quarta-feira, 12 de abril de 2017

Jungmann Visita Hoje o Centro de Lançamento de Alcântara

Olá leitor!

Trago agora para você a matéria publicada na edição de hoje (12/04) do O jornal “O Estado do Maranhão” de São Luís, tendo como destaque a visita do Ministro Raul Jungmann ao CLA. Leia com atenção.

Duda Falcão

GERAL

Jungmann Visita Hoje o
Centro de Lançamento de Alcântara

Ministro da Defesa conhecerá atividades desenvolvidas pelo CLA e as instalações
operacionais e de apoio às operações de lançamento de foguetes; em janeiro,
foi noticiada a retomada de negociações do Brasil com os EUA para uso da base

O Estado Do Maranhão
12/04/2015

Foto: Agência Brasil
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, visitará as
instalações do Centro de Lançamento de Alcântara.

BRASÍLIA – O ministro da Defesa, Raul Jungmann, realiza hoje visita ao Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), organização da Força Aérea Brasileira (FAB) responsável pelo lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais.

Esta é a primeira visita ao CLA do ministro Raul Jungmann, que assumiu a pasta em maio de 2016. O comandante da Aeronáutica, Tenente Brigadeiro do Ar Nivaldo Rossato acompanhará a visita em Alcântara. Durante a visita, o ministro da Defesa irá conhecer as atividades desenvolvidas pelo CLA, além de percorrer as principais instalações operacionais e de apoio às operações de lançamento realizadas em Alcântara.

Dentre os locais visitados estão o Centro de Controle - local que coordena as atividades de lançamento -, o Centro de Controle Avançado - instalação mais próxima à área de lançamento onde trabalha a equipe responsável pela integração do motor-foguete à carga útil dos veículos e pela segurança terrestre -, e a Torre Móvel de Integração - a plataforma de lançamento do principal foguete de fabricação nacional, o Veículo Lançador de Satélites (VLS), e futuramente do VLM (Veículo Lançador de Microssatélites).

Negociação Com os EUA

No final de janeiro deste ano, foi divulgado pela imprensa que Brasil e Estados Unidos retomaram secretamente as negociações de um acordo sobre o uso de uma base militar brasileira no Maranhão para o lançamento de foguetes norte-americanos. Encerradas em 2003, início do governo Lula, as conversas voltaram por iniciativa do ministro das Relações Exteriores, José Serra, interessado em uma relação mais carnal entre os dois países.

Jungmann Conhecerá Atividades do CLA

Comandante da Aeronáutica Estará Presente

O embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral, conversou sobre o assunto com o subsecretário de Assuntos Políticos do Departamento de Estado norte-americano, Thomas Shannon, ex-embaixador em Brasília. Uma proposta mantida até aqui em sigilo foi elaborada e apresentada pelo Itamaraty a autoridades dos EUA. Teria sido rejeitada.

A Base de Alcântara é tida como a mais bem localizada do mundo. Dali, foguetes conseguem colocar satélites em órbita mais rapidamente, uma economia de combustível e dinheiro.

No fim do governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso (1995- 2002), de quem Sérgio Amaral era porta-voz, houve um acordo entre os dois países. Foi enviado ao Congresso brasileiro, para a necessária aprovação. Logo ao herdar a faixa do tucano em 2003, o petista Lula enterrou o caso.

Um dos ministros a defender o arquivamento naquela época foi Roberto Amaral, então na Ciência e Tecnologia. Por seus termos, relembra ele, era um “crime de lesa-pátria”.

Proibições

Os EUA impunham várias proibições ao Brasil: lançar foguetes próprios da base, firmar cooperação tecnológica espacial com outras nações, apoderar-se de tecnologia norte-americana usada em Alcântara, direcionar para o desenvolvimento de satélites nacionais dinheiro obtido com a base. Além disso, só pessoal norte-americano teria acesso às instalações.

“O acordo contrariava os interesses nacionais e afetava nossa soberania”, afirma Amaral. “Os EUA não queriam nosso programa espacial, isso foi dito por eles à Ucrânia.”

Enterrada a negociação com Washington, a Ucrânia foi a parceiro escolhido em 2003 para um acordo espacial. Herdeira da União Soviética, tinha tecnologia para fornecer. Brasil e Ucrânia desenvolveriam conjuntamente foguetes para lançamentos em Alcântara, com o compromisso de transferência de tecnologia de lá para cá.

Um telegrama escrito em 2009 pelo então embaixador dos EUA em Brasília, Clifford Sobel, e divulgado pelo WikiLeaks, relata uma conversa tida por ele com o então representante ucraniano na cidade e mostra a desaprovação do Tio Sam ao entendimento Ucrânia-Brasil. Os EUA não queriam “que resultasse em transferência de tecnologia de foguetes para o Brasil”.

O entendimento do Brasil com a Ucrânia foi desfeito em 2015, após consolidar-se lá um governo pró-EUA.

Na proposta sigilosa de agora, o Brasil teria oferecido a base em troca de grana e tecnologia. As proibições do acerto de 2002, chamadas “salvaguardas”, seriam flexibilizadas. Teria sido esse o motivo da recusa norte-americana.

Foto: Divulgação
A nova Torre Móvel de Integração do Centro de Lançamento.

Fonte: Jornal O Estado do Maranhão - pág. 05 - 12/04/2017

Comentário: Bom na realidade leitor no acordo com a Ucrânia não existia transferência tecnológica seque de um simples parafuso, isto é mentira, e a matéria do jornal Maranhense esta equivocada. Dito isto, chamo a sua atenção leitor para o ultimo paragrafo desta matéria e lhe pergunto, será verdade mesmo? Caso sim, esses vermes deveriam mandar os americanos a MERDA, não precisamos deles, basta fazermos a nossa parte com competência, seriedade e compromisso governamental cobrando por resultados. Não precisamos fazer o melhor foguete do mundo, só precisamos de um lançador capaz de atender as nossas necessidades e ponto. Fazer satélites que da mesma forma atenda as nossas necessidade, e se os americanos não gostarem que vão CATAR COQUINHOS NA CASA DA MÃE JOANA. Cadê a tal soberania que esse vermes tanto falam? É só o TIO SAM falar que a gente bate continência, mandem eles a MERDA. Ou há então outros interesses por trás disto??? Aproveitamos para agradecer uma vez mais ao nosso leitor maranhense Edvaldo Coqueiro pelo envio desta matéria.

3 comentários:

  1. Ingenuidade acreditar que os americanos vão colaborar com o Brasil algum dia nessa área,isso nunca vai acontecer ainda mais agora com o Trump lá, aquele cara não deve gostar nem da mãe dele.Acho difícil algum país transferir algo ao Brasil por ser área de grande valor agregado e os países ou desenvolveram seus artefatos a duras penas ou por espionagem o que também é difícil e custoso.Governo tem que ter vergonha na cara e investir nos nossos cientistas isso sim.

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  2. Americanos só querem que sejamos o país frágil onde eles podem mandar e desmandar.

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  3. E eles manterão essas salvaguardas quanto ao uso da nossa base de lançamento. Os EUA não são um povo "besta", eles possuem muitas preocupações com o surgimento de um "Japão sul-americano". Mas bem que eles devem estar bem assegurados com nossa incompetência quanto nação.

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