segunda-feira, 24 de julho de 2017

Projeto Garatéa-ISS Levará Experimento Brasileiro à Estação Espacial Internacional em 2018

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo postado ontem (23/07) no Blog Mensageiro Sideral do site do Jornal Folha de São Paulo, divulgando a notícia bombástica que havíamos informado que a galera do Projeto Garatéa divulgaria nos próximos dias, tá lembrado? Pois é, é isso mesmo leitor, o Brasil estará de volta em 2018 a Estação Espacial Internacional (ISS), doze anos após a Missão Centenário com um experimento estudantil a ser realizado abordo.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Projeto Garatéa-ISS Levará Experimento
Brasileiro à Estação Espacial
Internacional em 2018

POR SALVADOR NOGUEIRA
23/07/2017 - 20h36

Foto: NASA

Pela primeira vez em mais de uma década, o Brasil voltará a enviar um experimento à Estação Espacial Internacional para ser realizado por um astronauta. A iniciativa é da Missão Garatéa, o mesmo consórcio espacial que está planejando a primeira missão lunar brasileira, com lançamento marcado para 2021.

Batizado Garatéa-ISS, o projeto fará parte da 12a edição do Student Spaceflight Experiments Program (SSEP), ação anual do governo americano em conjunto com a NASA (agência espacial americana) para engajar a comunidade estudantil em experimentos educacionais realizados no espaço.

“É a primeira vez que uma comunidade fora da América do Norte teve aprovação no programa e estamos muito animados com a oportunidade”, diz Lucas Fonseca, diretor da iniciativa no Brasil.

A oportunidade foi aberta por meio da Câmara de Comércio Brasil-Flórida, que ajudou na busca de um projeto de impacto que pudesse alinhar interesses brasileiros e americanos. A intersecção encontrada foi com a Kennedy Space Center International Academy (KSCIA)

“Penso que a maior importância de uma colaboração desse porte é a oportunidade de inspirar a futura geração que eventualmente atuará em alguma área do programa espacial”, diz Jefferson Michaelis, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Flórida. “Para o Brasil, abre-se uma oportunidade gigantesca, uma chance de reviver a aliança com a ISS e ao mesmo tempo possibilidade a jovens brasileiros e a educadores a inserção na área de espaço. Para os EUA, uma oportunidade de conhecer o lado do Brasil, talentoso, criativo e inovador, o que possibilitará a criação de novas oportunidades entre as duas nações.”

O experimento brasileiro deve ir à estação espacial em 2018 e contará com a participação de 450 crianças do sétimo ano (13 anos), tanto do ensino público como do ensino privado. Desde 2006, quando a Missão Centenário levou à Estação Espacial Internacional o primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes, estudantes brasileiros não têm uma oportunidade como essa.

COLABORAÇÃO

O projeto não tem financiamento público e, a exemplo da missão lunar Garatéa-L, busca apoio da iniciativa privada para sua realização. “Este primeiro ano estamos tratando como um piloto”, explica Fonseca. “Para o ano que vem, estamos costurando uma parceria com a Olimpíada Brasileira de Astronomia e temos a meta ambiciosa de expandir o programa para atingir 1 milhão de crianças. Para tanto, precisamos nos provar neste primeiro voo.”

A iniciativa será iniciada neste ano, em uma parceria da Missão Garatéa com o colégio Dante Alighieri, de São Paulo. A escola ofereceu suas estruturas de salas, laboratório e professores para o planejamento e a realização do experimento. Como contrapartida, seus alunos participarão do projeto, combinados a estudantes oriundos do ensino público.

Além de envolver os alunos num projeto espacial de vanguarda, a iniciativa oferecerá treinamento para professores com cientistas de alto gabarito trabalhando no Brasil e no exterior. “Sem dúvida é uma oportunidade incrível”, diz Amanda Bendia, pesquisadora do Instituto Oceanográfico da USP envolvida com o projeto. “Os alunos terão a experiência não só de passar por todas as etapas que um cientista realiza para o desenvolvimento de sua pesquisa, mas também terão que pensar em experimentos que sejam simples, práticos e viáveis de serem executados na ISS. Será um grande desafio que contará com o apoio de pesquisadores brasileiros especializados em áreas como Astronomia, Biologia, Física e Química, que darão o suporte multidisciplinar necessário para os alunos desenvolverem suas propostas de experimentos.”

“Acho esta iniciativa fantástica, muito importante para os alunos e professores envolvidos”, complementa Ana Carolina Zeri, do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron. “Estou bem entusiasmada e contente de poder ajudar.”

Fazendo coro a gente muito mais esperta, o Mensageiro Sideral também está muito feliz de poder participar do projeto, como consultor.

Ainda não está definido qual experimento será realizado. Ele será escolhido e projetado entre setembro e dezembro deste ano, para ir ao espaço no primeiro semestre de 2018. A bordo da Estação Espacial Internacional, ele será executado por um astronauta americano e, depois de quatro a seis semanas, será trazido de volta à Terra para análise dos resultados.

Os alunos brasileiros responsáveis pelos experimentos ainda participarão de um congresso de apresentação de resultados no museu nacional de ar e espaço “Smithsonian” em Washington D.C., tendo chance de interagir com estudantes americanos que participarão do mesmo programa. O projeto será assessorado por cientistas ligados a NASA, além de pesquisadores brasileiros da Universidade de São Paulo e do Laboratório Nacional de Luz Sincrotron.

O objetivo do projeto é ampliar o interesse dos estudantes brasileiros pelas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, essenciais para o desenvolvimento do Brasil, e desenvolver um caminho rápido de amadurecimento de iniciativas espaciais privadas e de capacitação tecnológica para a Garatéa-L, a missão lunar brasileira.

Confira o hotsite do projeto Garatéa-ISS, clicando aqui.


Fonte: Blog “Mensageiro Sideral“ – http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br

Comentário: Pois é leitor tá ai a notícia, será que precisa dizer algo mais??? Enquanto essa galera da Garatéa avança significamente apresentando resultados, infelizmente este órgão inócuo e vergonhoso chamado AEB (Agencia Espacial de Brinquedo) vem cada vez mais se tornando insignificante e tendo a necessidade de sua existência colocada em dúvida, já que não consegue ser útil ao setor, além de, em muitos casos, ser um empecilho para o verdadeiro desenvolvimento das atividades espaciais brasileiras. Já passou da hora de se avaliar se esse órgão deve continuar existindo, ou então de dar um verdadeiro rumo ao mesmo tirando os tecnocratas baba ovos e incompetentes que estão nos cargos de gestão (a começar pelo seu presidente banana) desta agencia vendedora de fantasias. Parabéns a galera do Projeto Garatéa, vocês são “GENTE QUE FAZ”.

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Olá Pastor Alemão!

      Você leu com atenção a matéria? Esta iniciativa foi selecionada para participar da XXII edição do programa "Student Spaceflight Experiments Program (SSEP)", que é uma programa anual do governo americano em conjunto com a NASA. Seleção esta extremamente difícil e significativa, já que até então só estava aberta para estudantes americanos e canadenses.

      Diante disto, evidentemente que o experimento brasileiro chegará a Estação Espacial Internacional (ISS) através de um meio de transporte fornecido pelos americanos.

      Quanto a sua pergunta, ela é repetitiva, já foi aqui por diversas vezes respondida a razão pelas quais não temos ainda um Veículo Lançador orbital, e mesmo que tivéssemos, seria necessário também ter uma capsula capaz de acoplar a ISS, para assim entregar o experimento e que os americanos concordassem com isso, evidentemente.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  2. " SORTE É O QUE ACONTECE QUANDO CAPACIDADE ENCONTRA-SE COM A OPORTUNIDADE"

    Tudo é uma questão de ponto de vista, do querer de alguém positivo, em realizar algo. Como diz o velho ditado, quem não tem cão ( AEB), caça com gato ( NASA).
    Em uma escala, pra formiga, gota de chuva é tsunami.
    Para o exemplar amigo dedicado Engº Lucas Fonseca, é uma conquista de não se ter o cão apoiador para caçar. É uma questão de escolha, se ficar o bicho corrupto....se correr, o bicho político....em fim, a oportunidade chegou como graça divina, e olha!!! não é algo para se ficar esperando de braços cruzados, é algo a ser conquistado por méritos e merecimentos.

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