uma vêz , casos que não é mais novidades para o povo, editou-se uma matéria trite,sobre a avalanche de notícias negativistas, envolvendo ministros LARÁPIOS e CORRUPTOS, que lesam as riquezas da pátria amada! Pois é! tanto dinheiro desviado da nação, que poderia ser revestido para o PEB, grupos universitários de pesquisas, e tantas outras organizações importantes, que anseiam de investimentos.
    Só sei de uma coisa! O CRIME NÃO COMPENSA, o importante de tudo isso é que, esses crápulas, mal feitores, ante patriotas, pensam que são imunes a JUSTIÇA, pois estão muito enganados, por mais que ocultem ou façam as falcatruas INCUBADAMENTE, um dia a verdade vem á tona, como peixes mortos e inocentes. Justiça de DEUS, seja feita em primeiro lugar! Depois á do Exemplar excelentíssimo Juiz:SÉRGIO MOURO. Agora, cabra veio! todos os corruptos, irão pensar duas ( X ), em roubar a " Ordem e Progresso" do Brasil.

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  4. Carlos Cássio Oliveira, por quê a FAB não usa em seus lançamentos de Foguetes Sondas aqui no Brasil, câmeras On-Bord como esta que foi acoplada a Sonda Experimental do Grupo ZENITH ?
    .
    se um pequeno Grupo Universitário tem condições técnica e financeiras para lançar um balão com câmera e assistir ao vivo e gravar o seu lançamento , por quê será que a FAB não faz o mesmo, para o povo Brasileiro assistir e senti a mesma emoção de assistir um Lançamento no Brasil ?

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    1. O PROBLEMA MAIOR É O FINANCEIRO:
      Caro amigo “Brasonauta”, Stan Vox, bom dia! Estou no ramo da pesquisa amadora com foguetes, há muito tempo, desde aos 17 anos de idade, que tento fazer o melhor pelo meu grupo CEFAB. Durante essa longa caminhada, que não foi fácil! O maior entrave identificado foi o “aporte financeiro”, todos nos sabemos, que a atividade é ONEROSA”, nestes anos, ainda não tive, ou melhor! A maioria dos grupos que praticam esta atividade, não tiveram nenhum apoio governamental, apesar de nos sabermos de que o “Tio Sam”, de maneira não abstrata, cuidam de suas jovens sementes de maneira diferenciada, mas não se atrevem, em oferecer de modo irresponsável, todos os atributos negativos o que estamos passando aqui no Brasil, lá a coisa é diferente, eles investem no seu futuro, sabendo que haverá retorno a longo prazo, do que implica na preparação do fator humano.
      Tenho muito projetos par serem realizado, estou aguardando o recebimento de algumas causas judiciais. E já falei para minha cônjuge, goste ou não goste: -“ Em primeiro lugar a divisão é para o futuro educacional de meus filhos. O resto....meu amigo! é para os meus projetos! “
      Quando organizamos nossas finanças, para a execução de um projeto cientifico, aumentamos as chances de realizar nossos sonhos. O primeiro foguete, o primeiro instrumento de coleta de dados embarcados, um novo banco estático para medir o empuxo desse veículo, em fim, manterem os padrões necessários para o objetivo da missão proposta, a que se destina: só uma vida controlada e financeira (caixinha, ofertas avulsas) e equilibradas no grupo, nos permite chegar lá.
      Investir e distribuir bem nossas economias para os custos da:(Família e realização de sonhos) e os recursos extras para maximizar a rentabilidade é o primeiro passo. Quando deixamos nosso dinheiro confinado na conta corrente ou na poupança neste instável país de instabilidade financeira, ele nem mesmo mantém o poder de compra, dos componentes eletrônicos e outros equipamentos necessários, pois a inflação atua corroendo seu valor, e acima de tudo, convém lembrar, de que nossas cônjuges, reclama 24 horas, de que que está faltando algo continuamente, agora ,meu amigo! Imagine!, como podemos equalizar as questões em unir o útil ao agradável.
      Muitas pessoas não investem em fazer suas pesquisas, porque acham que é difícil e oneroso. Todavia, a globalização e o avanço da tecnologia permitiram o desenvolvimento de diversas ferramentas que auxiliam no processo de escolha e acompanhamento do que vai ser usado nos projetos com dos minifoguetes, tornando os investimentos muito mais simples e práticos.
      É muito comum por aqui, no meu estado (BA), pensar que é LOCURA tentar executar esta atividade, no intuito de construir e repassar a tecnologia espacial nas escolas, acham eles! Que é apenas para privilegiados, países extremamente desenvolvidos, para nos, uma fantasia, sem retorno, um robe, uma diversão, o que não é mais verdade e sim uma simples especulação, das pessoas menos informadas.
      A educação espacial nas escolas, tem sido bastante disseminada no Brasil, pela OBA e pelo Festival de Minifoguetes, realizada anualmente em Curitiba, atitude como estes positivos empreendimentos, já apresentou os resultados esperados, conforme tem revelado pela comunidade.. Dois em cada três brasileiros não sabem realmente o que es esta fazendo em prol da ciência, desconhece as vantagens de rica atividade. A falta de conhecimento demonstra a enorme distância existente entre as pessoas e o meio cientifico. Uma ajuda governamental nas instituições que produzem este tipo de ciência, deveria ser tão natural quanto deixar, a esmos nossos jovens pesquisadores, que não tem tanto recursos necessários. .


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    2. " DESCULPAS Á TODOS:"

      Peço 1000000 desculpas ao senhor Stone Vox e aos leitores do BLOG, pelos erros de português, que algumas vezes deixo de corrigir, publicados no meu comentário de: "Repostas", e tanato outros. Justifico da presente,o motivo pelo qual á minha secretária ( minhas filhas de 12 e 13 anos ), que no presente momento, já se encontra realizando o seu 1º curso de informatica, as mesmas, entusiasmada, fazem questões, como umas exímias digitadoras, executa os serviços de secretária do grupo CEFAB, no mais, perdoemos suas condutas ,acreditando que seus valorosos esforços em trabalhar pelos objetivos, e os propósitos científicos de seu pai. OK!

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  5. Parabéns excelente iniciativa missão Astrobiologia!

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  6. esse jovens Universitários Paulistas, demonstraram que não podemos esperar Sucesso do nosso Governo e da nossa FAB para presenciar bons resultados em nossos projetos Aeroespacial, que com resultados como esse dos jovens Universitários Paulistas, podemos Sim, fazer a diferença e conquistar o nosso Espaço que tanto o Brasil merece e almeja !

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